Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Para os shoppings, “food is the new fashion”

Para os shoppings, “food is the new fashion”

17/03/2017 Luiz Alberto Marinho

Os shopping centers já não podem ser definidos exclusivamente como centros de compra.

Nesta semana acontece no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a 43a edição do SPFW, o principal evento do calendário da moda nacional.

Curiosamente, a semana de moda paulistana surgiu na década de 1990 dentro de um shopping – naqueles tempos, o evento chamava-se MorumbiFashion e dividia as atenções com a semana carioca, batizada de Semana BarraShopping de Estilo, também promovida por um shopping center.

Ainda hoje o SPFW tem o patrocínio do Iguatemi São Paulo. A histórica associação entre shopping centers e o universo da moda se justifica pela predominância que as lojas de vestuário sempre tiveram no tenant mix destes centros de compra, tanto no Brasil quanto lá fora.

No entanto, os tempos mudaram e os shopping centers já não podem ser definidos exclusivamente como centros de compra. Segundo a pesquisa “Perfil do Frequentador de Shopping Centers”, realizada no ano passado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), somente 37% do público vai ao shopping com a intenção de fazer compras.

Diversão, socialização, informação e solução de problemas são as demais motivações. Uma das principais consequências deste novo comportamento dos consumidores é a reconfiguração da oferta de lojas, com um crescimento consistente de segmentos como o de alimentação.

Afinal, mesmo os que vão ao shopping a passeio podem lanchar, tomar café ou saborear um sorvete. Essa é a razão pela qual rapidamente ganha maior repercussão, entre os profissionais da indústria de shoppings, um novo mantra: “food is the new fashion”.

Na verdade, o crescimento da participação do segmento de alimentação em shoppings já é realidade no Brasil. Para se ter uma ideia, as lojas de vestuário representam hoje cerca de 11% da área comercial dos nossos shopping centers, mas as lojas de alimentação já respondem por 7%.

Entre 2012 e 2016, o espaço dedicado à alimentação nos shoppings cresceu 20%, de acordo com dados da Abrasce. A explicação para essa expansão da alimentação é o desempenho do segmento, na comparação com os demais setores do varejo.

No ano passado, as vendas das operações de alimentação em shopping centers cresceram nominalmente 5,8%, enquanto as de vestuário amargaram contração de 6,3%. Esse crescimento torna-se ainda mais relevante quando percebemos, com apoio de dados apurados pela GS&MD Gouvêa de Souza através da pesquisa CREST (maior e mais completa pesquisa do segmento de Foodservice no Brasil e no Mundo, implementada em 14 países), que na crise os brasileiros reduziram em 4% as idas às lojas de alimentação no ano passado, cortando principalmente despesas supérfluas.

Além disso, a presença de grupos com 5 pessoas ou mais em restaurantes brasileiros baixou de 18% para 15% em 2016 e a frequência de grupos com pessoas menores de 18% caiu 14%. Isso significa que comemorações entre amigos e programas com os filhos foram reduzidos ano passado, afetando diretamente as praças de alimentação, bares e restaurantes dos shoppings.

Mesmo assim, o setor de alimentação teve vendas positivas nos centros comerciais nacionais. A boa notícia é que, na retomada da economia, esses devem ser as ocasiões que possuem potencial de maior crescimento em 2017, favorecendo esse segmento nos shoppings.

Impulsionada pelos ventos a favor, a oferta de alimentação em shopping centers diversifica-se rapidamente, indo além das tradicionais redes de fast food. Diversas opções de restaurantes, cafés, quiosques de sobremesas e até novas operações, como padarias, multiplicam as opções disponíveis para os clientes.

Isso permite afirmar que a importância da alimentação seguirá aumentando e que ainda ouviremos com muita frequência, no original em inglês ou na tradução para o português, a tal frase: “food is the new fashion”.

* Luiz Alberto Marinho é sócio-diretor da GS&BW, empresa de soluções e resultados para shopping centers do Grupo GS& Gouvêa de Souza.



Como conciliar negócios e família?

“O segredo para vencer todas as metas e propostas é colocar a família em primeiro lugar.”, diz a co-fundadora da Minucci RP, Vivienne Ikeda.


O limite do assédio moral e suas consequências

De maneira geral, relacionamento interpessoal sempre foi um grande desafio para o mundo corporativo, sobretudo no que tange aos valores éticos e morais, uma vez que cada indivíduo traz consigo bagagens baseadas nas próprias experiências, emoções e no repertório cultural particular.


TSE, STF e a censura prévia

Sabe-se que a liberdade de expressão é um dos mais fortes pilares da democracia.


Sociedade civil e a defesa da democracia

As últimas aparições e discursos do presidente da República vêm provocando uma nova onda de empresários, instituições e figuras públicas em defesa da democracia e do sistema eleitoral no Brasil.


Para além do juramento de Hipócrates: a ética na prática médica

“Passarei a minha vida e praticarei a minha arte pura e santamente. Em quantas casas entrar, fá-lo-ei só para a utilidade dos doentes, abstendo-me de todo o mal voluntário e de toda voluntária maleficência e de qualquer outra ação corruptora, tanto em relação a mulheres quanto a jovens.” (Juramento de Hipócrates).


O sentido da educação

A educação requer uma formação pessoal, capaz de fazer cada ser humano estar aberto à vida, procurando compreender o seu significado, especialmente na relação com o próximo.


Burnout: um diagnóstico impossível

Inicialmente, preciso dizer que ao apresentar minhas opiniões sobre burnout não estou questionando o sofrimento alheio, nem colocando em dúvida que pessoas que tenham recebido o “diagnóstico” de burnout não estejam em sofrimento, eventualmente grave.


Mercado de equipamentos médicos brasileiro é promissor

Preço, qualidade e eficácia. Esses são alguns pilares fundamentais para que qualquer produto receba destaque no mercado.


Saúde não tem preço. Mas tem custo

A água de boa qualidade é como a saúde. Só percebemos o valor dela quando acaba.


Aprender a aprender

Uma querida amiga que esteve na linha de frente da Covid contou um divertimento algo sádico como os negacionistas e anti vacinas, que chegavam no hospital batendo no peito e berrando que não tinham medo do tal do Coronavírus, até começarem os primeiros sinais de febre ou de falta de ar.


Trabalho e Inclusão

O trabalho é um direito das pessoas, em especial daquelas com deficiência, já que o seu exercício possibilita a concretização das capacidades individuais e, assim, das dignidades coletivas e sociais.


Como o estilo de vida do século 21 transforma a saúde e a fertilidade

A fertilidade feminina pode ser alterada por diversos fatores. Nem sempre conhecidos, muitas mulheres acabam tendo dificuldade em engravidar.