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FIP-IE: excelentes oportunidades de ganhos

FIP-IE: excelentes oportunidades de ganhos

24/03/2021 Carlos Lopes

Fundos de Investimentos em Participações (FIP) é uma modalidade relativamente nova no mercado de capitais brasileiro.

Trata-se de uma comunhão de recursos destinados à aplicação em companhias abertas, fechadas ou sociedades limitadas em fase de desenvolvimento.

Já os Fundos de Investimentos em Participações em Infraestrutura (FIP-IE) são constituídos sob a forma de condomínio fechado, cujo objetivo e política de investimento residem na aquisição e manutenção de, no mínimo, 90% de seus respectivos patrimônios líquidos investidos em ações, bônus de subscrição, debêntures, conversíveis ou não em ações, ou outros títulos de emissão de sociedades anônimas, de capital aberto ou fechado, desde que permitidos pela Instrução CVM 578, que desenvolvam novos projetos de infraestrutura no território nacional, nos setores de energia, transporte, água e saneamento básico, irrigação e outras áreas tidas como prioritárias pelo Poder Executivo Federal.

A grosso modo, historicamente, o Brasil enfrentou quatro grandes gargalos ao seu processo de desenvolvimento econômico e social.

O primeiro deles diz respeito ao período que se estende desde o descobrimento em 1500, até a chegada da família real em 1808.

Trezentos e oito anos nos quais Portugal literalmente proibiu qualquer iniciativa de industrialização brasileira, numa política mercantilista de exploração.

O tamanho do retrocesso pode ser medido pelo fato de que em 1770 a revolução industrial já estava a pleno vapor na Europa.

Em 1776, Adam Smith publicou seu clássico livro “A Riqueza das Nações” no qual se proclamou a importância do liberalismo econômico e dos mercados livres para a geração de riqueza das nações.

O segundo grande entrave se deu na 1ª Era Vargas (1930/1945), nos esforços voltados à passagem de uma economia primário-exportadora para uma economia urbano-industrial, em que pese a ausência de acumulação de capital dos ciclos econômicos anteriores e a não consolidação de um mercado de trabalho desenvolvido que pudessem dar sustentação ao processo de desenvolvimento econômico brasileiro nos moldes do que se exigia o capitalismo à época.

Finalmente, no governo JK (1956/1961), as dificuldades inerentes à falta de poupança interna foram supridas pela atração do capital externo mediante a implantação da indústria automobilística e de seu efeito acelerador na economia, trazendo em seu bojo o desenvolvimento das indústrias de plástico, borracha, aço, alumínio, etc., além da construção civil e a malha rodoviária que integrou e desenvolveu as economias regionais promovendo a inserção da economia brasileira a um capitalismo desenvolvido.

Este período é marcado pela internacionalização do capital brasileiro. Nos inserimos de vez na economia internacional nos moldes de uma economia capitalista.

Não obstante, ainda que tenha havido a internacionalização do capital brasileiro faltou de forma mais efetiva a sua internalização, por exemplo, a evidente dependência de bens de capital do exterior.

O quarto grande entrave nesta linha do tempo para o desenvolvimento econômico brasileiro, um problema que muito nos assombrou: a inflação!

Contudo, após várias tentativas frustradas de resolução do problema inflacionário brasileiro, o Plano Real nos brindou com a tão sonhada estabilidade monetária gerando condições para planejamentos econômicos de longo prazo, propiciando o caminho para o desenvolvimento.

Por todos estes construtos, o próximo grande salto brasileiro e, talvez, definitivo para sermos um país de economia desenvolvida passa, necessariamente, pelas questões de infraestrutura.

Infraestrutura em todos os seus aspectos, tais como rodoviária, aeroportuária, portuária e urbanística. Não menos importante, recursos para pesquisa & desenvolvimento (P&D), educação, saúde, segurança.

Acreditamos que uma das chaves para o alcance e resolução destes gargalos estruturais se remonta nos Fundos de Investimentos em Participações em Infraestrutura (FIP-IE) e na Instrução CVM 578, cujos fins são o desenvolvimento de novos projetos de infraestrutura no território nacional, nos setores de energia, transporte, água e saneamento básico, irrigação e outras áreas tidas como prioritárias pelo Poder Executivo Federal.

Os Fundos de Investimentos em Participações em Infraestrutura (FIP-IE) são constituídos com a finalidade precípua de gerir projetos criteriosamente selecionados aos fins supracitados.

Aos investidores, por sua vez, abre-se a oportunidade ímpar de fazer parte destes projetos a preços bastante baratos hoje, bem como antecipando-se aos expressivos ganhos que, certamente, virão com a maturação destes projetos.

Não há outro caminho para o Brasil trilhar. Resolver os problemas de Infraestrutura é a única pavimentação possível para internalizarmos o capital no país e darmos o salto definitivo para nos tornarmos país de primeiro mundo.

Conclusivamente, é a oportunidade de investir em algo extremamente barato, a preços muito descontados face ao verdadeiro valor dos empreendimentos.

* Carlos Lopes é economista, assessor de investimentos da Aspen Investimentos, sócio responsável pela Aspen Educacional.

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Fonte: Naves Coelho Comunicação



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