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Comunidades bancárias

Comunidades bancárias

01/09/2011 Miguel Reise

Em um banco tradicional o negócio gira em torno do crédito, da gestão dos depósitos e da negociação das ações, que são produtos ofertados há muito tempo pelas clássicas instituições financeiras.

Com o surgimento dos banklines, mudanças começaram a ocorrer. Num primeiro momento, o cenário foi se transformando, mesmo que em pequena escala. Mas de certo foram as instituições financeiras que começaram a disponibilizar primeiramente os seus serviços e transações bancárias através do uso de portais na internet. A partir daí, a ideia de renunciar à criação de uma rede de sucursais começou a se materializar, trazendo inovação ao setor bancário. Por outro lado, a tecnologia também beneficiou o surgimento de um grande número de diferentes modelos virtuais que pouco, ou nada, têm a ver com os bancos tradicionais e que podem ser perigosos para o setor. O novo modelo conhecido por banking communities (comunidades bancárias) apresenta diferentes objetivos e pretende atrair a atenção dos clientes dos bancos tradicionais.

Alguns experts consideram que estes novos serviços oferecidos na internet sejam uma ameaça às instituições bancárias, outros, porém, vêm uma grande oportunidade de negócios, proliferando o surgimento de portais especializados na negociação de créditos. Nos portais peer-to-peer (ponto a ponto), por exemplo, pessoas com ideias inovadoras podem conseguir créditos em sites como Weemba, Smartypig e Smava, primeiros provedores a oferecer o serviço com este enfoque. Outros, como o Bundle e o Mint, consolidam e fazem a gestão conjunta dos ativos investidos. Em todos os portais o vínculo com uma real instituição financeira é mínimo, ou quase inexistente. No Brasil, lançado no final de 2010, o Fairplace, primeira comunidade de empréstimos do País, foi denunciado pelo Banco Central ao Ministério Público por transgredir a lei ao exercer o papel de instituição financeira sem ter autorização para isso.

As operações foram interrompidas em dezembro e a Polícia Federal investiga seus idealizadores. A característica destas comunidades consiste na atenção especial às pessoas que possuem um objetivo em comum: conseguir dinheiro. Algumas instituições financeiras aprenderam a lição e têm feito o mesmo. Em chats e fóruns de comunidades virtuais, como as do Bank of America, os debates giram em torno de questões como o financiamentos para pequenas empresas. No portal Red Innova Open Talent, do banco espanhol BBVA, é possível que os visitantes divulguem suas ideias de negócio e as melhores iniciativas, que apresentam alto potencial de crescimento, recebem apoio financeiro para a execução do projeto. Exemplos como os citados mostram claramente que os bancos tradicionais precisam expandir sua atenção e suas práticas de negócio caso queiram abranger um modelo mais amplo de possibilidades.

Existem novas formas de se conseguir dinheiro e as comunidades independentes se posicionam como opções decisivas quando se trata de crédito. Os bancos continuam contando com uma série de vantagens: capacidade, experiência e segurança. Qualidades que, sem dúvida, também podem ser ofertadas nos seus serviços online. Contudo, esses atributos, não podem, e nem devem, ser limitados. A eles deve-se somar a abertura do diálogo com os usuários online. Se as comunidades independentes, por unanimidade, ofertam produtos competitivos, aos bancos, cabe o desenvolvimento de novos serviços aliados ao compromisso garantido pela instituição financeira. É preciso esclarecer que a entidade financeira que se posicionar na Web 2.0 como um parceiro de confiança aos usuários se beneficiará de um importante crescimento e, sobre tudo, com a fidelização de seus clientes. Para onde levará essa tendência? Será mesmo uma oportunidade ou uma ameaça às entidades financeiras?

Miguel Reise* é diretor de business marketing do Grupo GFT.



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