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Monitoramento do Lixo Marinho

Monitoramento do Lixo Marinho

11/09/2017 Elisa Maia de Godoy e Taynara Castro da Silva Pupo

O petrecho de pesca é responsável por um dos principais impactos indiretos no ambiente marinho.

A NOAA, National Oceanic and Atmospheric Administration (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, dos Estados Unidos), define o lixo marinho como sendo “qualquer resíduo sólido persistente, fabricado ou processado, direta ou indiretamente, eliminado ou abandonado, intencionalmente ou não, em ambiente marinho”.

O lixo que antes afetava principalmente zonas urbanas tornou-se um dos principais poluentes em ecossistemas costeiros e marinhos, passando a ser um problema de escala global que vêm se intensificando ao longo dos anos, representando uma ameaça não só para os oceanos e a biota aquática, mas também às navegações, economia e saúde humana.

Além disso, o problema do lixo marinho não compromete apenas a beleza cênica das praias. Aves, tartarugas, mamíferos marinhos, moluscos e peixes interagem negativamente com o lixo no ambiente. Plásticos são encontrados em estômagos de diversas espécies marinhas e costeiras.

Outras interações são com as redes de pesca abandonadas ou de descarte indevido que comumente emalham animais acidentalmente, levando espécies como o golfinhos e tartarugas a asfixia e morte. O município de Ilha Comprida, com 74 km de extensão e protegida pela Área de Proteção Ambiental (APA) da Ilha Comprida, localiza-se no litoral Sul do estado de São Paulo entre dois dos mais importantes portos do país: porto de Santos, ao norte, e porto de Paranaguá, ao sul.

Essa localização geográfica provavelmente favorece o acúmulo de lixo nas praias da ilha, o qual pode ser proveniente de navios que se deslocam ao largo e utilizam esses portos. Visto a elevada deposição de lixo na praia da APA da Ilha Comprida, o Projeto Lixo Marinho, coordenado pelos Profs. Drs. Marília Cunha Lignon e Levi Pompermayer Machado, da UNESP, Campus Experimental de Registro, tem como objetivo caracterizar, quantificar e relacionar as possíveis fontes emissoras do lixo marinho na região, com foco nos petrechos de pesca e lixo marinho internacional.

O petrecho de pesca é responsável por um dos principais impactos indiretos no ambiente marinho, sendo petrechos abandonados, perdidos e / ou descartados resultando em perdas econômicas e ambientais.

Mundialmente, todos os dias são lançados no oceano aproximadamente 6,4 milhões do lixo conhecido como lixo de pesca, dentro dessa classificação fazem parte dos petrechos: redes, cordas, boias, linhas de nylon e anzóis, utilizados no dia a dia das operações de pesca.

Os oceanos sempre foram grandes meios de locomoção de barcos pesqueiros e navios cargueiros (nacionais e estrangeiros) que são responsáveis pelo descarte inadequado de lixo no mar durante suas viagens, geralmente com destino ao terminal portuário. Esse lixo marinho (nacional e / ou internacional) é transportado por correntes e chegam a zonas costeiras resultando em grande acúmulo.

Dessa forma, de modo a caracterizar o lixo marinho na região, o grupo do Projeto Lixo Marinho, iniciou coletas em duas estações do ano (verão e inverno) nos trechos Norte e Sul da Ilha Comprida. A coleta de inverno foi realizada em 4 dias no mês de agosto de 2017 e resultou em total de 105,5 kg de lixo, com grande volume de petrechos de pesca. A área de pesquisa apresenta elevado potencial para o acúmulo de lixo, indicando significativo risco para o ambiente marinho.

Esse impacto é ainda mais relevante quando abordado no enfoque relativo aos recursos pesqueiros, sendo necessário aprofundar o conhecimento por meio de monitoramentos detalhados da composição quali e quantitativa bem como correlacionar o efeito do lixo na biota e na atividade pesqueira, de modo a melhorar a compreensão sobre o lixo marinho na Ilha Comprida.

* Elisa Maia de Godoy e Taynara Castro da Silva Pupo, do curso de Engenharia de Pesca da Unesp, Câmpus de Registro, integram a equipe do Projeto Lixo Marinho.



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