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Conchavos mineiros e revelações dos bastidores do Poder Nacional (II)

Conchavos mineiros e revelações dos bastidores do Poder Nacional (II)

07/12/2005 Floriano de Lima Nascimento

O relatório de Desenvolvimento Humano divulgado há poucos dias pela ONU deixou o Brasil em situação desconfortável.

Confirmando-se a tendência observada nas últimas décadas, o nosso IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ocupa o 63o lugar entre 177 países relacionados.

Se fosse considerada apenas a renda dos 20% mais pobres, o Brasil cairia para a 115o posição, a mesma da Moldávia, que tem a renda per capita de US$ 1.510. Esse quadro nada animador contrapõe-se aparentemente aos dados sobre a economia divulgados por institutos de pesquisa: o lpea, por exemplo, que esperava um crescimento de 2,8% em 2005, prevê que se chegará a 3,5%. É o terceiro período de crescimento, desde 1999. Embora se trate de um fato positivo, esses períodos têm sido curtos.

A jornalista Miriam Leitão fala sobre estes momentos: “o primeiro foi logo depois da flutuação do câmbio. O país cresceu nove trimestres e bateu de frente na crise de energia; o segundo período foi durante 2001-2002. O país cresceu por quatro trimestres e novamente bateu de frente com a disparada do câmbio provocada pela crise política. Agora está crescendo há oito trimestres e a ameaça vem de outra crise política”.

O raciocínio está correto; só não concordamos com a conclusão a que chegou a analista, de que o grande nó a ser desatado em nossa economia é o da incapacidade de sustentar o crescimento. Ora, esse termo, preferido pela linguagem economicista é a palavra “desenvolvimento”, mascara, a nosso juízo, o verdadeiro problema.

É preciso, sim, manter o crescimento, mas acompanhado de desenvolvimento econômico, que vai além da mera modernização, porque está comprometido com a melhoria das políticas de educação, de emprego, de salário, de saúde, de moradia e outras. Essa é a única política capaz de melhorar as condições de vida da população, vale dizer, o IDH, porque significa efetiva distribuição de ganho, ao contrário das políticas assistencialistas, que amenizam, mas não resolvem os problemas.

O nó a ser desfeito é a formulação e implementação de um projeto de desenvolvimento nacional capaz de assegurar crescimento com desenvolvimento. Os países emergentes adeptos a essa política vêm obtendo resultados superiores aos conseguidos pelo Brasil.

* Floriano de Lima Nascimento - Ocupante da Cadeira nº 25 do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais 



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