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Condomínio, segurança e cumplicidade

Condomínio, segurança e cumplicidade

12/11/2008 Dirceu Cardoso Gonçalves

Tornou-se preocupante, nos últimos anos, o elevado número de invasões a edifícios e condomínios – principalmente os de luxo – por ladrões, tanto na capital quanto no interior.

Cada dia mais ousados e organizados, os criminosos migram do seqüestro e do assalto a banco, onde são combatidos, e usam diferentes métodos e artifícios para violar a segurança do lugar e promover os arrastões, assustando e subjugando moradores e levando tudo o que podem de dezenas de apartamentos e, muitas vezes, de todo o imóvel, onde também encontram elevados valores. Sempre que isso acontece, é porque falhou o sistema de segurança do prédio. A estabilidade do condomínio – vertical ou horizontal – baseia-se no tripé segurança física (portões, cabines, câmeras, sensores, cercas elétricas, etc), pessoal (funcionários vocacionados e bem treinados) e, principalmente, nos condôminos (moradores conscientes e responsáveis).

Pouco adiantará a instalação de toda a parafernália eletrônica sem ter funcionários capacitados e motivados para operá-la adequadamente. E nem esse binômio (equipamento+pessoal) será suficiente se os moradores não estiverem conscientizados de que também são responsáveis e precisam colaborar com a segurança do conjunto. No dia em que deixou de morar na casa térrea dotada de quintal e varanda e partiu para um condomínio, a família (ou pelo menos o seu chefe) buscou segurança que a casa não oferece mais. Aceitou as restrições impostas pelo regulamento condominial, abrindo mão da liberdade plena em troca de uma vida sem sobressaltos. Mas, para que esse objetivo se concretize, não pode, em momento algum, esquecer em primeiro lugar seu compromisso coletivo no fechamento do triângulo de segurança.

O morador de condomínio tem de levar em consideração que deve respeito e reciprocidade a todos os demais moradores. Tem, também, de tratar com urbanidade e compreensão aqueles que lhes prestam serviços, evitando criar-lhe embaraços quando fazem cumprir as exigentes e imprescindíveis normas do lugar. Sempre que um funcionário sofre qualquer represália ou repreensão porque fez cumprir exigências ao morador, abre-se perigosamente a guarda no esquema de segurança. Se o repreendido, com temor de perder o emprego, deixa de fazer as exigências regulamentares ou trabalha desmotivado, todo o conjunto fica mais vulnerável aos arrastões e outras ocorrências desagradáveis. Não terá valido a pena para a família o esforço e o investimento num apartamento se os seus membros não estiverem treinados para viver a vida em condomínio.

Se não estiverem convictos de que abrem mão de algumas coisas e ganham outras que lhe são mais importantes. Reservadas as proporções, o condomínio é um pequena cidade onde os participantes contratam serviços e pagam por isso. Um dos pontos principais é a segurança, tarefa a ser executada pelos funcionários mas com a colaboração de todos. Sem a organização e o cumprimento das responsabilidade e até uma certa cumplicidade positiva entre os envolvidos no processo, especialmente os moradores e seus familiares, não haverá segurança e, morar em condomínio poderá se transformar em algo muito perigoso.

*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)



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