Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Pontes, estradas, prédios e negligência

Pontes, estradas, prédios e negligência

11/04/2019 Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves

São centenas os acidentes envolvendo o tráfego dentro e fora das águas.

O acidente do Rio Moju, no Pará, onde uma balsa bateu na pilastra e derrubou a ponte, por onde passavam dois veículos, na madrugada do sábado, era algo evitável.

Assim como o ocorrido recentemente, no Rio Tietê – interior de São Paulo – onde um veículo que teria sido abalroado por uma máquina agrícola foi projetado para dentro do rio, matando suas duas ocupantes.

São centenas os acidentes envolvendo o tráfego dentro e fora das águas. Muitas das vezes, as embarcações fluviais batem nos pilares e danificam a pista da ponte. Outras, os veículos que trafegam pela crista perdem a trajetória e caem dentro da água.

Tudo isso se resolve com a colocação de defensas metálicas, tanto para proteger os pilares em relação às embarcações do rio, quando nas margens das pontes, para evitar que os veículos cujos condutores percam a direção caiam na água. Mas essas providências só ocorrem depois dos acidentes e mortes que comovem a população.

Há muito tempo deixamos de ser aquele país atrasado onde a vida seguia em baixa velocidade e boa parte da população morava na fazenda. A proliferação de boas estradas, veículos velozes e o alto índice de utilização das vias passaram a exigir providências de segurança que nem sempre vêm no devido tempo.

Em São Paulo, por exemplo, precisou a ponte que dá acesso da Marginal Pinheiros à Rodovia Castello Branco ceder e quase matar gente para o poder público atentar para a necessidade de manutenção e, principalmente, acompanhamento das demais pontes e viadutos em operação na cidade e região. Se em São Paulo, a maior cidade do país, é assim, imagine-se no resto.

Nunca é demais lembrar que em 2013, após o incêndio da Boate Kiss, de Santa Maria (RS), que teve o pavoroso resultado de 242 mortos e 680 feridos, decorrentes da inobservância de normas de segurança e fiscalização, ficamos sabendo da existência de centenas, talvez milhares, de prédios públicos – alguns até em Brasília – que recebem grande número de usuários e visitantes e funcionam sem o laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros porque não atendem aos requisitos técnicos impostos pela entidade.

Enquanto a questão da boate repercutia, prometeu-se soluções, mas até hoje pouco se sabe a respeito. Precisamos, urgentemente, ter observadas as normas de segurança para evitar que estruturas caiam sobre nossas cabeças ou que com elas sejamos tragados para dentro dos rios ou atirados de encostas ou ribanceiras.

O desenvolvimento do último século nos legou um país novo, colocado entre as dez maiores economias do mundo. Mas faltam muitas providências para que os brasileiros possam ter vida segura e sustentável. Não basta ter normas de segurança no papel. Elas têm se ser seguidas rigorosamente…

* Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves é dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).

Fonte: Dirceu Cardoso Gonçalves



A desconstrução do mundo

Quando saí do Brasil para morar no exterior, eu sabia que muita coisa iria mudar: mais uma língua, outros costumes, novas paisagens.

Autor: João Filipe da Mata


Por nova (e justa) distribuição tributária

Do bolo dos impostos arrecadados no País, 68% vão para a União, 24% para os Estados e apenas 18% para os municípios.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


Um debate desastroso e a dúvida Biden

Com a proximidade das eleições presidenciais nos Estados Unidos, marcadas para novembro deste ano, realizou-se, na última semana, o primeiro debate entre os pleiteantes de 2024 à Casa Branca: Donald Trump e Joe Biden.

Autor: João Alfredo Lopes Nyegray


Aquiles e seu calcanhar

O mito do herói grego Aquiles adentrou nosso imaginário e nossa nomenclatura médica: o tendão que se insere em nosso calcanhar foi chamado de tendão de Aquiles em homenagem a esse herói.

Autor: Marco Antonio Spinelli


Falta aos brasileiros a sede de verdade

Sigmund Freud (1856-1939), o famoso psicanalista austríaco, escreveu: “As massas nunca tiveram sede de verdade. Elas querem ilusões e nem sabem viver sem elas”.

Autor: Samuel Hanan


Uma batalha política como a de Caim e Abel

Em meio ao turbilhão global, o caos e a desordem só aumentam, e o Juiz Universal está preparando o lançamento da grande colheita da humanidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


De olho na alta e/ou criação de impostos

Trava-se, no Congresso Nacional, a grande batalha tributária, embutida na reforma que realinhou, deu nova nomenclatura aos impostos e agora busca enquadrar os produtos ao apetite do fisco e do governo.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


O Pronto Atendimento e o desafio do acolhimento na saúde

O trabalho dentro de um hospital é complexo devido a diversas camadas de atendimento que são necessárias para abranger as necessidades de todos os pacientes.

Autor: José Arthur Brasil


Como melhorar a segurança na movimentação de cargas na construção civil?

O setor da construção civil é um dos mais importantes para a economia do país e tem impacto direto na geração de empregos.

Autor: Fernando Fuertes


As restrições eleitorais contra uso da máquina pública

Estamos em contagem regressiva. As eleições municipais de 2024 ocorrerão no dia 6 de outubro, em todas as cidades do país.

Autor: Wilson Pedroso


Filosofia na calçada

As cidades do interior de Minas, e penso que de outros estados também, nos proporcionam oportunidades de conviver com as pessoas em muitas situações comuns que, no entanto, revelam suas características e personalidades.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Onde começam os juros abusivos?

A imagem do brasileiro se sustenta em valores positivos, mas, infelizmente, também negativos.

Autor: Matheus Bessa