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Debatendo com esquerdistas

Debatendo com esquerdistas

27/10/2014 Eduardo Britto

“Moderação na defesa da verdade é serviço prestado à mentira” - Olavo de Carvalho

O presente artigo não tem a pretensão de ser uma espécie de manual para debater com esquerdistas, até porque eu, um jovem de 23 anos, julgo não ter conhecimento suficiente para pontificar e instruir alguém a se posicionar de determinada forma em um debate. A lista de pontos abaixo é resultado da mera observação e experiência de algumas discussões de uma pessoa já acostumada com a atmosfera intelectual universitária brasileira (se é que posso chamar de intelectual; atmosfera de insanidade seria mais pertinente).

Como é notório, o meio acadêmico brasileiro está infectado pela ideologia marxista e suas derivações, de modo que qualquer um que se posicione de forma minimamente contrária a seus dogmas passa a ser alvo da patrulha esquerdista e é obrigado a adotar sempre uma postura defensiva e a fazer um doloroso esforço para apresentar seu discurso da maneira mais moderada possível. Esse medo de não ser rotulado como radical, extremista, reacionário, fascista, etc., acaba por enterrar a possibilidade de um enfrentamento intelectual firme contra a esquerda, a qual, como sabemos, não tem nenhuma moderação em vomitar aquilo que eles chamam de ideias.

Mais do que isso, esquerdistas são mestres na arte da desonestidade intelectual e da mentira e, portanto, se valem de falácias e artifícios dos mais variados para desviar o foco das discussões e denegrir o interlocutor, a ponto de chegar um momento em que somos vencidos ou pelo cansaço ou pela dificuldade de se livrar da avalanche de calúnias e argumentos falaciosos. Pois bem, isto posto, segue uma lista com 8 estratégias utilizadas por esquerdistas em discussões e algumas dicas de como combatê-las:

1) Para o esquerdista, discordar de uma afirmação é, na verdade, estar apenas contrariado por ela

As pessoas normais, ao se depararem com um argumento que verificam ser incorreto, manifestam sua discordância seguida das razões para tanto. Só se pode discordar de uma assertiva quando você tem conhecimento de alguma outra coisa que possa refutá-la. Se a pessoa não tem conhecimento de algo que possa refutar a assertiva, ela tem quatro opções honestas: 1) é convencida por ela e toma aquilo como verdadeiro, ainda que momentaneamente; 2) não acha nada; 3) apenas simpatiza com a afirmação, sem, contudo, formar uma opinião a respeito; 4) fica contrariada com o que fora dito, sem, contudo, formar uma opinião a respeito.

Os esquerdistas, quase invariavelmente, se encaixam na quarta opção, só que parcialmente: eles demonstram um grande desagrado ao ouvir algo que não se enquadra nos seus lugares comuns e chavões, todavia, eles usam esses mesmos lugares comuns e chavões para tentar refutar aquilo que os contrariou, sem nenhum fundamento ou objeção séria. Jamais há a prudência e a honestidade em reconhecer que não sabem. Então, quando o esquerdista diz “discordo disso”, ele quer dizer “não gosto disso”. O que se pode fazer nesses casos é explorar a falta de conhecimento do sujeito, sempre evitando que o mérito da questão saia de foco, de modo que a cada tentativa desesperada de vencer, ele passe mais vergonha.

2) Quando o esquerdista ouve algo que lhe desagrada, ele se demonstra surpreso e assustado, dando ares de absurdidade àquilo que ele não pode refutar

Quem, em algum debate com um porta-voz da esquerda, nunca ouviu expressões como “estou espantado em ver que alguém possa pensar assim”, “não acredito que em pleno século XXI ainda exista esse tipo de mentalidade”, “tenho medo dessas ideias da direita”, e por aí vai. Ora, essa é a estratégia mais patética que existe.

O sujeito, ao se ver diante de uma opinião que vai de encontro ao que ele pensa (se é que pensa), se mostra escandalizado, chocado, perplexo, e ele fica tão abismado que se exime de emitir qualquer opinião contrária. É como se a opinião do outro fosse tão absurda e a dele tão correta que ele sequer precisasse lançar mão da sua. É vantajoso para ele vencer dessa forma, preliminarmente, pois sabe que se tiver que entrar em um verdadeiro embate de ideias, a probabilidade de ele ser massacrado é muito grande. Denuncie o ardil, diga para o sujeito parar de encenação e discutir as ideias, se ele for capaz.

3) Menosprezar as fontes de suas informações, como se isso fosse abalar o conteúdo do que você defende

“Nossa, sério que você está usando como fonte VEJA/Olavo de Carvalho/Reinaldo Azevedo/Rodrigo Constantino?” Isso é muito comum. Se fosse uma discussão com uma pessoa apenas burra, porém ao menos decente e honesta, valeria a pena pedir-lhe que a discussão se baseasse tão somente nas ideias que estão sendo postas no campo de debate. Mas com esquerdista dificilmente se consegue discutir ideias. Nesse caso, o desgaste é desnecessário e sua resposta poderia ser algo como: “Sim, minhas fontes são essas. E as suas? Carta Capital, Emir Sader e seu professor de história? Aliás, você tem alguma fonte? Você busca informação? Você sequer pensa?”. Expor o esquerdista ao constrangimento de se revelar um grande ignorante é a melhor arma para esse tipo de situação.

