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Conchavos mineiros e revelações dos bastidores do Poder Nacional (III)

Conchavos mineiros e revelações dos bastidores do Poder Nacional (III)

08/12/2005 Floriano de Lima Nascimento

Uma emissora de televisão exibiu uma série de entrevistas feitas pelo jornalista Geneton Morais Neto com ex-presidentes do Brasil, em busca de fatos sensacionais, até então não revelados, ocorridos em seus governos.

O sr. José Sarney, primeiro governante empossado no período da Nova República, após a morte do presidente eleito, Tancredo Neves, revelou ter ficado surpreso ao saber que estavam adiantadas as experiências para a construção da primeira bomba atômica brasileira.

Diante dessa informação, diz o então presidente que determinou o fim dos testes nucleares, ao mesmo tempo em que se empenhou em assegurar ao governo argentino que o Brasil não tinha qualquer projeto nessa área. Esses, embora negassem, vinham fazendo a mesma coisa. A corrida nuclear estava em marcha no Continente.

O sucessor de Sarney, Fernando Collor, renunciou ao cargo em meio a uma onda de denúncias sobre corrupção. Os brasileiros só não sabiam que, naqueles dias dramáticos, o político alagoano pensou em suicídio, só não cometendo o ato extremo porque, no auge da crise, foi aconselhado pelo governador Leonel Brizola a não seguir o exemplo de Getúlio Vargas e a resistir até o fim.

O ex-presidente Itamar Franco, que completou o mandato interrompido de Collor, revelou a proposta indecorosa, feita por parlamentares que preferiu não nomear, de fechar o Congresso Nacional, segundo eles, minado pela corrupção. Essa obsessão, muito antiga, mostra que o fantasma autoritário sempre esteve presente em nossa história de republicana.

O último entrevistado, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tornou público o convite feito pelo seu colega Bill Clinton, para que o Brasil tivesse presença mais ativa na Colômbia, envolvendo-se, com certeza, no combate ao narcotráfico, ali travado há décadas. Outro fato mencionado referia-se à preocupação demonstrada pelo Secretário de Estado Warren Christoffer dos E.U.A. com a aquisição de componentes para fabricação de satélites feita na Rússia, sem conhecimento do presidente Itamar Franco e do político já escolhido para sucedê-lo.

Foi muito oportuna, a iniciativa de trazer a público os bastidores da Presidência da República, onde se ocultam muitos segredos. Espera-se que, reunidas em livros, as entrevistas possam dar aos leitores informações mais completas sobre os momentos de crise enfrentados pelos nossos governantes.

* Floriano de Lima Nascimento - Ocupante da Cadeira nº 25 do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais 



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