Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Quo vadis, educationem?

Quo vadis, educationem?

06/01/2018 Adilson Roberto Gonçalves

A sanha privatista é ávida porque o mercado educacional é de bilhões de reais.

Os dados do ENEM anunciados no final do ano apenas corroboram a falácia e a falência do ensino público estadual em São Paulo, ao contrário do que o governador anda propalando.

Também mostram que o governo federal insiste, mais uma vez, em não divulgar os dados das escolas federais, que têm mostrado desempenho semelhante ao das escolas particulares, um modelo implantado pelos governos petistas. No âmbito da educação superior, os ataques à universidade se intensificam.

Fato é que no sistema capitalista, nada é de graça. A Folha de S. Paulo insiste na privatização do ensino superior paulista, com explícito editorial “Gratuidade ilusória” publicado em 26/12, sem fazer um comparativo sobre o que as universidades atendem diretamente à população, especialmente por meio de seus hospitais, e o quanto sua autonomia é responsável pelas pesquisas científicas de ponta.

É paga com o dinheiro de impostos, e não deve ser regida por uma elite retrógrada, tanto é que evoluiu ao longo dos últimos anos com políticas de acesso mais inclusivas. O patrimônio público não pode ser privatizado para se manter de acesso a todos com excelência em ensino, pesquisa e extensão, ainda que com muitas falhas.

Articulistas têm debatido a questão universitária e Hélio Schwartman fez um digressão sobre a política de cotas. Gosto dele pela sua franqueza, ainda que não concorde com tudo o que escreve. A política de cotas não pode ser entendida apenas pelo viés econômico imediato, como ele fez em seu artigo “Precisamos falar de cotas”, de 16/12.

É uma forma muito tímida de propiciar um pequeno abatimento em nossa dívida social histórica, ainda que não reconhecida por parte significativa da população. Como contraponto, declaro total apoio ao artigo dos estudantes Gabriel Beré, Marianna Dias e Sérgio Kobayashi em defesa da “Universidade pública, gratuita e de qualidade” publicado naquele mesmo jornal em 29/12.

A sanha privatista é ávida porque o mercado educacional é de bilhões de reais. O que não se defende é a existência de um sistema privado de educação de qualidade, paralelo ao público, como ocorre em outros países, Estados Unidos, por exemplo.

O empresário brasileiro é o mais letárgico quando se fala em inovação e riscos, deixando a iniciativa para o governo e depois se aproveita da estrutura pronta e consolidada. Assim foi com as telecomunicações e está sendo com a energia. Querem, agora, a educação.

* Adilson Roberto Gonçalves é doutor em química pela Unicamp, livre-docente pela USP e pesquisador no IPBEN da Unesp – Rio Claro-SP.



Uso consciente do crédito pode ajudar a girar o motor da economia

Muita gente torce o nariz quando o assunto é tomar empréstimo, pois quem precisa de crédito pode acabar não conseguindo honrar essa dívida, tornando esse saldo devedor uma bola de neve.


Voltar primeiro com os mais velhos: mais autonomia e continência

Nunca pensei que chegaria esse dia, mas chegou! Um consenso global sobre o valor da escola para as sociedades, independentemente do seu PIB.


Adolescentes, autoestima, família: como agir, o que pensar?

A adolescência é um tempo intenso, tanto pelo desenvolvimento físico, quanto neurológico, hormonal, social, afetivo e profissional.


Digital: um tema para o amanhã que se tornou uma demanda para ontem

Durante muito tempo, a Transformação Digital foi considerada uma prioridade para o futuro dos negócios.


Compliance como aliado na estratégia ESG das organizações

A temática que atende aos princípios ambientais, sociais e de governança, ou seja, o ESG (Environmental, Social and Governance), está em forte evidência.


A humanização da tecnologia no secretariado remoto

A tecnologia deu vida a inúmeras oportunidades de negócios, como o trabalho à distância.


Bolsa vs Startups. Porque não os dois?

Vivemos um momento de grandes inovações e com os investimentos não é diferente.


Os pecados capitais da liderança

“Manda quem pode, obedece quem tem juízo.”


“Pensar Global, Agir local”: O poder do consumo consciente

A expressão “Pensar Global e Agir local” já é lema em muitas esferas de discussões políticas, econômicas, sobre sustentabilidade e solidariedade.


Vencido o primeiro desafio da LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) regulamenta o tratamento de dados de pessoas físicas nas suas mais variadas aplicações e ambientes.


Telemedicina, fortalecimento do SUS e um primeiro balanço da pandemia

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, alertou Camões. Todo o mundo é feito de mudanças.


Médico: uma profissão de risco

Estudar medicina é o sonho de muito estudantes, desde o cursinho o futuro médico se dedica a estudar para conseguir entrar no super concorrido curso de medicina.