Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Escrita e interpretação pela interatividade

Escrita e interpretação pela interatividade

12/03/2018 Pedro Panhoca da Silva

Ensino interativo definitivamente não é novidade.

Há décadas atrás, esses manuais interativos (hoje esquecidos) ajudavam seus leitores a entender e aprender alguns conteúdos com sua leitura não sequencial, normalmente aplicados a alunos autodidatas.

Tal dinâmica veio a inspirar os livros-jogos, RPGs que não precisam de grupos para serem jogados – somente leitor e livro -, muito populares nas décadas de 80 e 90 por aqui, que retornaram no início da década. Eis quatro manuais inspiradores da série TutorText: Doubleday Series que “emprestaram” sua estrutura para literaturas experimentais posteriores:

1) The Meaning of Modern Poetry (John Clark Pratt, 1962, n° 8 da série): Preparado pela Divisão de Ciências Educacionais das Indústrias dos Estados Unidos para aqueles que desejavam aprender sobre poesia moderna sozinhos. Possui suas deficiências, mas como um exercício para um leitor hábil, é enriquecedor.

Seu autor foi um capitão da Força Aérea. Em suas primeiras páginas, o leitor é rapidamente introduzido para conceitos como metáfora, símbolo, entre outros. Essas distinções terminológicas são então descartadas para o restante do livro, e passam a ser usados de maneira intercambiável.

2) Effective Writing (Jane Staple Ford & Kellog Smith, 1963, n° 16 da série): fornecia as regras teóricas e práticas para serem aplicadas se o leitor buscasse grande eficácia em seu(s) texto(s).

3) Understanding Shakespeare: Macbeth (Ruth Frieman, 1964, n° 24 da série): Um longo texto que fornecia comentários sobre o significado de palavras arcaicas, personagens simbólicos, situações e alusões obscuras, além de explorar o uso da poesia e o significado de várias metrificações empregadas pelo autor. Um apêndice resume a peça em forma de prosa e um posfácio discute a mecânica provável da encenação.

4) Business Letter Writing (James L. Slattery, 1965, n° 26 da série): Encorajava seu leitor a praticar um estilo caracterizado pelo uso de frases curtas e palavras cotidianas, além de desenvolver outras habilidades de escrita de cartas comerciais.

Com o grande advento tecnológico, tais ensinamentos poderiam facilmente serem transpostos para aplicativos ou programas de computador mais rápidos, o que aumentaria ainda mais a interatividade e a atratividade pelos novos “livros-tutores” virtuais.

* Pedro Panhoca da Silva é mestrando em Literatura do programa de Pós-Graduação em Letras da Unesp – câmpus de Assis.



Direita ou esquerda? Atenção aos atalhos!

Você deve estar pensando: lá vem mais um textão sobre reflexões políticas. Mas não é disso que vamos tratar aqui.


George Floyd: o racismo não é invencível

Na cidade de Minneapolis nos Estados Unidos, no dia 25 de maio de 2020, assistimos mais um triste e vergonhoso capítulo da violência policial contra um homem negro.


Quem lê para os filhos compartilha afetos

Neste momento em que tantas crianças aqui e mundo afora estão isoladas em casa, longe de colegas, amigos e com uma nova rotina imposta, é muito importante que os pais leiam para elas.


SUS: o desafio de ser único

Começo pedindo licença ao economista Carlos Octávio Ocké-Reis, que é doutor em saúde coletiva, para usar o nome de seu livro como título deste artigo.


Poderes em conflito – Judiciário x Executivo

Os Poderes da união que deveriam ser independentes e harmônicos entre si, cada qual com suas funções e atribuições previstas na Constituição, nos últimos dias, não têm se mostrado tão harmônicos.


A Fita Branca

Em março de 1963, um ano antes do golpe que defenestrou o governo populista de João Goulart, houve um episódio que já anunciava, sem ranhuras, o que estava por vir.


Como ficarão as aulas?

O primeiro semestre do ano letivo de 2020 está comprometido, com as crianças, adolescentes e jovens em casa, nem todos entendendo bem o que está acontecendo, principalmente as crianças menores.


Dizer o que não se disse

A 3 de Janeiro de 1998, Fernando Gomes, então Presidente da Câmara Municipal do Porto, apresentou o livro de Carlos Magno: “O Poder Visto do Porto - e o Porto Visto do Poder”.


Pegando o ônibus errado

Certo dia, o cidadão embarca tranquilamente na sua costumeira condução e, quadras depois da partida, em direção ao destino, percebe que está dentro do ônibus errado.


Resiliência em tempos de distanciamento social

Em meio à experiência que o mundo todo está vivendo, ainda não é possível mensurar o impacto do distanciamento social em nossas vidas, dada a complexidade desse fenômeno e a incerteza do que nos aguarda.


Nasce a organização do século 21

Todos sabemos que a vida a partir de agora – pós-epidemia ou período de pandemia, até termos uma vacina – não será a mesma.


Luto e perdas na pandemia: o que estamos vivendo?

Temos presenciado uma batalha dolorosa em todo o mundo com o novo coronavírus (COVID-19).