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Porque me casei com este e não com aquele

Porque me casei com este e não com aquele

04/12/2013 Sônia Eustáquia Fonseca

Como uma pessoa escolhe seu parceiro amoroso? Num passado remoto a escolha estava sujeita a natureza humana e suas características primitivas.

Com o passar do tempo os critérios foram mudando e houve uma época em que ela era feita pela família, que considerava apenas o aspecto econômico. Hoje, passa por alguns outros crivos, conscientes e inconscientes.

“A eleição do parceiro é uma projeção inconsciente de nós mesmos e que pode estar ligada à imagem do pai ou do correspondente, no caso da mulher, ou ligada à mãe no caso do homem - sempre com a impressão de protetora (mãe) ou provedor (pai)”, explica a sexóloga Sônia Eustáquia Fonseca.

A escolha quando consciente passa por outras triagens menos emocionais e mais práticas; influenciadas pelas tendências sociais e de distribuição de riquezas. De maneira geral a escolha de homens e mulheres obedece às mesmas regras, mas existem alguns fatores divergentes de acordo com o sexo. A escolha baseada no imperativo biológico que é a mais primitiva, ou seja, escolhas e preferências por parceiros sexuais influenciadas pela busca de melhores genes para os futuros filhos exemplifica essa diferença.

“Os homens buscam mulheres jovens e atraentes, pois, detectam na juventude a possibilidade ainda de gerar muitos filhos e na atratividade a saúde do corpo para enfrentar a gravidez e suas repercussões. Já a mulher busca um parceiro com dispositivos internos de força, poder e capacidade de proteção para ela e sua prole”, diz Sônia Eustáquia.

Ainda de acordo com a sexóloga, do ponto de vista psicológico, na forma consciente se busca uma troca: cada um oferece vantagens para o outro. Pode se buscar também a similaridade, como por exemplo, a atração por um parceiro parecido acreditando na maior probabilidade de durar o relacionamento. Ainda existe escolha pela aparência, classe social, maneiras de se portar. Há pessoas que buscam pelas atitudes e crenças: a mesma religiosidade o mesmo pensamento sobre sexo e política.

Também pela adequação de papeis e ideias sobre o relacionamento compatível. Já a forma inconsciente é aquela em que se escolhe alguém por ser parecido com a mãe ou o pai e que está sempre ligado à origem ou relacionamento edípico na infância. Para Sônia Eustáquia ainda existe outro ponto na eleição do parceiro amoroso. “Para o homem a escolha pode visar uma curta duração da relação, enquanto a mulher faz escolhas com visão no futuro”, diz.

A contribuição masculina na relação estaria voltada para a procriação e a da mulher demandaria um investimento mais custoso: nove meses de gestação, alguns outros de amamentação e vários anos de cuidados com seus bebês. “Nesse tipo de escolha, para a mulher, a seleção é de extrema importância. Ela deve saber preferir e discriminar o macho de maior valor genético (mais força muscular, mais inteligência, por exemplo) para não perder tempo em investimentos que lhe serão custosos e de pouco retorno”, afirma a sexóloga.

É por isso que as pessoas, principalmente as mulheres, pensam tanto para escolher um parceiro e acabam adotando diversos fatores de escolha. Para Sônia Eustáquia a dica infalível é pensar em dois ou três itens físicos e de personalidade, que sejam imprescindíveis para você.

“Às vezes uma pessoa é maravilhosa em tudo, mas não tem a altura ou a beleza que para o outro é imprescindível ou ainda não tem o nível intelectual desejado. O fato é que devemos admirar o parceiro (a). Se passar nesse item da admiração já está ótimo, corre-se menos risco de dar errado. Eu ainda acredito em paixão. Por isso na receita para dar certo pode colocar a paixão ou um grande amor, depois se recomenda a mais profunda amizade e o terceiro item da receita é bem pessoal: é o esforço individual e a capacidade em trabalhar o tempo todo para que a relação dê certo, e, para isso, o casal não pode ser preguiçoso e têm que estar unido”, diz.

*Sônia Eustáquia Fonseca é Psicóloga pós-graduada em Sexualidade Humana. Especialista em Terapia Breve para diagnóstico e tratamentos de conflitos e disfunções sexuais.



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