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Para manter uma empresa familiar saudável e rentável

Para manter uma empresa familiar saudável e rentável

03/06/2014 Orlando Oda

Uma empresa familiar é aquela sociedade que tem como seus sócios pais, irmãos, filhos ou outros parentes. O grande problema é que as relações profissionais podem terminar em brigas que afetam até as relações familiares.

Nenhum negócio vale a pena se isso significar fim de laços familiares. É um prejuízo que não tem mais como recuperar. Em qualquer relacionamento mesmo não envolvendo negócios familiares acontecem atritos. Fisicamente a existência de atrito permite caminhar para frente, movimentar, etc. Desta forma, a maneira sábia é utilizar os atritos entre os sócios para movimentar, impulsionar os negócios. O atrito entre pessoas é devido a pontos de vista diferentes.

Um tem mais aversão ao risco, outro é mais ousado. Um é mais inovador, outro é mais conservador. Assim, se conseguir equilibrar as ações e encontrar um denominador comum significa diminuir riscos e maximizar ganhos. Um dos primeiros aprendizados dos gestores familiares é saber lidar com os atritos. Não deixar que o atrito passe a ser conflito. O sinal de que o atrito está passando a ser conflito é quando surgem gestos e palavras agressivas. Isto leva a desunião, desarmonia que é a pior coisa que pode acontecer em uma organização, seja ela familiar ou não.

Um dos princípios básicos deste mundo é a união. Tudo é criado a partir da união de dois ou mais elementos. Por exemplo, a água é união de duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio. A fórmula química da água é H2O. Quando rompe o elo, a união que é o principio da criação, deixa de existir e passa a ser o contrário, que é a destruição, perda dos negócios. É fácil perceber este fato em termos de organização. Quando há harmonia, há união entre a diretoria e funcionários, há prosperidade, tudo dá certo.

Por trás de um time de futebol pequeno, sem jogadores expressivos, que conquista um campeonato, há muita união entre todos. Não é apenas uma junção de jogadores, existe o “time”, existe a “equipe”. O contrário, mesmo juntando 11 jogadores excepcionais, se não existe o “time”, não se ganha o campeonato. No lar onde há harmonia familiar as pessoas são felizes e saudáveis. Desta forma, manter a união familiar é a prioridade máxima para uma empresa familiar. O conselho é: “custe o que custar, mantenha a harmonia familiar”.

Outro princípio universal é a existência de um centro. Seja no micro ou no macro universo, existe sempre um centro. Sem centro ou múltiplos centros, significa desorganização. O sistema solar tem um centro que é o Sol, os átomos tem um centro, a Galáxia tem um centro. O país sem centro, sem um comando, sem poder central, vive em conflito e caos social, não há desenvolvimento. Ser sócio não significa que tem direito a fazer o que bem entende dentro da empresa.

Cada membro sócio deve ter responsabilidade, cuidar de uma determinada área e ser o “centro” desse subcentro. Por exemplo: diretor comercial é o responsável pela área comercial, deve prestar contas ao diretor-presidente, que é o centro da empresa. Na prática significa manter o respeito. É muito comum em empresa familiar um querer invadir a área do outro, dar ordens a funcionários não diretamente ligados a ele com ar autoritário, do tipo “eu também sou dono da empresa”.

Mandos e desmandos são as coisas mais prejudiciais dentro de uma empresa familiar. Todos ficam perdidos, desnorteados, desorganizados, desunidos. Existem muitas vantagens em uma empresa familiar: confiança, respeito, união, conhecer bem um ao outro, etc. Bem aproveitadas, estas características se transformam em uma grande vantagem competitiva, com tomadas de decisões ágeis, rápidas e seguras. Para isso, a única coisa é que todos os membros sócios sejam profissionais, o que leva à gestão profissional de uma empresa familiar.

*Orlando Oda é administrador de empresas, mestrado em administração financeira pela FGV e presidente do Grupo AfixCode.



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