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Quando o Dom é fazer o outro feliz

Quando o Dom é fazer o outro feliz

22/03/2015 Dominique Magalhães

Você certamente já ouviu alguém contar ou sentiu na própria pele, a alegria que um ato de altruísmo pode proporcionar. Fazer alguém sorrir, estender a mão para auxiliar na solução de um problema, servir de ombro para um amigo ...

Por que será que nos sentimos afortunados com estas atitudes? Praticar o Dom também está relacionado a proporcionar satisfação ao outro, acredite. Podemos, a partir disso, encontrar alegria em viver. Em meu livro “O que falta para você ser feliz?”, comento que “ajudar” ao próximo é uma das categorias na qual a pessoa pode encontrar seu Dom.

Neste quesito, estão inclusos aqueles tipos de profissões em que o foco é essencialmente auxiliar as pessoas a resolverem seus problemas: terapeutas, médicos, líderes espirituais, professores (sim!), etc. Encontramos ainda aqueles que, além de suas atividades remuneradas, encontram tempo para se dedicarem a alguma atividade de caridade. Em retribuição, ganham sorrisos, abraços, carinho... Gratidão. Toda boa ação gera uma reação igualmente boa. O ser humano que faz parte deste grupo, não sofre em deixar-se um pouco de lado para o benefício do próximo, pelo contrário: esta é sua realização.

Grandes personalidades da nossa história cumpriram esse papel na religião: é o caso de Madre Teresa de Calcutá, Padre Antônio Vieira, Chico Xavier. A caridade era o Dom deles. Posso citar duas pessoas na atualidade que apresentam esta característica: Papa Francisco e o médium espírita brasileiro Divaldo Franco.

Ambos os líderes religiosos fizeram de suas habilidades próprias muito mais do que uma maneira de viver. Francisco veio para revolucionar muitos dos pensamentos católicos, condenando inclusive, a intolerância para com os homossexuais, assunto ainda considerado tabu para a Igreja Católica. Ambos com suas capacidades de mobilização, fé e espiritualidade semeiam o bem ao semelhante, a tolerância e a paz.

Divaldo realiza um projeto social grandioso que transformou e ajudou mais de 160 mil pessoas. A construção erguida em 1952 por iniciativa do médium, atualmente conta com o auxílio de 400 voluntários, ajudando aos assistidos a saírem da miséria com acesso à escola e desenvolvimento de uma profissão. Divaldo também é responsável pela psicografia de 258 livros que resultaram na venda de dez milhões de exemplares. Toda renda obtida é transferida para as obras de caráter social.

Alguns dos seus seguidores afirmam que o maior aprendizado obtido com ele é a percepção de que ajudar o próximo é a maior benção da vida. Nem todos precisam ser líderes religiosos ou dedicarem-se integralmente para ajudar outras pessoas, mas o questionamento é válido: Será que para sermos mais felizes, não precisamos ser menos egoístas e pensarmos um pouco mais na felicidade dos outros?

"Ajude o companheiro que segue pelo seu caminho. Aproxime-se e ofereça-lhe amizade. Coloque ao alcance dos outros a fonte generosa da sua amizade, oferecendo as águas cantantes da simpatia fraterna. O verdadeiro amor surge na urna da amizade honesta como jóia preciosa da verdadeira afeição. Amizade é luz no caminho – clareie sua estrada”. – Divaldo Franco

“Quantos desertos tem o ser humano de atravessar ainda hoje! Sobretudo o deserto que existe dentro dele, quando falta o amor à Deus e ao próximo, quando falta a consciência de ser guardião de tudo o que o Criador nos deu e continua a dar”. – Papa Francisco

*Dominique Magalhães, empresária com forte foco no social.



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