4) O esquerdista não diferencia fato e opinião subjetiva

Esse ponto é mais um estado mental do esquerdista do que propriamente uma estratégia. É estratégia quando ele usa esse artifício de modo proposital, mas o que acontece na maioria dos casos é uma limitação, uma questão mental mesmo. Muitas vezes, apontamos fatos concretos para demonstrar como a ideologia socialista é errada e somos surpreendidos com respostas como “discordo do que você está falando” ou “em minha opinião não é bem assim”. Ora, não existe estar de acordo ou não quando estamos lidando com fatos, apenas quando falamos de opiniões subjetivas.

Quando se expõe um fato, as únicas coisas que se pode fazer é acreditar ou não acreditar, jamais concordar ou discordar. Isso é óbvio. Mas, na cabeça do esquerdista, a única coisa óbvia que existe é o fato de ele estar sempre certo. Se eu digo que o socialismo falhou miseravelmente absolutamente todas as vezes em que foi implantado, não estou dando uma opinião, estou apresentando um dado de realidade. Não existe subjetividade ao dizer que essa ideologia deixou milhões de mortos ao longo dos anos, aconteceu, ponto final. Deixe isso bastante claro no debate.

5) Fazer parecer que você está censurando-o

“Eu tenho direito de falar o que eu quiser!”. Isso acontece quando o esquerdista já está em fase de desespero por não conseguir colocar na sua cabeça seu amontoado de bobagens e por não ser mais capaz de lidar com seus argumentos. Assim, ele tenta passar a impressão de que o simples fato de você não concordar e argumentar contra ele se trata de um ato de censura às opiniões dele. As opções são duas: simplesmente dizer o que foi explicado aqui ou afirmar que você também tem o direito de não querer mais ouvi-lo.

6) Insultar

Método clássico, muito usado por esses membros de movimentos de defesa das minorias. Deixam de lado qualquer ideia, qualquer argumento, para, pura e simplesmente, xingá-lo. Racista, machista, homofóbico, fascista, nazista e palavras de baixo calão compõem o previsível repertório. Jamais perca tempo tentando convencer quem se vale dessas agressões verbais de que você não é nada disso. Eles já sabem. Tampouco perca a postura e xingue de volta. Se não tiver paciência, saia da discussão dizendo que não vai aceitar discutir coisa alguma naqueles termos. Se tiver, responda com ironias incessantes até que percam eles a paciência.

7) Utilizar premissas verdadeiras para dar um ar de verossimilhança às suas conclusões erradas

Essa estratégia é bastante ardilosa, pois mistura verdade e mentira, de modo que não se consegue refutar o argumento como um todo, sendo necessário destrinchá-lo para distinguir o que é verdadeiro e o que é falso. Exemplo bastante simples, para fins de fácil compreensão: “Houve muitas mortes nos países de regime socialista, mas também há muitas mortes nos países de regime capitalista, logo, o capitalismo também é responsável por muitas mortes”. Premissa: há mortes nos países de regime capitalista – premissa verdadeira. Conclusão: o regime capitalista mata – conclusão completamente falsa.

Só que para desconstruir esse argumento, é preciso ter a paciência de explicar a diferença entre mortes causadas diretamente por ação do estado contra sua própria população - caso dos regimes socialistas - e mortes causadas por inúmeros motivos alheios à ação direta do estado - como nos regimes capitalistas. É óbvio que há situações muito mais complexas que esta, nas quais desconstruir a falácia demanda um esforço imenso ou o próprio interlocutor é ludibriado pela falácia.

8) Acusar o interlocutor de pregar “discurso de ódio”

Para os esquerdistas, qualquer incitação ao combate às suas ideias autoritárias é vista como incitação à violência ou discurso de ódio. Às vezes, até mesmo um simples posicionamento contrário ao que eles defendem é visto como algo extremamente violento. Ocorre muito quando alguém se opõe ao autoritarismo dos tais movimentos de minorias, como movimento negro, LGBT ou feminista. Isto é apenas mais uma maneira de fugir do confronto intelectual honesto e posar de vítima. Estes são os 8 pontos que mais me chamam atenção no esquema de “argumentação” esquerdista.

O mais importante é ter em mente que, ao ficar acuado e com medo da patrulha, você já está dando uma grande vitória à esquerda. Note que é fundamental entender que você deve enfrentar um esquerdista não para tentar convencê-lo com seus argumentos, mas sim convencer a plateia que lhe assiste e evidenciando a vigarice do seu oponente. Jamais tenha receio de demonstrar sua superioridade intelectual e moral.

*Eduardo Britto é Graduando do curso de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Colunista do Instituto Liberal.



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