Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Diretoria da Petrobras já deveria ter renunciado

Diretoria da Petrobras já deveria ter renunciado

02/02/2015 Luiz Carlos Borges da Silveira

Maria das Graças Foster, presidente da estatal, deveria puxar a fila e dar o exemplo.

A insistência da atual diretoria da Petrobras em não renunciar a seus cargos transformou-se em mais um indecoroso episódio envolvendo a administração pública do país, dada a extensão dos escândalos e participação não só de diretores da empresa como também de políticos, agentes públicos de vários escalões, empresários e executivos de grandes grupos privados – alguns deles já presos.

Maria das Graças Foster, presidente da estatal, deveria puxar a fila e dar o exemplo. Não apenas colocar o cargo à disposição da presidente da República, mas pedir demissão em caráter irrevogável perante os Conselhos da empresa. Como se mantém, a situação é embaraçosa para ambas: Dilma espera o pedido para evitar o extremo e poupar a amiga, a qual, no entanto, permanece intransigente.

A diretoria da Petrobras precisa ter o entendimento da grave situação e dos prejuízos causados à empresa, especialmente em credibilidade e danos econômicos que vão muito além da malversação de seu patrimônio financeiro. A estatal é um símbolo de grandeza, patrimônio nacional, e conquistou elevado conceito mundial em termos de tecnologia, comércio externo e produção interna assentada em avançadas pesquisas, além da formação de quadros profissionais altamente treinados e qualificados. É, também, um dos pilares do nosso mercado de ações, pois não se trata apenas de uma estatal, é uma sociedade anônima com extraordinário quadro de acionistas, companhia de capital aberto que capta investimentos no Brasil e no exterior. Portanto, não é apenas ao governo e ao povo que a diretoria deve explicações.

A presidente Graça Foster, assim como os diretores, uns mais outros menos, são responsáveis ainda que não tenham culpa direta, conforme se justificam, por ter sido o esquema de corrupção montado há algum tempo; foram todos omissos ou incapazes de detectar rombos causados por tão ramificada quadrilha. Até os Conselhos que aprovaram negócios e operações fraudulentos são suspeitos, ainda que aleguem que os contratos eram elaborados pelas diretorias da empresa, o que não os isenta da obrigação precípua de analisar e fiscalizar.

Pedir demissão, em tal circunstância, não é demérito nem confissão de culpa, senão dever do agente público atingido por suspeita grave, além de gesto de lealdade para com o superior responsável pela nomeação. Provada a inocência, pode até ser reintegrado, sem mácula. Em passado recente ocorreu episódio bem ilustrativo: Henrique Hargreaves, além de amigo de longa data do presidente Itamar Franco era seu leal e competente ministro-chefe da Casa Civil. Sobre ele caíram suspeitas de atos ilícitos e Hargreaves imediatamente entregou sua demissão ao presidente, que mandou fazer rigorosa investigação; restando nada comprovado contra o ministro, quatro meses depois foi reconduzido ao cargo, sem constrangimentos nem mágoas.

Em resumo, a Petrobras necessita urgentemente de um choque de gestão séria para recuperar seu prestígio e credibilidade extremamente afetados. Carece efetivamente de sangue novo e cabe à presidente Dilma coordenar essa renovação com a indicação de uma diretoria que seja técnica, de alta competência, idônea e sem a perniciosa interferência ou pressão de políticos e partidos aliados, responsáveis pelos escândalos dentro da estatal.

* Luiz Carlos Borges da Silveira é empresário, médico e professor. Foi Ministro da Saúde e Deputado Federal.



O Brasil enfrenta uma crise ética

O Brasil atravessa uma crise ética. É patente a aceitação e banalização da perda dos valores morais evidenciada pelo comportamento dos governantes e pela anestesia da sociedade, em um péssimo exemplo para as futuras gerações.

Autor: Samuel Hanan


Bandejada especial

Montes Claros é uma cidade de características muito peculiares. Para quem chega de fora para morar lá a primeira surpresa vem com a receptividade do seu povo.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Eleições para vereadores merecem mais atenção

Em anos de eleições municipais, como é o caso de 2024, os cidadãos brasileiros vão às urnas para escolher prefeito, vice-prefeito e vereadores.

Autor: Wilson Pedroso


Para escolher o melhor

Tomar boas decisões em um mundo veloz e competitivo como o de hoje é uma necessidade inegável.

Autor: Janguiê Diniz


A desconstrução do mundo

Quando saí do Brasil para morar no exterior, eu sabia que muita coisa iria mudar: mais uma língua, outros costumes, novas paisagens.

Autor: João Filipe da Mata


Por nova (e justa) distribuição tributária

Do bolo dos impostos arrecadados no País, 68% vão para a União, 24% para os Estados e apenas 18% para os municípios.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


Um debate desastroso e a dúvida Biden

Com a proximidade das eleições presidenciais nos Estados Unidos, marcadas para novembro deste ano, realizou-se, na última semana, o primeiro debate entre os pleiteantes de 2024 à Casa Branca: Donald Trump e Joe Biden.

Autor: João Alfredo Lopes Nyegray


Aquiles e seu calcanhar

O mito do herói grego Aquiles adentrou nosso imaginário e nossa nomenclatura médica: o tendão que se insere em nosso calcanhar foi chamado de tendão de Aquiles em homenagem a esse herói.

Autor: Marco Antonio Spinelli


Falta aos brasileiros a sede de verdade

Sigmund Freud (1856-1939), o famoso psicanalista austríaco, escreveu: “As massas nunca tiveram sede de verdade. Elas querem ilusões e nem sabem viver sem elas”.

Autor: Samuel Hanan


Uma batalha política como a de Caim e Abel

Em meio ao turbilhão global, o caos e a desordem só aumentam, e o Juiz Universal está preparando o lançamento da grande colheita da humanidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


De olho na alta e/ou criação de impostos

Trava-se, no Congresso Nacional, a grande batalha tributária, embutida na reforma que realinhou, deu nova nomenclatura aos impostos e agora busca enquadrar os produtos ao apetite do fisco e do governo.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


O Pronto Atendimento e o desafio do acolhimento na saúde

O trabalho dentro de um hospital é complexo devido a diversas camadas de atendimento que são necessárias para abranger as necessidades de todos os pacientes.

Autor: José Arthur Brasil