Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Pelo fim do achismo nas redes sociais

Pelo fim do achismo nas redes sociais

29/11/2012 Ricardo Perrotta

Não importa a plataforma, mas, hoje em dia, é praticamente impossível encontrar uma pessoa que não tenha um perfil em uma rede social.

Internautas de todas as idades utilizam estas ferramentas para diversas finalidades, seja para conversar com amigos, compartilhar ideias, pensamentos e até mesmo estabelecer contato com as marcas. O cenário atual apresenta as redes sociais como o novo canal de comunicação entre empresas e consumidores.

Ao mesmo tempo em que o número de fãs, interações e engajamento passaram a representar status, a preocupação em ter uma FanPage reconhecida ficou cada vez maior. Para se ter uma ideia da importância destes canais para o mercado nacional, basta analisar os números de usuários das principais redes sociais.

Somente o Facebook atinge cerca de 54 milhões de brasileiros ativos; já o Twitter tem, aproximadamente, 40 milhões de usuários, de acordo com pesquisas apresentadas no começo do segundo semestre de 2012. Com estes números já é possível perceber que a presença e o investimento nestes canais são essenciais. Por outro lado, a cultura digital precisa ser bastante difundida, pois ainda é necessário “convencer” os empresários a investir neste negócio.

Lembrando que isto não significa contratar um estagiário para ficar “Tuitando” e postando qualquer tipo de conteúdo durante todo o dia. Quantas vezes vocês não viram uma empresa dando bom dia ou boa noite para os usuários? Pensar que a presença nas redes sociais é sinônimo de simpatia e modernidade está totalmente errado.

Trabalhar com redes sociais não é e, nunca será, escrever “coisinhas legais” na internet, mas isto é muito comum neste mercado. No entanto, é preciso muito mais planejamento e estratégia. Com as diversas ferramentas, as mídias digitais se tornaram uma verdadeira biblioteca para todos aqueles que têm intenção em aprender a trabalhar o Digital Marketing de maneira assertiva.

Hoje, são milhares de pesquisas, infográficos, teses, especialistas, relatórios de comportamento, monitoramento de redes sociais e muito mais informação, que nos possibilitam conhecer profundamente o nosso target. É bem verdade que muitas pesquisas, infográficos e “especialistas” em Digital Marketing devem ser realmente revistos, afinal neste mercado é necessário separar o “joio do trigo“.

É muito comum encontrar pesquisas sem análise, posicionamento de nicho ou, até mesmo, referências, que apresentam números inexpressivos sobre determinados temas. Assim é preciso ter cuidado com os famosos “Especialistas” e “Manuais” para quaisquer que sejam as especialidades ou funções.

De qualquer forma, é de suma importância valorizar cada vez mais o trabalho de Business Intelligence dentro das operações de marketing, já que toda operação de uma empresa sempre estará baseada na redução de custos e, consequentemente, na otimização do faturamento. Mas, para tornar as operações em Digital Marketing mais inteligentes e lucrativas é preciso tirar um retrato fiel do mercado, analisar absolutamente todos os pontos de contato entre seu público consumidor, a marca e seus produtos, para indicar as melhores estratégias para geração de resultados positivos em branding, engajamento e, quem sabe, até performance de vendas.

Para isso, é preciso estudar, analisar e usar muito as ferramentas existentes para saber os riscos inerentes. No entanto, não podemos deixar de arriscar e apostar em inovações de valor que gerem novas oportunidades e possibilitem um crescimento de maneira segura e controlada. Somente assim, o achismo nas redes sociais acabará e as marca ou empresas conseguiram uma experiência positiva com seus projetos, sejam eles voltados para o varejo quanto para awareness.

*Ricardo Perrotta, diretor da Buzzer Digital.



Administração estratégica: desafios para o sucesso em seu escritório jurídico

Nos últimos 20 anos o mercado jurídico mudou significativamente.


Qual o melhor negócio: investir em ações ou abrir a própria empresa?

Ser um empresário ou empresária de sucesso é o sonho de muitas pessoas.


Intercooperação: qual sua importância no pós- pandemia?

Nos últimos dois anos, o mundo enfrentou a maior crise sanitária dos últimos 100 anos.


STF e a Espada de Dâmocles

O Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Investigativa são responsáveis pela persecução penal.


Lista tríplice, risco ao pacto federativo

Desde o tempo de Brasil-Colônia, a lista tríplice tem sido o instrumento para a nomeação de promotores e procuradores do Ministério Público.


ESG: prioridade da indústria e um mar de oportunidades

Uma pesquisa divulgada recentemente pelo IBM Institute for Business Value mostra que a sustentabilidade tem ocupado um lugar diferenciado no ranking de prioridades de CEOs pelo mundo se comparado a levantamentos anteriores.


Como conciliar negócios e família?

“O segredo para vencer todas as metas e propostas é colocar a família em primeiro lugar.”, diz a co-fundadora da Minucci RP, Vivienne Ikeda.


O limite do assédio moral e suas consequências

De maneira geral, relacionamento interpessoal sempre foi um grande desafio para o mundo corporativo, sobretudo no que tange aos valores éticos e morais, uma vez que cada indivíduo traz consigo bagagens baseadas nas próprias experiências, emoções e no repertório cultural particular.


TSE, STF e a censura prévia

Sabe-se que a liberdade de expressão é um dos mais fortes pilares da democracia.


Sociedade civil e a defesa da democracia

As últimas aparições e discursos do presidente da República vêm provocando uma nova onda de empresários, instituições e figuras públicas em defesa da democracia e do sistema eleitoral no Brasil.


Para além do juramento de Hipócrates: a ética na prática médica

“Passarei a minha vida e praticarei a minha arte pura e santamente. Em quantas casas entrar, fá-lo-ei só para a utilidade dos doentes, abstendo-me de todo o mal voluntário e de toda voluntária maleficência e de qualquer outra ação corruptora, tanto em relação a mulheres quanto a jovens.” (Juramento de Hipócrates).


O sentido da educação

A educação requer uma formação pessoal, capaz de fazer cada ser humano estar aberto à vida, procurando compreender o seu significado, especialmente na relação com o próximo.