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Formação de lideranças

Formação de lideranças

05/05/2006 Divulgação

O ex-chanceler Oswaldo Aranha, um dos mais qualificados homens públicos brasileiros, referia-se ao Brasil como um país pobre de homens e de idéias. E ele dizia isso nos anos 40 e 50, época em que, nos Três Poderes da República, não era difícil encontrar pessoas qualificadas.

O governo Vargas reunia alguns dos maiores talentos do país, o que lhe possibilitou realizar urna obra administrativa que entrou para a História, em que pesem os descaminhos políticos em que se embrenhou entre 1937 e 1945 durante a ditadura do Estado Novo. Se Aranha vivesse em nosso tempo, o que diria? Com certeza, expressaria enorme desalento diante da escassez de estadistas á altura das nossas melhores tradições. Ora, perscrutando o panorama atual, tem-se a impressão que ele produziu, na sua época, um vaticínio para o Brasil dos nossos dias.

Ao longo das últimas décadas, a vida pública brasileira perdeu a maioria das suas figuras exponenciais, em quem o povo reconhecia credenciais para o exercício da liderança política, em meio aos desafios de natureza social, política e econômica.

Esse esvaziamento de valores tornou-se visível na Nova República: pelo menos duas gerações de políticos qualificados, alguns atuantes desde a era Vargas, como era o caso de Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Franco Montoro e outros, não tiveram tempo de dar ao país a contribuição do seu talento e do seu descortino político. Esse fato possibilitou a ascensão ao poder de muitos homens públicos descompromissados com a visão de país que havia sido a marca das décadas anteriores.

Qualquer que seja o diagnóstico das crises que se têm abatido sobre o Brasil, o ponto de partida está nesse desencontro, nessa desarmonia entre um projeto político ambicioso e arquitetos cuja perspectiva, incapaz de abarcar o futuro, chega, no máximo, à próxima eleição. Tudo isso decorrer de uma inversão de valores, capaz de privilegiar ambições pessoais interesses sociais, de antepor veleidades carreiristas aos grandes projetos nacionais. Novas lideranças começam a surgir no horizonte, mas ainda são esperanças para o futuro.

O Brasil precisa, sem mais delonga, seguir o exemplo dos países desenvolvidos, que investem permanentemente, na formação de novos quadros políticos.



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