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O caminhão e a economia nacional

O caminhão e a economia nacional

01/07/2008 Dirceu Cardoso Gonçalves

A paralisação dos 1,7 milhão de caminhoneiros de todo o país é, cada dia, uma preocupação mais concreta para toda a comunidade.

O movimento pede - diferente do passado, quando houve o bloqueio de estradas – para o motorista ficar em casa. Se concordarem, estará criado mais um grande problema para a sociedade, pois 58% da produção nacional são transportados por caminhão. Não chegarão matérias-primas para a indústria, produtos manufaturados para o comércio e até o remédio e o alimento para a população. A classe protesta contra o preço do óleo diesel, que subiu 15%, o valor e a quantidade de praças de pedágio e outras dificuldades do setor. Os transportadores de São Paulo têm uma preocupação adicional: o rodízio que entrou em vigor na segunda-feira (30). Só poderá circular metade dos veículos, divididos em placas par e ímpar. A restrição será entre as 5 e 21 horas de  segunda a sexta-feira e das 10 às 14 nos sábados.

No dia em que estiver proibido de circular, o caminhão de entrega só poderá transitar até as 5h. Isso poderá fazer com que os motoristas (ou empresas) emendem a jornada do dia anterior, avançando pela noite e madrugada. Poderá, por outro lado, levar emergencialmente as empresas a utilizarem “vans” no lugar de caminhões, piorando ainda mais o congestionamento, até, resultar em aumento no preço de algumas mercadorias cujos transportadores e distribuidores terão de pagar adicional noturno para os entregadores. O transporte há muito é negligengiado no Brasil. Em vez de modernizar, acabou-se com as ferrovias, não se deu a atenção necessária ao transporte coletivo e o país ficou refém do caminhão e do veículo particular.

Cargas que deveriam estar em vagões, barcos fluviais ou aviões, hoje dependem do caminhão. Passageiros que deveriam utilizar confortavelmente o metrô, o trem e o ônibus, são estressados ocupantes de automóveis presos aos formidáveis congestionamentos. A falta de estrutura é grave e sua solução exige anos de trabalho sério e contínuo. As autoridades deveriam, de forma responsável, se preocupar com o caos anunciado e iminente. Não esperar a parada dos caminhoneiros para depois perguntar o que querem. Nem correr o risco de ver São Paulo e outros grandes centros mergulhados no caos do trânsito. O momento exige  competência político-administratica e definição de prioridades. Nunca medidas de força.

O transporte, como importante meio de um processo econômico que já gerou imposto na produção e dará arrecadação no consumo, deveria ser isento de toda a onerosa carga tributária. Ter veículos, combustíveis e insumos sem impostos e livres do pedágio. Receber o efetivo tratamento de atividade-meio, de suporte aos demais tramos da economia nacional. Transporte é dever do Estado, já dizem (mas não praticam) os políticos e administradores públicos...

*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves –  diretor da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 



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