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Conchavos mineiros e revelações dos bastidores do Poder Nacional (IV)

Conchavos mineiros e revelações dos bastidores do Poder Nacional (IV)

10/12/2005 Floriano de Lima Nascimento

Iniciativas válidas na área do turismo não precisam aguardar providências tomadas em Brasília, pelo Ministério que cuida do assunto.

Com um pouco de criatividade, autoridades estaduais e municipais podem fazer muito para dinamizar o setor. Um excelente exemplo do que estamos afirmando é o projeto Super Weekend, criado para aquecer a ponte aérea entre Rio e São Paulo nos fins de semana. Desde o início deste mês, até o dia 15 de dezembro, moradores do Rio de Janeiro poderão passar fins-de-semana em São Paulo, com hotel pago e deslocamento de ida e volta entre os aeroportos Santos Dumont e Congonhas, pelo preço de R$ 399.

Embarca-se no sábado pela manhã e retorna-se na noite de domingo. As mesmas condições são oferecidas aos paulistas que desejam viajar ao Rio. Realizado em parceria com uma empresa aérea nacional, o projeto contou, para a sua concretização, com a participação dos prefeitos César Maia, do Rio e José Serra, de São Paulo. A idéia surgiu depois de se comprovar o déficit de procura sofrido por hotéis e companhias aéreas nos finais de semana, nas duas cidades: o número de 375 vôos que saem diariamente do Rio para São Paulo e, daí, para a capital fluminense, cai para apenas 90 nos fins de semana.

Ao tomar conhecimento do assunto, em reportagem estampada em um jornal de São Paulo, lembrei-me de crônica publicada há poucos meses no “Estado de Minas”, pelo compositor Fernando Brant, em que, mesmo concordando com a decisão técnica de transferir a maioria dos vôos que saem de Belo Horizonte para o aeroporto de Confins, ele afirma que a decisão foi “desrespeitosa com muita gente que se orgulha de sua terra, que gosta de Belo Horizonte e de Minas Gerais, mas tem necessidade de se deslocar periodicamente para a terra carioca em busca do pão para alimentar os seus”.

O compositor e cronista refere-se aos que viajam habitualmente ao Rio pela manhã, para tratar dos seus negócios e retornam para casa ao cair da tarde, o que foi praticamente impossibilitado com tempo exigido pelo traslado de ida e volta entre os aeroportos de Confins e do Galeão, que consome tempo e dinheiro. Isso sem falar no prejuízo sofrido pelo turismo entre as capitais do Sudeste, que aumentaria sensivelmente com um projeto como o do Super Fim-de-Semana. Que paulista, carioca ou capixaba não gostaria de passar um fim-de-semana em Belo Horizonte ou em nossas cidades históricas? Alguns vôos semanais entre Pampulha, Santos Dumont, Congonhas e Vitória com tarifas reduzidas ou não, transformariam o sonho em realidade.

* Floriano de Lima Nascimento - Ocupante da Cadeira nº 25 do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais 



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