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Matar ou preservar vidas?

Matar ou preservar vidas?

13/11/2008 Dirceu Cardoso Gonçalves

Em todo fato policial de alta repercussão e inevitáveis seqüelas, a polícia acaba recebendo críticas, independentemente do seu posicionamento ou do resultado.

Assim foi no caso de Santo André – que ainda comove a opinião pública –, no da família Nardoni e em tantos outros onde os policiais, no cumprimento do seu dever, restaram questionados pela forma que agiram. A prática já demonstrou que, em razão de tratar-se de vida, não há como fugir a essa desconfortável reação, até solidária, de segmentos da sociedade. No caso de Lindemberg e Eloá, por exemplo, se a polícia tivesse atirado no seqüestrador, receberia as críticas por não ter negociado mais, diante da inexistência de antecedentes criminais do autor.

Mas como, seguiu métodos consagrados internacionalmente de vencer o criminoso pela exaustão e preservar vidas, é veementemente criticada por não ter conseguido salvar a garota. É a velha fábula dos dois homens punidos, ao mesmo tempo, um por ter cão e outro por não cão. Pouco interessa sua ação, pois a reprimenda é certa. A polícia é uma força do Estado dedicada a garantir a ordem pública e o cumprimento das leis. É chamada a intervir sempre que há uma crise ou crime. Sua ação é dedicada a preservar a vida, bem maior de qualquer indivíduo. Toda vez que atira e mata, mesmo que o morto seja um criminoso, o faz para a preservação da própria vida dos policiais ou de terceiros. Essa decisão de atirar ou não atirar é solitária e de alta responsabilidade, pois toda a ação passa, depois, pela investigação funcional e criminal que, em caso de erro ou excesso, podem resultar em punição, demissão e até condenação judicial.

O dia-a-dia da polícia é recheado de grandes ocorrências. Perseguições, tiroteios, mortes (tanto de bandidos quanto de policiais) e desfechos dos mais inesperados. Por um fenômeno ainda não muito bem explicado, apenas alguns desses fatos ganham repercussão e tornam-se alavancas de comoção nacional. Há casos em que um crime dessa ordem acaba ofuscando outros da mesma ou de maior gravidade. Se fosse possível uma visão geral do quadro das ocorrências, esses ícones certamente perderiam a supremacia, caindo no trivial. Como deveria ocorrer em todo serviço público, a polícia – especialmente a Polícia Militar de São Paulo – tem rígidos controles sobre as atividades de seus integrantes. Possíveis excessos ou omissões, como sempre, são apurados e recebem o tratamento adequado.

Não há necessidade do publico externo, muito menos dos oportunistas de sempre arvorarem-se em fiscais do setor porque, além dos controles internos e da Justiça Comum, ainda há a Justiça Militar que age com todo rigor quando ocorrem falhas ou excessos. Os ongueiros e críticos contumazes deveriam ocupar seu tempo com algo mais útil e produtivo do que falar, indevidamente, mal da polícia, mesmo que isso lhes renda menor notoriedade. Quanto ao ministro e outros membros do governo federal, que também meteram o bico no caso de Santo André, fariam melhor se usassem o seu empenho para apurar e entregar a Justiça os escândalos e mazelas já denunciados dentro do seu próprio governo. Da polícia paulista, São Paulo cuida, e com todo rigor...

*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – diretor da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)



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