Portal O Debate
Grupo WhatsApp

O prejuízo que dá lucro!

O prejuízo que dá lucro!

08/07/2017 Marco Antônio Barbosa

É preciso acabar com o estigma de que o lucro das empresas faz delas e dos empresários pecadores.

Tal como a teoria da evolução pressupõe que ao passar do tempo somente as espécies mais adaptadas se perpetuam, era de se esperar que ao passar das décadas poderíamos esperar o mesmo com relação à evolução do Brasil.

Porém algo ocorreu! Uma inversão de valores praticamente infestou grande parte da sociedade e o que assistimos hoje, que deveria fazer parte de um filme de ficção, se tornou parte de noticiário do nosso cotidiano e que de tão frequente já não nos indigna mais.

Não é normal um país que não está em guerra registrar perto de 60 mil homicídios por ano e nada ser feito para se reduzir essa tragédia. Não deveria ser aceitável um país com um PIB que nos coloca entre os 10 primeiros do mundo assistir parte da população sofrendo sem atendimento hospitalar. Um sistema político praticamente degradado e esgotado por escândalos de corrupção dos principais nomes e partidos.

Não é aceitável termos uma carga tributária entre as mais altas do mundo e mesmo assim saber que grande parte desse recurso é desviado pela corrupção que se tornou endêmica entre o sistema de negócio entre os órgãos públicos e as empresas privadas, e a outra parte são muito mal gerida pelos órgãos públicos. É revoltante vermos as mazelas do custo Brasil sendo noticiadas todas as noites e praticamente nada ser feito para se corrigir ou mudar essa situação.

É difícil aceitar que apesar de estarmos entre os países mais produtivos do mundo no agronegócio da porteira para dentro, quando os alimentos saem da porteira para fora, entre 20 e 30% são perdidos por falta de condições de infraestrutura de armazenamento e de condições mínimas nas estradas e ferrovias. Somos nós que pagamos o preço dessa perda.

Somos um país fechado ao comércio mundial e com baixa representatividade, o que não estimula a competitividade interna e externa das empresas. Essa situação é verificada pela recente pesquisa de competitividade global realizada pela escola de administração suíça IMD, onde num total de 63 países, o Brasil só está em melhor posição que a Mongólia e a Venezuela.

Essa situação é inaceitável para as carências e pelo parque fabril que temos e deveria servir de base em políticas governamentais para uma melhora contínua desse ambiente de negócios e criar um estímulo para atrair ao invés de afastar as empresas.

Essa situação é conhecida há décadas e a cada novo governo onde alguma esperança se renova para evoluirmos no cenário global, há sempre uma parte da sociedade que briga para manter o “status quo” de um estilo de governar onde os privilégios são garantidos às custas do pagador de impostos. É preciso acabar com o estigma de que o lucro das empresas faz delas e dos empresários pecadores.

É da iniciativa privada que vem a geração de impostos, a geração de empregos e a riqueza do país. Ao governo deveria caber a regulação do ambiente de negócios e prover à população o que se espera de uma administração pública como saúde, segurança e educação para os mais necessitados.

Se quisermos deixar um país melhor para nossos filhos e netos caberá a nós mudarmos o modo como vemos os negócios e a política no Brasil e isso exigirá pensarmos no bem comum ao invés do bem individual, especialmente aqueles abreviados por caminhos tortuosos. Uma nova mentalidade de realidade global deverá fazer parte da nossa realidade. Temos um longo caminho pela frente.

* Marco Antônio Barbosa é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil.



As restrições eleitorais contra uso da máquina pública

Estamos em contagem regressiva. As eleições municipais de 2024 ocorrerão no dia 6 de outubro, em todas as cidades do país.

Autor: Wilson Pedroso


Filosofia na calçada

As cidades do interior de Minas, e penso que de outros estados também, nos proporcionam oportunidades de conviver com as pessoas em muitas situações comuns que, no entanto, revelam suas características e personalidades.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Onde começam os juros abusivos?

A imagem do brasileiro se sustenta em valores positivos, mas, infelizmente, também negativos.

Autor: Matheus Bessa


O futuro da indústria 5.0 na sociedade

O conceito de Indústria 5.0 é definido como uma visão humanizada das transformações tecnológicas no setor, equilibrando as necessidades atuais e futuras dos trabalhadores e da sociedade com a otimização sustentável do consumo de energia, processamento de materiais e ciclos de vida dos produtos.

Autor: Pedro Okuhara


Em defesa do SUS: um chamado à ação coletiva

A escassez de recursos na saúde pública brasileira é um problema crônico.

Autor: Juliano Gasparetto


Impactos da proibição do fenol pela Anvisa no mercado de cosméticos e manipulação

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou a decisão de proibir a venda e o uso de produtos à base de fenol em procedimentos de saúde e estéticos.

Autor: Claudia de Lucca Mano


A fantasia em torno da descriminalização da maconha

"As drogas pisoteiam a dignidade humana. A redução da dependência de drogas não é alcançada pela legalização do uso de drogas, como algumas pessoas têm proposto ou alguns países já implementaram. Isso é uma fantasia".

Autor: Wilson Pedroso


Ativismo judicial: o risco de um estado judicialesco

Um Estado policialesco pode ser definido como sendo um estado que utiliza da força, da vigilância e da coerção exacerbada contra a população, principalmente com seus opositores.

Autor: Bady Curi Neto


Abortada a importação do arroz

O governo desistiu de importar arroz para fazer frente à suposta escassez do produto e alta de preços decorrentes das cheias do Rio Grande do Sul, responsável por 70% do cereal consumido pelos brasileiros.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


2024, um ano de frustração anunciada

O povo brasileiro é otimista por natureza.

Autor: Samuel Hanan


Há algo de muito errado nas finanças do Governo Federal

O Brasil atingiu, segundo os jornais da semana passada, cifra superior a um trilhão de reais da dívida pública (R$ 1.000.000.000.000,00).

Autor: Ives Gandra da Silva Martins


O mal-estar da favelização

Ao olharmos a linha histórica das favelas no Brasil, uma série de fatores raciais, econômicos e sociais deve ser analisada.

Autor: Marcelo Barbosa