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Respostas para o futuro energético

Respostas para o futuro energético

18/05/2017 Gilberto Vieira Filho

A tecnologia é responsável por muitas das comodidades que experimentamos atualmente.

Algumas, no entanto, passaram a fazer parte do nosso cotidiano há tanto tempo que estão naturalizadas. É assim, por exemplo, com a energia elétrica.

Ao longo dos anos esse recurso tão necessário foi evoluindo e, cada vez mais, é possível ter acesso a fontes renováveis e sustentáveis. No final de um filme aguardado, no meio da noite ou no jogo de decisão de um campeonato, são nesses momentos em que a falta de energia elétrica mais é percebida.

Porém, a escassez desse bem precisa ser levada a sério, pois a produção como conhecemos atualmente, gerada principalmente por meio de hidrelétricas, corre sérios riscos. Com alagamento de florestas, impactos consideráveis na fauna e flora, além da retirada de populações inteiras, a construção de usinas aponta para necessidade iminente de um novo projeto para a produção de energia.

Limpa, renovável e cada vez mais acessível, a energia solar deixa claro o potencial que possui. Somente nos dois últimos anos a produção fotovoltaica teve incremento de 70% em todo o mundo. Estima-se, inclusive, que 90% das unidades existentes foram instaladas nesse período.

É baseada nesse contexto que a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) acredita que até 2030 os projetos nessa área alcancem os 25 gigawatts. Desse total, 68% corresponderiam a usinas de grande porte e o restante à geração distribuída em residências, edifícios comerciais e condomínios.

Com esses avanços, a expectativa é de que ocorra um aumento significativo nos percentuais referentes à matriz energética, passando dos modestos 0,02% de 2015 para 10% nos próximos 13 anos. São várias as razões para esse crescimento tão significativo. Entre eles, e talvez um dos mais relevantes, é o barateamento dos equipamentos.

Nos últimos dez anos, por exemplo, houve redução de 70% no preço de aquisição da energia solar. Isto gera ainda outro dado positivo, a diminuição de tempo para retorno no investimento que antes era de 25 anos e agora é, em média, de somente oito.

São muitas as vantagens financeiras e ambientais ao se optar pela geração de energia solar. Vivemos em um país com abundância de recursos naturais e que necessitam ser mais bem aproveitados. Isso pode colocar o Brasil como uma referência internacional nessa área e, acima de tudo, mostrar que existem alternativas viáveis para o consumo consciente.

* Gilberto Vieira Filho é presidente da Quantum Engenharia.



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