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O que o implante dentário tem em comum com a musculação?

O que o implante dentário tem em comum com a musculação?

31/08/2011 Dra. Maristela Lobo

A odontologia moderna oferece inúmeras opções de tratamento àqueles indivíduos que, pelos mais diversos motivos, perderam um ou mais dentes.

Dentre as opções viáveis, cuja indicação dependerá da análise corretados parâmetros clínicos e radiológicos de cada caso, estão: (1) a movimentação ortodôntica, capaz de redistribuir os espaços interdentais gerados por um elemento dental perdido; (2) a reabilitação protética convencional, que utiliza dentes adjacentes ao elemento perdido como pilares de uma “ponte fixa”,como assim é chamada pelos dentistas; (3) a reabilitação protética implantossuportada, caracterizada pela inserção de implantes de titânio no espaço e dêntulo (o espaço gerado pela ausência de um ou mais dentes); dentre outros. O paciente tem o direito de ser informado sobre as possíveis técnicas de tratamento para o seu caso, e o cirurgião-dentista tem o dever de informá-lo.

Dentro dessa troca de ideias, conceitos e informações, é interessante que o paciente saiba as desvantagens e as vantagens de cada técnica, auxiliando a escolha daquela mais apropriada para o seu caso, e que consinta, formalmente, a técnica escolhida por ambos. Contudo, muitos pacientes são leigos, e precisam entender de que forma as restrições e os benefícios de cada tratamento se aplicam à sua vida cotidiana e às suas expectativas. Dentro desse contexto, fazer uma analogia utilizando situações do dia a dia permite que o nosso cliente entenda aonde queremos chegar. A instalação de um implante dentário é um tratamento que traz inúmeras vantagens com relação aos tratamentos ditos convencionais. A possibilidade de reabilitar elementos dentais únicos sem envolver dentes adjacentes com estrutura saudável é uma delas.

Mas a maior, e talvez a mais convincente para o nosso paciente é a de que a presença de um implante fornece atividade e vitalidade ósseas, transmitindo uma informação importante ao organismo do indivíduo: a informação de que o osso alveolar (que é o osso que sustenta os dentes) está sendo utilizado, está viável, e que não deve ser reabsorvido. Fisiologicamente, quando perdemos um dente, o nosso organismo entende que não precisamos mais do osso alveolar que o suportava, e promove a sua completa reabsorção, podendo resultar em defeitos ósseos incômodos tanto à estética quanto à função. Nós costumamos apresentar desta forma para o nosso paciente: “imaginem uma senhora de 60 anos, que vai ao médico e é diagnosticada com osteopenia. Frequentemente, esse doutor vai orientá-la, se possível, a fazer exercícios físicos, incluindo a musculação.

A presença de tendões inseridos sobre a massa óssea e nas articulações será ativada por esse tipo de atividade física, o que conferirá mais atividade ao osso, e mais esforço do organismo para conservar a estrutura óssea em equilíbrio mineral, diminuindo a osteopenia e prevenindo a osteoporose. Situação semelhante ocorreria com os implantes dentários em função mastigatória. A presença de um parafuso de titânio em um osso que seria reabsorvido pode conferir vitalidade ao osso a partir da função mastigatória, preservando a estrutura óssea alveolar, que sustenta os dentes, e prevenindo a formação de defeitos. Fiquem atentos: se, no seu caso, está indicada a musculação, ou o implante dentário, ou ambos, certifique-se de que está sendo tratado e orientado por profissionais bem qualificados!

Dra. Maristela Lobo* é Mestre em Odontologia, Doutora em Clínica Odontologia, Especialista em Periodontia, Professora dos Cursos de Pós - graduação em Odontologia Estética e implantes no SENAC – SP, Tem residência em Harvard.



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