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Maternidade, a infinita dimensão do amor

Maternidade, a infinita dimensão do amor

05/05/2016 Kie Kume

A maternidade, em todas as suas dimensões, é a expressão máxima do amor.

Maternidade, a infinita dimensão do amor

É o ato de gerar no amor, é fazer seu um filho sem mãe, é a entrega a uma causa. É participação na obra do Criador. Como diz uma velha canção, para nós filhos, “mãe é uma só que a gente tem no mundo, mãe é o amor mais puro e mais profundo”. Ela nos deu um pedaço de seu corpo, nos deu a vida, guia nossos passos e ilumina nossos caminhos. Quis o Criador estender a beleza da maternidade para além dos seres humanos, concentrando nela a perpetuação de toda a sua obra criadora.

Por isso, a figura da mãe é sempre lembrada e comemorada todos os anos de maneira muito especial. Ryuho Okawa, fundador do movimento religioso Happy Science, compara com muita precisão o amor de um pai ou de uma mãe por um filho ao amor infinito de Deus. “Os pais nunca deixam de amar seus filhos porque eles se comportam mal, para somente voltar a amá-los quando passam a se comportar bem de novo. Na verdade, quanto mais um filho se comporta mal, mais seus pais ficam preocupados, mais lhe dão atenção e cuidados, oferecendo ajuda e apoio (do livro Mensagens do Céu** – IRH Press do Brasil, 2015).

Nem tudo, porém, são flores para as mulheres que tentam conciliar a maternidade com sua realização profissional. As cobranças vêm de todos os lados, do grupo familiar e das empresas, e se acentuam nas regiões e segmentos sociais mais carentes. E não é apenas para ajudar na renda familiar que as mamães trabalham. As mulheres trabalham porque o trabalho dignifica, porque desempenhar uma profissão, ganhar o próprio dinheiro, participar e ter uma voz ativa na sociedade é uma grande realização.

As mulheres desconheciam toda essa realização quando a sociedade impunha a elas apenas o papel de donas de casa, mães e esposas. Conquistando arduamente, e sempre, seus direitos, a mulher está podendo experimentar várias realizações: a de ser mãe e profissional respeitada, embora nem sempre valorizada como deveria ser. Mesmo tendo conquistado quase todos os direitos fundamentais nas últimas décadas, a mulher ainda luta por igualdade de oportunidades na vida socioeconômica e na política.

Não é nada fácil para a mulher, em especial no mundo competitivo em que vivem os novos casais, ser ao mesmo tempo mãe, profissional e esposa. Às dificuldades todas soma-se a carência de creches e de escolas de educação infantil na maioria de nossas cidades e metrópoles. Se já não é fácil ser mãe em lares com boas condições financeiras, proporcionando sólida formação aos filhos e mantendo com eles um diálogo construtivo, pode-se imaginar como deve ser difícil ser mãe e educar um filho nas periferias, onde pipocam reclamações de falta de vagas nas escolas e o transporte escolar é precário.

Lembremos ainda, neste mês de maio, de todas as dimensões da maternidade, de todos os gestos de amor de que é capaz o coração de uma mulher – para além do ato de dar vida a um filho. Com certeza absoluta, não é menor o amor de uma mãe por um filho adotivo, que ela abriga em seus braços, ama, alimenta e educa como se fosse seu. E em tantas outras situações a maternidade é substituída por um propósito maior – como as missionárias, enfermeiras e médicas além-fronteira. São mulheres que abrem mão da realização pessoal de gerar um filho, criá-lo e acompanhar seu desenvolvimento até que ele se torne adulto, para cuidar de muitos, amar sem querer nada em troca, numa espécie de maternidade mais que altruísta. É um amor que não depende da troca nem do contato diário, não cobra nada, muito menos gratidão. Essas mulheres são movidas por forças maiores, dotadas de um profundo desprendimento.

Que nós filhos tentemos, neste Dia das Mães e neste mês de maio, tomar consciência de quão grande é o amor que delas recebemos e de quanto já sofreram e sofrem por nós. Em outro de seus livros (Convite à Felicidade***), Ryuho Okawa nos lembra que, quando bebês, elas “nos alimentaram, trocaram nossas fraldas, nos carregaram no colo quando chorávamos e nos colocaram para dormir”; depois, na infância, “cuidaram de nós quando nos machucávamos, ficávamos doentes ou tínhamos algum problema”. Sejamos gratos. Tentemos retribuir com um sorriso, um abraço e gestos de carinho, dividindo com elas nossas angústias e sonhos. Em todas as dimensões, é o amor mais puro e mais profundo.

* Kie Kume é gerente geral da IRH Press do Brasil, editora dedicada à publicação em português dos livros do mestre Ryuho Okawa. www.irhpress.com.br

 



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