Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Muito além dos livros

Muito além dos livros

28/10/2016 Domus Aurea

A leitura está diretamente vinculada à liberdade e à modernidade.

Desde os primórdios, a leitura de registros escritos é utilizada para compreendermos a realidade, aprendermos sobre as diferentes culturas, refletirmos sobre o real sentido das ideias, sobre nossas vivências e nossos sonhos.

Neste contexto, há evidências de que a leitura, em nossa cultura, sempre foi o caminho para alargarmos fronteiras, nos aprofundarmos na história e construirmos novos mundos. Sendo assim, a leitura está diretamente vinculada à liberdade e à modernidade.

Ao longo da história e atualmente, em que nos deparamos com um mundo das tecnologias, de informações instantâneas e do conhecimento das múltiplas linguagens, a leitura nos possibilita aprimorar a habilidade comunicativa, dinamizar o raciocínio e a compreensão textual, ampliar o contato com a norma culta da língua, praticar a gramática e o enriquecimento do vocabulário, evidenciando que ela está intimamente associada ao saber, ao desenvolvimento intelectual e pessoal.

Os conteúdos trabalhados na escola, por exemplo, poderiam ser muito mais significativos e dificilmente esquecidos pelas pessoas, se a leitura rotineira fosse um hábito na vida das mesmas. As dúvidas, muitas vezes, frequentes durante a escrita, deixariam de existir, pois a leitura transforma nosso conhecimento, tornando-o mais amplo e diversificado.

O hábito de ler deve ser criado durante a infância, ressaltando às crianças que a leitura, além de prazerosa, é muito importante para que se transformem em adultos cultos, dinâmicos e capazes de transformação. Assim como a família, a escola também deve considerar a leitura como uma das mais importantes tarefas a serem realizadas com os estudantes.

Os adultos precisam compreender a real necessidade da leitura, bem como praticar com eficiência tal hábito. Todos são responsáveis por desenvolver estratégias e diferentes maneiras de incentivar o hábito de leitura nas crianças.

De acordo com especialistas, para que possamos compreender a importância do hábito de ler, necessitamos conhecer três objetivos bastante distintos: realizar a leitura por prazer, o qual oportuniza, por meio de linguagens diferenciadas, o desenvolvimento da imaginação, a ampliação da escuta lenta e o enriquecimento do vocabulário; ler para estudar, objetivando a elaboração de novos conhecimentos, o que deve ser trabalhado com as crianças desde cedo; ler para manter-se informado, geralmente ocorre por meio da leitura dinâmica e descontraída de diferentes gêneros textuais, compreendendo que a leitura não deve ser uma atividade solitária, mas sim um diálogo ou uma troca, que podem ser bastante estimulantes.

A leitura, quando ocorre de maneira significativa, apesar de ser caracterizada por uma dimensão de individualidade, por possibilitar ao leitor que utilize as mais variadas significações para compreender e preencher as lacunas e os vazios do texto, também oportuniza que sejam encontradas respostas para muitas indagações presentes na sociedade.

Para tanto, o contato com a língua escrita culta e correta pode ocorrer de diferentes maneiras, basta diversificar as leituras. O ato de ler é muito mais do que ler apenas livros, considerando todo e qualquer meio de comunicação, como jornais, revistas, revistas em quadrinhos, redes sociais, entre outras publicações. Hoje, a leitura está em diferentes plataformas e existem inúmeros gêneros textuais, que podem agradar até o mais cético dos leitores.

* Domus Aurea é gestora de 1° e 2° anos do Colégio Positivo Júnior.



O desafio da exigência de êxito

O famoso “Poema em Linha Reta” nos diz que todos os conhecidos do poeta eram verdadeiros campeões em tudo, sem derrotas ou fracassos.


Mudança nas relações humanas faz parte de realidade pós-pandemia nas empresas

“Nada é permanente, exceto a mudança”. “Só sei que nada sei”. “A única constância é a inconstância”.


Dia do Panificador, o pão e a fome

Oito de julho é o Dia do Panificador. Profissão humilde, raramente é lembrada.


O valor de uma obra

Naquela fria e sombria manhã de Inverno, do ano de 1967, estava à porta da “Livraria Silva”, na Praça de Sé, quando passa, de reluzentes divisas doiradas, o sargento Mário.


A pandemia, as perdas e o novo mundo

Apesar de, infelizmente, ter antecipado o fim da vida de 64,9 mil brasileiros e ainda estar por levar milhares de outros e prejudicar muitos na saúde ou na economia (ou em ambos), o coronavírus pode ser considerado um novo divisor de águas na sociedade.


7 dicas para se profissionalizar na comunicação virtual

De repente, veio a pandemia, a quarentena e, com elas, mudanças na rotina profissional e na forma de comunicação.


O sacrifício dos jovens

Mais de cem dias depois, a pandemia vai produzindo uma cauda longa de desarranjos que se fará sentir por muitos anos e esses efeitos vão atingir, principalmente, os mais jovens.


A “nova normalidade”

A denominada “nova normalidade” não venha nos empobrecer em humanidade.


A inevitável necessidade de prorrogação do auxílio emergencial

Recentemente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou que o governo vai prorrogar por dois meses o pagamento do auxílio emergencial.


A empatia como chave para gestão de entregas e pessoas

Uma discussão que acredito ser muito pertinente em tempos de pandemia é como ficam, neste cenário quase caótico, as entregas?


Mass-Media “mascarada”

A semana passada, aventurei-me a sair, para um longo passeio, na minha cidade. Passeio a pé, porque ainda não frequentei o transporte público.


A quarentena e as artes

Schopenhauer foi um filósofo que penetrou no âmago do mundo.