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Está na hora de investir, não de retrair

Está na hora de investir, não de retrair

18/12/2008 Divulgação

Recentemente, muita gente ficou surpresa. Quando estávamos todos esperando um pronunciamento dos Estados Unidos assumindo ou não que o país está em crise, veio a declaração de que eles estão em crise há pelo menos um ano.

Uau! Nós, empresários brasileiros, não sabíamos se deveríamos ficar contentes ou temerosos. Por que contentes? Bem, porque com os Estados Unidos despencando, ainda assim o Brasil vem experimentando um crescimento notável. O PIB do terceiro trimestre cresceu 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado. E enquanto muitos analistas juravam que no máximo haveria um crescimento de 1% em relação ao segundo trimestre deste ano, nossa economia deu um show ao atingir 1,8%. E os Estados Unidos em crise. Por que temerosos? Bem, pelo efeito dominó que as notícias de impacto negativo nas finanças promovem não só por aqui, mas no mundo inteiro.

A impressão que se tem é de que até mesmo os empresários que não investem em ações, não dependem de um sistema de crédito, e não têm negócios com as 17 instituições bancárias que quebraram até agora na Europa e Estados Unidos estão sofrendo dos efeitos colaterais dessa crise. Algo como uma gravidez psicológica às avessas. E esses sintomas psicossomáticos é que estão balançando a economia brasileira ainda mais. Evidentemente, alguns setores que dependem de crédito para se manter – como o automobilístico – já estão sofrendo impactos. Assim como a indústria da construção também terá de desacelerar o ritmo agressivo com que vinha lançando um empreendimento atrás do outro nos últimos dois anos. Mas não podemos querer registrar essa crise em cartório, como se fosse filha nossa, porque não é assim que as coisas funcionam.

Ao contrário, deveríamos tomar como exemplo as empresas que, ainda durante os tempos difíceis da recessão, investiram em infra-estrutura e em inovação. E foram elas as responsáveis, em grande parte, por tirar um país inteiro do buraco, seja a Alemanha, os Estados Unidos, ou o Japão. Neste final de ano, em que as empresas estão elaborando o balanço dos últimos 12 meses e discutindo as áreas de investimento de 2009, é importante levar em conta o que faz realmente parte das estratégias da empresa.

Comunicação interna e externa são essenciais. Sendo assim, não se pode enfrentar a concorrência e um ano que exigirá esforços extras para manter a receita em alta, com um parque tecnológico decadente, com informações desorganizadas, com capital humano destreinado. A empresa vulnerável nesses quesitos será a primeira a sentir os efeitos colaterais da doença psicossomática que contaminou o país. Nesse cenário, já estão condenados os players que não contarem com um sistema eficiente de backup, com um data center  capaz de oferecer informações padronizadas e estruturadas, e quem não seja capaz de fazer mais e melhor em menor tempo.

* Ezequias Sena é diretor administrativo e comercial da On Line Brasil.



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