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Deus revelado em Cristo

Deus revelado em Cristo

28/12/2006 Divulgação

Visto, desde tempos antigos, como natureza do mundo e criador da ordem que o rege, Deus sempre representou, para os filósofos, desde Anaxágoras, um intelecto criador, artífice ou demiurgo universal (Platão), um poder superior com atributos de inteligência e bondade.

No Velho Testamento, Ele aparece, não mais como um ente abstrato, imaginado pelos pensadores, e sim, como um personagem atuante na História, ao expulsar Adão e Eva do Paraíso, ordenar a Noé a construção da Arca, afastar as águas do Mar Vermelho para possibilitar aos hebreus fugirem do Egito, ditar os Dez Mandamentos a Moisés, e outras passagens. Trata-se, contrariamente ao que afirmam os descrentes, de um Deus presente no palco da História, embora ainda sem rosto.

A Flagelação de Cristo, de Jaime Huguet, Museu do Louvre, Paris, séc. XV

No Novo Testamento, o Criador apresenta-se sem qualquer disfarce na cena humana, como se pode ler nos escritos dos evangelistas, entre eles João: "No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus" (João 1: 1). “E o verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do Unigênito do Pai.” (João 1: 14).

Trata-se de uma das passagens mais profundas e grandiosas entre os escritos dos apóstolos, trazendo revelações outrora ocultas das gerações, mas plenamente reveladas no Novo Testamento, que precisam ser explicadas.

O primeiro ponto refere-se à expressão “No princípio”: aqui, não se trata do princípio da criação, mencionado em Gênesis, mas de uma eternidade passada, cujo tempo não pode ser determinado, uma vez que extrapola os conhecimentos abrangidos pela Física e pela Matemática, pois pertence à dimensão espiritual, que está fora do tempo e do espaço. 

O Verbo mencionado no texto torna-se mais inteligível se em seu lugar utilizarmos Palavra (Logos em grego, Verbum em latim: substância ou causa do mundo). O Logos, ou a palavra, manifesta, expressa e define a pessoa de Deus. Foi mediante a Palavra que Ele trouxe à existência coisas que não existiam anteriormente. Por meio d'Ela, o criador de todas as coisas pôde expressar-se plenamente, como nunca aconteceu ou acontecerá em lugar algum. Na História, o Deus invisível e misterioso dos filósofos deu lugar a um Deus com rosto humano, uma vez que se fez conhecer por meio de Seu Filho, enviado para viver entre nós e, depois, após a ressurreição, como o Espírito da Vida (Romanos 8: 11).

Nesta época, a maioria dos órgãos da imprensa, em vários pontos do mundo, costuma dedicar amplo espaço a notícias e reportagens sobre o Natal. Nas últimas semanas do ano, ao lado de matérias fundamentadas no texto bíblico, aparecem outras de valor questionável, uma vez que se baseiam em opiniões de leigos. No mês de novembro, uma revista de circulação nacional publicou declarações de cientistas que, depois de refletir sobre os avanços da Física, da Matemática, da Biologia e de outros ramos da Ciência, chegaram à curiosa conclusão de que não há provas da existência de um Princípio ou de um Deus que tenha dado origem ao mundo ou aos seres em geral. Trata-se de abordagem tão ingênua como a do cientista Stephen Hawking, que acredita poder desvendar o cérebro de Deus por meio da Matemática. Mesmo sem querer recorrer a argumentos de autoridade, não custa lembrar aos homens de ciência que alguns de seus colegas mais ilustres, como Isaac Newton e Albert Einstein, nunca puseram em dúvida a existência de um Criador. Mutatis mutandis, opiniões como as expendidas pelos incrédulos cientistas, têm o mesmo valor de manifestações de leigos sobre temas como a Física Quântica ou a Teoria da Relatividade.

De qualquer modo, o propósito deste comentário é lembrar aos homens de boa vontade que o nascimento de Jesus, há mais de 2000 anos, numa manjedoura em Belém da Judéia, foi um acontecimento maravilhoso e transcendente, que mudou para sempre a história do homem: a presença de Deus no mundo corporificado em Seu Filho, Jesus. “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”. (João 1: 4).

* O autor é professor de Direito Econômico, Presidente da Fundação Brasileira de Direito Econômico, Membro do Instituto Histórico e Geográfico e da Arcádia de Minas Gerais, do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra e do Conselho Jurídico da Associação Comercial



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