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O que é que a Brawn tem?

O que é que a Brawn tem?

25/03/2009 Divulgação

Nesta quinta, às 22:30 h, horário de Brasília, os motores roncarão em Melbourne, no primeiro treino livre para o GP da Austrália. A corrida, que abrirá a temporada 2009 da Fórmula 1, é aguardada com ansiedade pelos fãs, pois a pré-temporada faz prever um campeonato mais equilibrado e cheio de alternativas.

A grande surpresa dos treinos de inverno foi a estreante Brawn GP, que depois de marchas e contramarchas, sucedeu a retirante Honda. Com gastos milionários e resultados pra lá de modestos nas duas últimas temporadas, a equipe de Fórmula 1 foi sacrificada pela montadora japonesa, ela própria às voltas com queda nas vendas e no faturamento por causa da crise mundial. 

Definida a venda em condições facilitadas para o antigo chefe da equipe, Ross Brawn, os japoneses suspiraram aliviados, pois se tivessem que fechar a escuderia teriam multas e indenizações milionárias a pagar. Mas agora deve ter muito japa dando cabeçada na parede, pois o novo carro, o BGP 001 (que seria o Honda RA109), inteiramente projetado sob a direção de Ross Brawn, tem se mostrado muito rápido e confiável. Foi, de longe, o mais veloz da pré-temporada, deixando Ferrari e McLaren comendo poeira.  

De início, muita gente achou que a nova equipe estava blefando, treinando com um carro fora do regulamento, com o intuito de chamar a atenção e atrair patrocinadores. No entanto, logo ficou claro que o novo F1 foi muito bem projetado, explorando de forma inteligente as famosas “brechas” do regulamento e se adaptando muito bem ao novo motor, fornecido pela Mercedes. No entanto, algumas equipes já se movimentam no sentido de questionar a legalidade do BGP 001. Certamente, se o carro repetir em Melbourne o desempenho mostrado até aqui, haverá o acionamento dos comissários esportivos, na tentativa de impedir a participação do carro da Brawn.

Afinal, como pode a equipe que estava na rabeira do grid em 2008 de repente aparecer com desempenho muito superior a todos os demais? Para mim, há várias (e boas) explicações para o fenômeno:

1 – O novo regulamento: houve uma radical mudança na configuração aerodinâmica dos carros, de modo a facilitar as ultrapassagens. Explica-se: os F1 tinham tantos chifres e penduricalhos na carenagem que o ar atrás deles ficava “sujo”, causando tanta turbulência que dificultava muito que os adversários conseguissem se aproximar a ponto de pegar o vácuo e tentar a ultrapassagem. Agora, com os carros mais “limpos”, o ar atrás deles também se limpa. Ainda visando resolver o problema, os aerofólios traseiros ficaram mais altos e estreitos, de modo a causar menos turbulência, enquanto os spoilers dianteiros ficaram mais largos e baixos, aumentando a aderência na parte frontal e permitindo a aproximação. Além disso, os pneus agora são slick, isto é, totalmente lisos, fazendo o carro ficar mais grudado no asfalto. 

2 – A precocidade: com todas essas mudanças, os carros para 2009 começaram praticamente do zero, em termos de aerodinâmica e suspensões. Ross Brawn, quando viu que o modelo RA108 da Honda era um fracasso e não teria conserto (quando ele entrou para a equipe, o projeto estava praticamente pronto), resolveu abandoná-lo e partir logo para a concepção do modelo 2009. Isto aconteceu em maio. Enquanto Ferrari e McLaren, por exemplo, gastavam fosfato e horas de túnel de vento para aperfeiçoar seus modelos 2008, em função da feroz disputa pelo campeonato, a então Honda já se dedicava ao carro adequado ao novo regulamento.  

3 – O motor Mercedes: os Honda eram lentos até nas retas. Além do chassis e suspensão traseiar ruins, o motor não empurrava bem. E embora projetado inicialmente para usar o propulsor da Honda, o carro adaptou-se muito bem ao Mercedes. Curiosamente, embora a fábrica alemã oferecesse o pacote completo, com motor, câmbio e KERS, Ross Brawn preferiu continuar com câmbio Honda e recusar, pelo menos por enquanto, o KERS. 

4 – Quem tudo KERS...: ao deixar de usar o novo sistema recuperador de energia cinética, a Brawn perde a potência extra de 80 cv que a engenhoca pode proporcionar por alguns segundos e que pode ser muito útil nas ultrapassagens ou classificações. Mas como o KERS pesa cerca de 40 a 50 kg, concentrados na região do motor, ela ganha a liberdade de usar esse peso em lastros estrategicamente distribuídos pelo chassis, conforme o circuito ou o estilo do piloto. Isso, sem dúvida, contribui muito para o excelente equilíbrio demonstrado pelo carro.

5 – A competência de Ross: não se pode esquecer que nada menos que 7 carros campeões do mundo levam a assinatura do ex-projetista-chefe e agora dono da equipe, Ross Brawn. Foram 2 mundiais com a Benetton (93 e 94) e 5 com a Ferrari (2000 a 2004). Coincidentemente, os 7 títulos de Schumacher.

O difusor traseiro: difundindo a discórdia


5 – O difusor traseiro: alvo de resmungos de outros chefes de equipe, como Flavio Briatore, a peça parece ser responsável por uma grande virtude do BGP 001: a economia de pneus. O desgaste desses componentes tem sido um problema para alguns times. Mas a caçulinha da F1 tem tanta estabilidade na traseira que consegue não apenas chegar com os compostos em bom estado ao final de mais de 20 voltas (o equivalente a um trecho de GP), mas marcar tempos muito bons nos últimos giros. Segundo os adversários, o difusor é mais alto do que o regulamento permite, e que aquele “v” no meio é ilegal. Ross se defende diz que apenas “fez uma leitura diferente” das regras... 

Se o carro está fora do regulamento ou se usou algum golpe na pré-temporada, é difícil de afirmar. Rubinho garante que conferiu tudo e que o bólido da Brawn é bão mesmo. Vamos lembrar que desde o primeiro treino o BGP 001 mostrou-se rápido e confiável. Não faria sentido a equipe começar os testes usando truques, porque sendo a primeira vez que o modelo ia para a pista, era preciso avaliar seu comportamento corretamente. Se quisessem fazer alguma maracutaia, teriam que fazê-lo depois de conhecer o verdadeiro potencial do protótipo, certo? Certo. Mas a mão no fogo eu não ponho por nenhum chefe de equipe da Fórmula 1, nem usando uma luva de nomex, aquele tecido anti-chama de que são feitos os trajes dos pilotos...

E a McLaren, errou mesmo no projeto ou está blefando? E a Ferrari, está menos confiável que no ano passado? A Williams e a Toyota podem surpreender? Será que teremos Massa e Rubinho disputando as primeiras posições? E Alonso, como fica? Dentro de 2 dias, teremos todas as respostas. 



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