Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Longevidade e perspectivas na oncologia

Longevidade e perspectivas na oncologia

26/10/2020 Ramon Andrade de Mello

As campanhas como Outubro Rosa e Novembro Azul têm o papel essencial de alertar a população para as doenças oncológicas.

A informação é uma ferramenta muito importante para um diagnóstico cada vez mais precoce nessa área, o que é fundamental para o alcance de resultados positivos.

O número de pessoas acometidas com algum tipo de câncer deve crescer nos próximos anos tanto no Brasil como no mundo.

O aumento pode ser creditado por vários fatores como o envelhecimento da população, crescimento do diagnóstico, quando um maior número de pacientes procura os sistemas de saúde, entre outros.

As projeções do Instituto Nacional e Câncer José Gomes da Silva (Inca) estimam a ocorrência de 625 mil casos novos da doença no triênio 2020-2022, e 450 mil excluindo os casos de câncer de pele não melanoma (177 mil registros).

Em seguida, vêm os cânceres de mama e próstata, ambos com expectativa de 66 mil diagnósticos no período.

O levantamento do instituto prevê ainda 41 mil ocorrências de câncer de cólon e reto, 30 mil de pulmão e 21 mil de estômago.

No mundo, o câncer já se tornou o principal problema de saúde pública e figura entre as quatro causas de morte mais frequentes antes dos 70 anos de idade.

Um diagnóstico de um tumor oncológico não é uma sentença de finitude. Muito pelo contrário. Os pacientes brasileiros já podem ser diagnosticados e tratados com procedimentos e medicamentos usados em países desenvolvidos.

O sistema de saúde pública conta com uma rede de atendimento que, apesar das dificuldades, consegue prestar assistência a uma parcela significativa da população.

Cientistas de todo mundo têm realizado estudos na busca de novos medicamentos e procedimentos cada vez menos invasivos. A nanotecnologia é um dos exemplos, assim como a imunoterapia e a terapia alvo.

Se por um lado teremos um crescimento do número de casos oncológicos, também estamos aumentando as possibilidades de uma abordagem mais ampla e com melhores resultados.

Concomitantemente, a população informada tem condições de reduzir os fatores de risco que podem levar às doenças oncológicas.

No caso do câncer de pele, evitar a exposição demasiada ao sol e aplicar protetor solar são atitudes para ensinar as crianças.

O uso de tabaco é o principal fator de risco para pessoas com câncer de pulmão e esse é um vício que precisa ser extinto.

Uma alimentação pobre em fibras e com baixo consumo de água, mas rica em alimentos industrializados e ultraprocessados pode aumentar a propensão para o câncer de cólon e reto.

O estresse e a hereditariedade também devem ser levados em consideração quando falamos de fatores de risco.

Assim como há 50 anos contávamos com poucas ferramentas para diagnosticar e tratar das doenças oncológicas, o futuro traz otimismo ampliando a abordagem e o alcance de resultados positivos.

Mas é preciso cuidar do dia a dia, buscando reduzir os riscos associados aos hábitos não saudáveis. Uma vida longeva e com qualidade de vida é uma possibilidade cada vez mais presente para todos.

* Ramon Andrade de Mello é médico oncologista, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), da Uninove (Universidade Nove de Julho) e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal). 

Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada



Startups ampliam o mercado de trabalho jurídico

Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), temos atualmente no Brasil 12.700 dessas empresas, número 20 vezes superior se compararmos com 2011, quando eram contabilizadas 600.


Aprendizados durante a pandemia e a importância da inovação para o mercado

O momento atual tem sido de muito aprendizado para todos.


Eca 30 anos: o que mudou nas nossas vidas?

No bojo da redemocratização do país nas décadas de 1980, 1990, muitas mudanças ocorreram para a melhoria da sociedade que vivemos.


Como músico, advogado e padre, saíram de boa

Quando, em 1945, os americanos ocuparam Garmish, um jeep, cheio de soldados, estacionou, à porta da casa de Richard Strauss.


Queremos mesmo extinguir o dinheiro?

Com o aumento do uso de meios de pagamentos digitais, não raras vezes se ouve no debate público a afirmação de que, no futuro, o ideal seria extinguir o dinheiro em espécie.


Assalto a banco, prisão perpétua e pena de morte

O país volta a ser sacudido pelos ataques de grupos armados a agências bancárias, transportadoras de valores, carros-fortes e outros lugares onde são armazenadas elevadas somas em dinheiro.


Empresas existem para cuidar das suas comunidades

Certa vez, me pediram para dar aula de Teoria Geral da Administração para uma turma de 1º ano de graduação.


Como fazer o planejamento financeiro pós-pandemia e para 2021

O planejamento financeiro tornou-se fundamental no mundo pós-pandemia.


Pandemia, juros baixos e a retomada do setor imobiliário

Assim como em outros setores, entre a segunda quinzena de março e o fim de maio, ocorreu um bloqueio total do mercado imobiliário por conta do desconhecimento da pandemia.


Feliz Dia do Síndico

Em comemoração ao Dia do Síndico, este artigo de opinião procura estimular uma profunda reflexão sobre o verdadeiro papel do síndico e do próprio comportamento na figura do representante do condomínio junto à sociedade.


A saúde mental dos seus colaboradores pede atenção

O ano de 2020 foi muito conturbado, com diversos acontecimentos.


A diferença entre o artista e o empresário

Em primeiro lugar, deixe-me esclarecer: quando se fala em artista no mundo dos negócios, se fala no profissional ou técnico que tem determinado conhecimento específico ou habilidade.