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O perfil do investidor imobiliário está mudando?

O perfil do investidor imobiliário está mudando?

22/11/2015 Adriana Mazzoni

A decisão por um investimento financeiro está diretamente ligada ao perfil do investidor, se tradicional ou arrojado, correto?

Para tantos outros investimentos esta máxima é soberana, mas se o investimento é imobiliário, o que tenho visto é que o perfil único não é necessariamente um requisito.

Segundo uma pesquisa recente do Grupo de Estudos Urbanos (GEU) para o setor, o investimento imobiliário tem uma característica peculiar que é a de atrair investidores de perfis distintos – do profissional ao iniciante, do capitalizado e que busca diversificar seus investimentos ao que anseia por uma complementação de renda.

Evidentemente que o cenário econômico influencia na decisão, e justamente por isso o investidor de imóveis também se vale de outras referências para sua decisão, como a localização do imóvel.

Se refinarmos ainda mais as opções de investimento imobiliário e falarmos especificamente dos condo-hotéis, quando o imóvel a ser investido está ligado a uma operação hoteleira, o leque de referências no check list do investidor só aumenta.

É necessário atentar para a taxa média de ocupação e infraestrutura da região que está ou receberá o hotel. Se o empreendimento é de uma categoria business, proximidade e facilidade de acesso à malha aérea e rodoviária e concentração de atividades de negócios são fundamentais.

Com um potencial de consumo superior ao da capital paulista, o interior de São Paulo se apresenta como um mercado ideal para novos investimentos imobiliários e na categoria de negócios.

Segundo o Ranking IPC Maps, a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) domina com potencial estimado de consumo em R$ 532,4 bilhões, enquanto a capital soma R$ 473,9 bilhões.

No topo das cidades da RMSP está Indaiatuba com incremento de 1,92 bilhão em seu potencial de consumo entre 2010 e 2015.

O complexo industrial da cidade e o aeroporto de Viracopos certamente contribuem para o bom desempenho da cidade no ranking, e corroboram a minha linha de pensamento de que a decisão pelo aporte de investidores no segmento de imóveis, com este viés de hotelaria, deve levar em conta a vocação da cidade que recebe o hotel foco do investimento.

Um empreendimento hoteleiro voltado a atender executivos ou viajantes a negócios, além de uma operação muito bem segmentada, deve estar localizado em uma região que alimente e retroalimente a própria demanda de hospedagem corporativa.

É o que chamo de vocação natural da cidade para o setor de negócios, de modo a gerar e sustentar as viagens corporativas e ainda potencializar a vacância em fins de semana, que pode ser motivada pelo turismo esportivo ou cultural, por exemplo, e que Indaiatuba também apresenta como realizada.

Desta forma o investidor terá subsídios para avaliar melhor a viabilidade do investimento imobiliário em questão, seja qual for o seu perfil de investidor.

*Adriana Mazzoni é presidente da Congesa.



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