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Modelo de sociedade em franquias: investidor e administrador

Modelo de sociedade em franquias: investidor e administrador

15/12/2014 Germano Leardi Neto

Muitas pessoas possuem capital para investir, mas não querem mergulhar de cabeça no dia a dia de um novo negócio.

O que eles querem, na verdade, é apenas aumentar o patrimônio e, uma franquia imobiliária pode ser uma boa alternativa. Nesse caso, a opção é entrar como sócio-investidor, seja com recursos próprios ou financiamento bancário, enquanto outro sócio administra os negócios. O sucesso nesse tipo de empreitada depende diretamente da boa sintonia entre os dois. Quem for entrar com o capital de investimento deve ser muito criterioso na hora de escolher o sócio-administrador.

Isso porque o sócio-investidor é o mais interessado no sucesso da franquia. Afinal de contas, se o negócio não for para frente, ele é quem vai ter o maior prejuízo. Portanto, não precisa nem falar que o investidor busque uma pessoa comprometida com o trabalho e com tempo integral disponível para cuidar da parte operacional. O sócio ideal pode estar até mesmo na sua família. No fundo, o importante é que os dois sócios se complementem. Por exemplo, se o investidor conhece tudo sobre finanças, um parceiro que saiba lidar com pessoas pode ser a melhor pedida.

Aqui, cabem duas ressalvas. A primeira é que nenhum dos sócios precisa ter tido experiência no mercado imobiliário. O suporte do franqueador cobre essa lacuna. Além disso, em caso de sociedade, os dois sócios devem passar pela avaliação do comitê do franqueador, conforme o papel de cada um. Do sócio-investidor, espera-se por uma pessoa sem problemas em bancos. Já do sócio-administrador, a marca deseja encontrar alguém com espírito de liderança. Na hora da divisão dos lucros é preciso uma atenção especial. Esse momento costuma ser bem delicado e gerar bastante discussão entre os sócios.

Para a sociedade não entrar em crise logo nos primeiros meses, é importante que a participação nos lucros já esteja estabelecida antes da assinatura do contrato social. O ideal é que quem tira o investimento do próprio bolso receba uma porcentagem maior em cima dos lucros, já que ele corre mais riscos. Do outro lado, o administrador deve receber, além de uma pequena porcentagem nos lucros, uma quantia mínima mensal pelo trabalho. Essa remuneração precisa ser compatível com o mercado. Uma boa margem em cima de crescimento, por exemplo, pode ser uma estratégia positiva para garantir que o administrador não se acomode e corra atrás de novos clientes.

*Germano Leardi Neto é diretor de relações institucionais da franqueadora imobiliária Paulo Roberto Leardi.



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