Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Horror em Darfur

Horror em Darfur

04/05/2006 Floriano de Lima Nascimento

Está acontecendo em Darfur, no Sudão, o primeiro genocídio do Século XXI, sem que a ONU e as grandes potências tomem qualquer providência mais eficaz para pôr fim à barbárie que se amplia. As medidas tomadas até agora não passam de paliativos, que estão longe de proteger os sudaneses.

À rigor, só alguns órgãos da imprensa européia, especialmente de Portugal vêm noticiando adequadamente o que está ocorrendo. Poucos jornais norte-americanos têm-se ocupado do assunto.

O Sudão tem uma história marcada pela ocupação estrangeira: quando ainda era a Núbia, esteve sob o domínio egípcio, no começo do século XIX, e, mais tarde, passou à condição de possessão britânica. Desde a independência, em 1956, foi sacudido por guerras civis e golpes militares. O Sudão é presidido, desde 1989, pelo general Omar Hausan el-Bashir, que pretende fazer do país um Estado islâmico puro.

Desde fevereiro de 2003, alastra-se ali uma guerra étnica entre dois grupos rebeldes: o Movimento de Libertação do Sudão e o Movimento Justiça e Igualdade. Uma milícia denominada “janjaweed” (homem com arma e cavalo), apoiada pelo governo, partiu para o que se chama de “limpeza étnica”, trucidando a população nativa do Sudão. Aldeias foram cercadas, pilhadas e pessoas foram estupradas e torturadas; indivíduos “indesejáveis” foram expulsos ou massacrados. As tropas enviadas à região, a pedido da ONU, não têm conseguido conter a violência.

Não surpreende a ninguém a omissão internacional diante da tragédia sudanesa, até porque isso tem acontecido sempre que não estão em jogo interesses estratégicos e econômicos dos países desenvolvidos. Ainda está presente na lembrança de todos – e devidamente registrado nos anais da covardia humana – o massacre de Ruanda, que só aconteceu pela omissão dos principais líderes do mundo, como sempre, mais atentos aos interesses dos seus países do que a causas humanitárias.

Há pouco tempo, o presidente Bush, dos Estados Unidos, incentivou o Congresso Americano a cortar US$50 milhões destinados a financiar iniciativas de paz em Darfur. Será que isso aconteceria se existissem grandes reservas de petróleo por lá? A política internacional sempre foi dominada pelo pragmatismo. (“Uma nação não tem amigos, tem interesses”), mas não se pode esquecer que um mínimo de moralidade deve estar entre seus fundamentos.


 






Floriano de Lima Nascimento é Ocupante da Cadeira nº 25 do Instituto Histórico e Geográfico de Minas



O desserviço do senador ao STF

Como pode um único homem, que nem é chefe de poder, travar indefinidamente a execução de obrigações constitucionais e, com isso, impor dificuldades ao funcionamento de um dos poderes da República?


Anedotas com pouca graça

Uma anedota, de vez enquanto, cai sempre bem; como o sal serve para temperar a comida, a anedota também adoça a conversa ou o texto.


Cada um no seu quadrado e todos produzindo…

Muito oportunas as observações do Prof. Ary Oswaldo Mattos Filho, de que em vez dos simples projetos que visam reforçar o caixa da União – como a alteração no Imposto de Renda ora em tramitação pelo Congresso – o país carece de uma verdadeira reforma tributária onde fiquem bem definidos os direitos e obrigações da União, Estados e Municípios.


Você já respirou hoje?

Diagnóstico e tratamento corretos salvam vidas na fibrose cística.


Jogos para enfrentar a crise

O mundo do trabalho nunca mais será o mesmo.


O trabalho de alta performance no Hipismo

O que os atletas precisam para o desempenho perfeito em uma competição? Além do treinamento e esforços diários, eles precisam estar em perfeita sintonia com o corpo e a mente.


Bons médicos vêm do berço

Faz décadas assistimos a abertura desenfreada de novas escolas médicas, sem condição de oferecer formação minimamente digna e honesta.


Wellness tech e a importância da saúde mental dentro das organizações

A pandemia de covid-19 impactou a vida de todos nós, pessoal e profissionalmente.


Manifestações do TDAH

Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade em adultos e crianças.


Cuidar da saúde mental do colaborador é fator de destaque e lucratividade para empresa

O Setembro Amarelo é uma campanha nacional de prevenção ao suicídio, mas que coloca em evidência toda a temática da saúde mental.


Setembro Amarelo: a diferença entre ouvir e escutar

Acender um alerta na sociedade para salvar vidas quando se fala em prevenção ao suicídio é tão complexo quanto o comportamento de uma pessoa com a intenção de tirar a própria vida.


Desafios para a Retomada Econômica

A divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre mostrou uma leve retração da atividade produtiva de 0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior.