Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Convívio e falcatruas

Convívio e falcatruas

04/03/2018 Adilson Roberto Gonçalves

Informação jornalística de qualidade tem um custo e as pessoas estão fazendo a opção pela omissão.

O jornalismo de qualidade deverá criar e praticar os instrumentos para coibir as fakenews, lembrando que boa parte dessas anti-notícias tem origem nos próprios veículos de informação. Cabem uma reflexão e uma análise profunda em relação à decisão da Folha de S. Paulo de não mais publicar conteúdo no Facebook.

A rede social, conhecida por “fakebook” e que tem o F de fofoca, perpetuará ainda mais a mentira e o boato. Informação jornalística de qualidade tem um custo e as pessoas estão fazendo a opção pela omissão. Uma vez que a crença em um fato já está estabelecida, não é necessária sua confirmação. Espero que a estratégia leve à maior busca pelo conteúdo, mas o real não é o ideal.

A ciência tem introduzido as boas práticas de conduta e muitos artigos têm sido retirados – ou despublicados – em função de fraudes. Causa mal-estar e alvoroço, mas é melhor cortar na própria carne do que ter suas vísceras abertas por terceiros. Como exemplo de que nem sempre o que é público é publicado, CartaCapital fez denúncia sobre o envolvimento de integrantes do governo federal – presidente à frente – em desvios no porto de Santos, questão que já se arrasta há um bom tempo.

A enorme lista dos envolvidos em mais uma falcatrua e patacoada do governo que se apossou de Brasília é apenas indicação de que não vai dar em nada. A regra, nestes sombrios dias correntes, é tornar tudo tão podre que o roto se torna muito bom. Que se consiga manter a energia para continuar a apurar situações como essa. Ao mesmo o registro histórico estaria garantido, já que democracia e gestão pública foram às favas.

Em outro aspecto corrente, Veja fez uma edição sobre o convívio entre homens e mulheres. A reportagem foi feliz desde a capa, pois se tratam de regras a serem estabelecidas – e seguidas –, e não necessariamente de determinismo biológico. Da mesma forma que misturamos inadequadamente outras questões pessoais no âmbito público e profissional (religião é uma delas), a abordagem amorosa e sexual precisa ter seus limites.

A revista aproveitou a efeméride de seus 50 anos de existência. Assim, 1968 é o ano que não terminou. Das transformações mundiais restou-nos o AI-5, com ares de ressurreição nestes tempos incertos. Que aprendamos também com nossa história, iniciando pela consulta ao acervo da semanal – plasmada nesse mesmo ano – para não repetir os erros.

* Adilson Roberto Gonçalves é pesquisador no IPBEN – Unesp de Rio Claro, membro da Academia Campineira de Letras e Artes e da Academia de Letras de Lorena.



Os desafios de tornar a tecnologia acessível à população

Vivemos uma realidade em que os avanços tecnológicos passaram a pautar nosso comportamento e nossa sociedade.


O uso do celular, até para telefonar

Setenta e sete por cento dos brasileiros utilizam o smartphone para pagar contas, transferir dinheiro e outros serviços bancários.


Canto para uma cidade surda

O Minas Tênis Clube deu ao Pacífico Mascarenhas o que a cidade de Belo Horizonte deve ao Clube da Esquina; um cantinho construído pelo respeito, gratidão, admiração, reconhecimento, apreço e amor.


Como acaso tornou famoso notável compositor

Antes de alcançar a celebridade, e a enorme fortuna, Verdi, passou muitas dificuldades financeiras.


Gugu e a fragilidade da vida

A sabedoria aconselha foco no equilíbrio emocional e espiritual diante da fragilidade e fugacidade da vida.


Quando o muro caiu

O Brasil se preparava para o segundo turno das eleições presidenciais, entre o metalúrgico socialista Luís Inácio Lula da Silva e a incógnita liberal salvacionista Fernando Collor de Melo, quando a televisão anunciou a queda do muro de Berlim.


Identidade pessoal e identidade familiar

Cada família gesta a sua identidade, ainda que algumas vezes, de forma inconsciente.


Desprezo e ingratidão

Não sei o que dói mais: se a ingratidão se o desprezo.


A classe esquecida pelo governo

O fato é que a classe média acaba por ser a classe esquecida pelo governo.


O STF em defesa de quem?

A UIF, antigo COAF, foi criada como uma unidade do Ministério da Justiça (hoje, no BACEN) para fazer uma coisa muito simples: receber dos bancos notificações de que alguém teria realizado uma transação suspeita, anormal.


O prazer da leitura

Ao contrário do que se possa pensar, não tenho muitos amigos. Também não são muitos os conhecidos.


Desmoralização do SFT

A moralidade e a segurança jurídica justificam a continuidade da prisão em segunda instância. A mudança desta postura favorece a impunidade dos poderosos e endinheirados.