Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Quem tem medo de Sérgio Moro?

Quem tem medo de Sérgio Moro?

03/11/2018 Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves

Estão em festa os brasileiros honestos e descomprometidos com os esquemas de corrupção e crimes que levaram o pais ao naufrágio.

Quem tem medo de Sérgio Moro?

Ao deixar a segurança profissional de uma carreira que lhe garantia imunidades, inamovibilidade e aposentadoria tranquila, para ingressar no terreno muitas vezes minado da política, o juiz Sérgio Moro troca seus esforços pessoais pela possibilidade de ajudar a consertar o país na mais correta forma da palavra. Convidado, foi ver as condições oferecidas e, diante da “carta branca” do presidente eleito, aceitou. Estão em festa os brasileiros honestos e descomprometidos com os esquemas de corrupção e crimes que levaram o pais ao naufrágio. Se a eleição de Bolsonaro, da forma que ocorreu - com o grosso da campanha feito diretamente pelo povo e sem qualquer remuneração – já representou uma esperança, a decisão de empoderar o homem que deu uma nova dimensão ao combate da corrupção, é a primeira prova concreta de mudança.

Com o cabedal de conhecimentos acumulado na Lava Jato e as ferramentas que Bolsonaro prometeu colocar em suas mãos (Justiça, Segurança Publica, Polícia Federal, Controle Atividade Financeira e outros), Moro será um superministro e terá condições para colocar no passado o país do jeitinho, do compadrio, do aparelhamento ideológico e do crime cometido contra a população indefesa. Essa é a primeira vantagem de se ter eleito um presidente que não deve a eleição e, por isso, não precisa distribuir cargos a partidos e coronéis políticos. Moro é uma grande esperança e só contestam sua nomeação os que já sentiram o peso de sua autoridade e os temem poderem ser atingidos pela sua atuação moralizadora do aparelho de estado e da sociedade. Felizmente, esses são os contumazes e conhecidos criminosos de colarinho branco que, no seu tempo e hora, terão de ajustar contas com a Nação.
Espera-se, com vivo interesse, a entrevista que o futuro ministro concederá nos próximos dias, detalhando sua agenda anticorrupção, anticrime organizado e de respeito à Constituição e às leis. Com certeza, deverá priorizar as liberdades do cidadão, mas não se quedará à desobediência civil, à contestação para enfraquecimento das instituições, à greve de motivação política (já que o direito de greve é exclusivo das relações do trabalho e outras causas constituem crime) e à baderna, que levaram este país à sua mais aguda crise econômica e social.

Oxalá Paulo Guedes, o outro superministro (da Economia) já anunciado pelo presidente eleito, tenha condições de, na sua área, realizar um trabalho de alto nível como o que se vislumbra em Sérgio Moro. Só esses dois ministérios, atuando dessa forma, serão capazes de dar à população as soluções que motivaram a eleição do presidente. Evidente que os demais também são importantes, mas se puderem dispor de bons resultados das novas pastas de Justiça e Economia, terão a base ideal para realizarem um bom trabalho.

A esperança que hoje move os brasileiros, depois das decepções dos últimos anos, não tem paralelo na história republicana. E o mais importante: tudo sem abrir mão da democracia...

* Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 



Entenda o visto humanitário para ucranianos

A invasão da Ucrânia pela Rússia, iniciada em 24 de fevereiro, já levou mais de 4 milhões de ucranianos a deixarem seu país em busca de um lugar seguro.


Exigência de vacina não é motivo para rescisão indireta por motivo ideológico

Não se discute mais que cabe ao empregador, no exercício de seu poder diretivo e disciplinar, zelar pelo meio ambiente de trabalho saudável.


A governança de riscos e gestão em fintechs

Em complemento às soluções e instituições financeiras já existentes, o mercado de crédito ficou muito mais democrático com a expansão das fintechs.


6 passos para evitar e mitigar os danos de ataques cibernéticos à sua empresa

Ao longo de 2021 o Brasil sofreu mais de 88,5 bilhões (sim, bilhões) de tentativas de ataques digitais, o que corresponde a um aumento de 950% em relação a 2020, segundo um levantamento da Fortinet.


Investimentos registram captação de R$ 46 bi no primeiro trimestre

O segmento de fundos de investimentos fechou o primeiro trimestre de 2022 com absorção líquida de R$ 46,1 bilhões, movimentação de 56,9% menor do que o observado no mesmo período de 2021.


Não são apenas números

Vinte e duas redações receberam nota mil, 95.788, nota zero, e a média geral de 634,16.


Formas mais livres de amar

A busca de afeição, o preenchimento da carência que nos corrói as emoções, nos lança a uma procura incessante de aproximação com outra pessoa: ânsia esperançosa de completude; algum\a outro\a me vai fazer feliz.


Dia da Educação: transformação das pessoas, do mercado e da sociedade

A Educação do século 21 precisa, cada vez mais, conciliar as competências técnicas e comportamentais.


Uma carta à Elon Musk

O homem mais rico do mundo, Elon Musk, acaba de chegar a um acordo para adquirir uma das redes sociais mais importantes do mundo, o Twitter, por US$ 44 bilhões.


Liberdade de expressão: lembrança do passado recente

Na manhã do dia 19 de agosto de 1968, tropas da polícia e do Exército invadiram a Universidade de Brasília, agredindo violentamente vários estudantes dentro das salas de aula.


Mitos sobre a recuperação judicial

Criou-se uma verdadeira quimera quando o tema é recuperação judicial e o objetivo deste artigo é desmistificar alguns dos mitos sobre esse instituto.


Quem vive em união estável tem direito à pensão por morte?

A pensão por morte é um benefício do INSS destinado aos dependentes de um segurado quando o instituidor faleceu.