Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Obra parada, desperdício certo

Obra parada, desperdício certo

22/04/2019 Russell Rudolf Ludwig

A falta de recursos financeiros para investimento em empreendimentos tem dominado o panorama do setor público brasileiro.

A situação ainda é mais grave pelo grande número de obras paradas em todas as regiões brasileiras. Em 2018, os investimentos em infraestrutura alcançaram 1,67% do PIB (Produto Interno Bruto), quando o recomendável gira em torno de 4% do PIB.

O país precisa avançar com os projetos estratégicos oferecendo as condições necessárias para o setor privado investir com segurança. Caso contrário, corremos o risco de continuar vendo quase 14 mil obras paradas, segundo um levantamento do TCU (Tribunal de Contas da União).

Por meio das privatizações das estatais, concessões e as parcerias público-privadas, temos condições de retomar os empreendimentos de infraestrutura, além de garantir economia para o Tesouro Nacional.

O próximo passo é preparar um planejamento vigoroso para o país, com princípio técnico robusto. Ele deve ser um instrumento essencial para os governos e com a possibilidade de revisão e atualização periódicas.

O planejamento é uma ferramenta fundamental para a administração pública brasileira sistematizar suas políticas e ações para a expansão e operação da infraestrutura nacional.

Ainda hoje nos deparamos com dirigentes pouco afeitos a um planejamento de longo prazo, que adotam decisões de afogadilho, com prazos irreais, muitas vezes vinculados a um cronograma eleitoral, utilizando processos de contratação que impossibilitam a aquisição de projetos básicos e executivos de engenharia que permitam uma caracterização adequada do empreendimento a ser construído. Os governantes precisam refletir sobre a lógica a ser seguida: planejar, projetar e executar.

Quando o governo planeja e contrata de forma correta, contribui para reduzir o desperdício de dinheiro público. Mas um projeto pode ser mal contratado com base apenas no menor preço ou com disponibilização de prazos inexequíveis.

O princípio da boa contratação leva em consideração que a qualidade dos projetos básicos e executivos de engenharia são a base para empreendimentos bem executados e operacionalmente eficientes.

Estamos em um momento para traçar novos rumos na nossa história. Essa é a oportunidade para o país avançar pelo caminho certo e investir corretamente em empreendimentos que permitam o desenvolvimento econômico e social da nossa população.

* Russell Rudolf Ludwig é engenheiro e vice-presidente de Administração e Finanças do Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva).

Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada



Direita ou esquerda? Atenção aos atalhos!

Você deve estar pensando: lá vem mais um textão sobre reflexões políticas. Mas não é disso que vamos tratar aqui.


George Floyd: o racismo não é invencível

Na cidade de Minneapolis nos Estados Unidos, no dia 25 de maio de 2020, assistimos mais um triste e vergonhoso capítulo da violência policial contra um homem negro.


Quem lê para os filhos compartilha afetos

Neste momento em que tantas crianças aqui e mundo afora estão isoladas em casa, longe de colegas, amigos e com uma nova rotina imposta, é muito importante que os pais leiam para elas.


SUS: o desafio de ser único

Começo pedindo licença ao economista Carlos Octávio Ocké-Reis, que é doutor em saúde coletiva, para usar o nome de seu livro como título deste artigo.


Poderes em conflito – Judiciário x Executivo

Os Poderes da união que deveriam ser independentes e harmônicos entre si, cada qual com suas funções e atribuições previstas na Constituição, nos últimos dias, não têm se mostrado tão harmônicos.


A Fita Branca

Em março de 1963, um ano antes do golpe que defenestrou o governo populista de João Goulart, houve um episódio que já anunciava, sem ranhuras, o que estava por vir.


Como ficarão as aulas?

O primeiro semestre do ano letivo de 2020 está comprometido, com as crianças, adolescentes e jovens em casa, nem todos entendendo bem o que está acontecendo, principalmente as crianças menores.


Dizer o que não se disse

A 3 de Janeiro de 1998, Fernando Gomes, então Presidente da Câmara Municipal do Porto, apresentou o livro de Carlos Magno: “O Poder Visto do Porto - e o Porto Visto do Poder”.


Pegando o ônibus errado

Certo dia, o cidadão embarca tranquilamente na sua costumeira condução e, quadras depois da partida, em direção ao destino, percebe que está dentro do ônibus errado.


Resiliência em tempos de distanciamento social

Em meio à experiência que o mundo todo está vivendo, ainda não é possível mensurar o impacto do distanciamento social em nossas vidas, dada a complexidade desse fenômeno e a incerteza do que nos aguarda.


Nasce a organização do século 21

Todos sabemos que a vida a partir de agora – pós-epidemia ou período de pandemia, até termos uma vacina – não será a mesma.


Luto e perdas na pandemia: o que estamos vivendo?

Temos presenciado uma batalha dolorosa em todo o mundo com o novo coronavírus (COVID-19).