Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Médicos, farmacêuticos e… curandeiros

Médicos, farmacêuticos e… curandeiros

29/09/2013 Dirceu Cardoso Gonçalves

O programa Mais Médicos – que trouxe profissionais do exterior para atuar em áreas onde os nacionais se recusam a trabalhar – ainda gera polêmicas e, para espanto da população, já surge outra briga na área da saúde.

Os farmacêuticos agora são autorizados a prescrever medicamentos que não exijam receita médica. A medida provoca a reação dos médicos, que lembram ser sua exclusividade profissional a realização do diagnóstico e da prescrição.

Os farmacêuticos argumentam já executar informalmente a atividade agora oficializada, e os médicos rebatem que, com isso, podem mascarar a doença, retardar o diagnóstico e piorar o estado de saúde do paciente. Infelizmente, o nosso país vive ao sabor dos interesses de classes e segmentos. Anos atrás, as farmácias foram impedidas de medir a pressão, de vender produtos alimentícios e de outras prestações de serviços. Algo compreensível e justo numa sociedade verdadeiramente organizada, onde cada segmento cumpre fielmente sua missão, sob rigorosa fiscalização dos órgãos reguladores.

Mas, da forma que se faz por aqui, onde “quem pode mais chora menos”, assistimos à sórdida briga de interesses, sem a mínima preocupação com o doente, que deveria ser o ator principal desse filme. A megalomania dos governos criou o SUS, conhecido como “o maior sistema de saúde pública do mundo”. Melhor seria que não fosse o maior do mundo, mas atendesse regularmente a todos que o procuram. Para isso, além de criar o serviço, deveriam tê-lo fiscalizado permanentemente.

Na questão da exclusividade de diagnóstico de doenças e prescrição de medicamentos, é inquestionável ser isso tarefa do médico. Mas, na falta do médico, o que fazer? Deixar o paciente sofrer e perecer por uma reserva de mercado, por um capricho ou até pelo interesse mercantil? Lógico que não! Governantes, parlamentares, sonhadores e loucos que viveram o doce exílio no primeiro mundo ou aqueles que por lá passam e tomam conhecimento de fórmulas revolucionárias, não podem se esquecer que, naqueles lugares, existem muitas outras coisas em funcionamento para garantir os sistemas e métodos revolucionários.

Sem a “infra-estrutura”, nada feito. Temos muitos exemplos desastrosos de métodos “importados” na saúde, na educação e em outros serviços públicos. Não podemos nos esquecer de que, principalmente na saúde, apesar de possuirmos centros de excelência (para poucos), ainda convivemos com a empírica realidade dos curandeiros, benzedores, parteiras, aparadeiras e outros que, bem ou mal, socorrem o povo na hora da dor. Para substituí-los há de se garantir a efetiva prestação dos serviços. No dia que todos tiverem acesso fácil ao médico, o farmacêutico e os curiosos não mais precisarão “receitar” medicamento...

*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).



Administração estratégica: desafios para o sucesso em seu escritório jurídico

Nos últimos 20 anos o mercado jurídico mudou significativamente.


Qual o melhor negócio: investir em ações ou abrir a própria empresa?

Ser um empresário ou empresária de sucesso é o sonho de muitas pessoas.


Intercooperação: qual sua importância no pós- pandemia?

Nos últimos dois anos, o mundo enfrentou a maior crise sanitária dos últimos 100 anos.


STF e a Espada de Dâmocles

O Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Investigativa são responsáveis pela persecução penal.


Lista tríplice, risco ao pacto federativo

Desde o tempo de Brasil-Colônia, a lista tríplice tem sido o instrumento para a nomeação de promotores e procuradores do Ministério Público.


ESG: prioridade da indústria e um mar de oportunidades

Uma pesquisa divulgada recentemente pelo IBM Institute for Business Value mostra que a sustentabilidade tem ocupado um lugar diferenciado no ranking de prioridades de CEOs pelo mundo se comparado a levantamentos anteriores.


Como conciliar negócios e família?

“O segredo para vencer todas as metas e propostas é colocar a família em primeiro lugar.”, diz a co-fundadora da Minucci RP, Vivienne Ikeda.


O limite do assédio moral e suas consequências

De maneira geral, relacionamento interpessoal sempre foi um grande desafio para o mundo corporativo, sobretudo no que tange aos valores éticos e morais, uma vez que cada indivíduo traz consigo bagagens baseadas nas próprias experiências, emoções e no repertório cultural particular.


TSE, STF e a censura prévia

Sabe-se que a liberdade de expressão é um dos mais fortes pilares da democracia.


Sociedade civil e a defesa da democracia

As últimas aparições e discursos do presidente da República vêm provocando uma nova onda de empresários, instituições e figuras públicas em defesa da democracia e do sistema eleitoral no Brasil.


Para além do juramento de Hipócrates: a ética na prática médica

“Passarei a minha vida e praticarei a minha arte pura e santamente. Em quantas casas entrar, fá-lo-ei só para a utilidade dos doentes, abstendo-me de todo o mal voluntário e de toda voluntária maleficência e de qualquer outra ação corruptora, tanto em relação a mulheres quanto a jovens.” (Juramento de Hipócrates).


O sentido da educação

A educação requer uma formação pessoal, capaz de fazer cada ser humano estar aberto à vida, procurando compreender o seu significado, especialmente na relação com o próximo.