Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Mediação nas escolas: uma ferramenta espetacular

Mediação nas escolas: uma ferramenta espetacular

05/09/2018 Lia Marchiori

Nossos filhos são nossos bens maiores.

Preocupamo-nos com eles desde o nascimento até a fase adulta, com expectativa de que se tornem pessoas do bem e desenvolvam suas habilidades da melhor maneira. Para isso contamos com a escola, obviamente, porque a vida escolar da criança começa muito cedo hoje em dia, e segue até a fase adulta.

No contexto escola, quando moramos em uma capital, muitas vezes não temos a opção de propriamente escolher a escola que achamos mais adequada para nosso filho. Às vezes porque é distante de nossa casa, às vezes porque o valor não é acessível, ou até mesmo porque a escola não tem vagas disponíveis.

Mas ainda que seja possível colocar o filho na escola de nossa opção, ao fazermos essa escolha, optamos com esperança de que seja atendido nosso anseio de que ele esteja seguro, sendo adequadamente tratado pela professora, por outros alunos e pela escola como um todo.

Contudo, nem sempre isso reflete a realidade. Existem, de fato, inúmeros conflitos numa escola nas relações existentes entre alunos, pais, professores e direção. Por vezes a criança sofre bullying de colegas, por vezes é nosso próprio filho o autor do bullying.

Ocasionalmente a coordenação da escola se coloca em posições inflexíveis diante da necessidade de nosso filho, e deixa não só a criança, mas pais e mães extremamente estressados.

Há também que se enxergar o outro lado, o lado da escola, na qual o professor tem que ter domínio de 40 crianças em sala ao mesmo tempo. Às vezes nosso filho é um aluno de inclusão: tem dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDHA), síndromes das mais diversas ou simplesmente é mal adaptado àquele modelo de ensino. Qual o olhar da escola sobre este filho? Suas necessidades estão sendo atendidas? Não é fácil para os pais, para os alunos e nem para a escola.

Pensando nisso podemos contar que a mediação é uma evolução no que diz respeito a estas dificuldades enfrentadas pelo trinômio pais/filho/escola. Um bom mediador tem condições de pacificar os interesses de todos, de forma a trazer mais consciência para pais, filhos e representantes de escolas, de forma que a relação conflituosa porventura existente seja transformada. Que passe a existir, no lugar do conflito, bom convívio e acolhimento dos interesses e necessidades de cada parte.

É possível mediar alunos com alunos, alunos e professores, pais entre si, coordenadores e pais, enfim, toda uma gama de vínculos existentes que envolvem o processo escolar desse filho pode ser avaliada sob uma nova ótica: a de que todos podem trabalhar juntos e cooperar para resolver os problemas ali existentes. Numa sala de mediação as técnicas empregadas contribuem para que o conflito se desfaça e que as pessoas possam ser ouvidas.

O pai ou mãe que quer ser ouvido pela coordenadora, a coordenadora que quer ser ouvida pelos pais, o aluno que quer ser ouvido pela escola, a mãe que quer ser ouvida pelo filho, o filho que quer ser ouvido pelo professor, e assim por diante…

Aprender a ouvir não nos é ensinado da maneira correta. Escutamos, porém não ouvimos, e, não ouvindo, não sabemos de verdade o que o outro precisa, o que o outro quer, e do mesmo modo, não somos entendidos naquilo que realmente necessitamos e queremos. Agora já existe ferramenta pra isso. Eba!

* Lia Marchiori é mediadora do Instituto Alleanza, capacitada pela Harvard Law School.

Fonte: Naves Coelho Assessoria e Marketing



A pandemia, as perdas e o novo mundo

Apesar de, infelizmente, ter antecipado o fim da vida de 64,9 mil brasileiros e ainda estar por levar milhares de outros e prejudicar muitos na saúde ou na economia (ou em ambos), o coronavírus pode ser considerado um novo divisor de águas na sociedade.


7 dicas para se profissionalizar na comunicação virtual

De repente, veio a pandemia, a quarentena e, com elas, mudanças na rotina profissional e na forma de comunicação.


O sacrifício dos jovens

Mais de cem dias depois, a pandemia vai produzindo uma cauda longa de desarranjos que se fará sentir por muitos anos e esses efeitos vão atingir, principalmente, os mais jovens.


A “nova normalidade”

A denominada “nova normalidade” não venha nos empobrecer em humanidade.


A inevitável necessidade de prorrogação do auxílio emergencial

Recentemente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou que o governo vai prorrogar por dois meses o pagamento do auxílio emergencial.


A empatia como chave para gestão de entregas e pessoas

Uma discussão que acredito ser muito pertinente em tempos de pandemia é como ficam, neste cenário quase caótico, as entregas?


Mass-Media “mascarada”

A semana passada, aventurei-me a sair, para um longo passeio, na minha cidade. Passeio a pé, porque ainda não frequentei o transporte público.


A quarentena e as artes

Schopenhauer foi um filósofo que penetrou no âmago do mundo.


O legado da possibilidade

Quando podemos dizer que uma coisa deu certo? O que é, afinal, um sucesso?


O que diabos está acontecendo?

A crise está a todo vapor e acelerando tendências que levariam décadas para se desenrolar.


STF e o inquérito do fim do mundo

Assim que o presidente da Suprema Corte determinou a abertura do inquérito criminal para apurar ameaças, fake news contra aquele sodalício, nomeando um dos ministros da alta corte para instaurá-lo, de ofício, com base no artigo 43 do Regimento Interno, não vi nenhuma ilegalidade.


As décadas de 20

A mais agitada década de vinte de todas foi a do século XX.