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Rodízio… prova de incompetência

Rodízio… prova de incompetência

18/12/2007 Dirceu Cardoso Gonçalves

O projeto que amplia o rodízio de veículos em São Paulo, aprovado pela Câmara, expõe a incompetência dos poderes públicos para lidar com o trânsito.

É estranho, os vereadores colocando placas especiais em seus veículos para fugir do rodízio e votando restrições para a população. Afinal, no que eles pensam ser melhores do que o povo que os elegeu?

O rodízio só é admitido como medida de emergência e de curto prazo. Tornando-se definitivo, é lesivo ao proprietário de veículos, que paga impostos para circular diariamente, mas não pode rodar 50 dias por ano. Deveria, no mínimo, receber de volta pelos dias não rodados.

O ideal é encontrar soluções para o tráfego diário. Se as vias são insuficientes, que se criem alternativas e até novos “minhocões”, com um, dois, três ou mais andares. Os órgãos e pessoal especializado precisam justificar sua existência! Rodízio permanente é a inaceitável “emergência dentro da emergência”.

No raciocínio que institui o rodízio, chegará o dia em que se proporá fabricar menos veículos e prazo dilatado para a troca do carro. A medida atentaria contra a livre iniciativa e a economia nacional, mas “resolveria” o caos que os governantes, parlamentares, burocratas, tecnocratas e apaniguados não conseguem controlar pela via  normal. Até parece a estória do marido traído que vendeu o sofá....

O Brasil tem competência técnica e, com política correta, pode resolver todos os seus problemas urbanos, de trânsito e outros. Mas, tem de abandonar a tacanha cultura da restrição, e olhar para a frente. 

Além de novas vias, deveriam melhorar o transporte coletivo a ponto de ficar mais interessante e econômico ir ao trabalho de ônibus, trem ou metrô e deixar o carro em casa. Não haveria necessidade de proibir aqueles que, mesmo assim, ainda preferissem continuar usando o automóvel. Ainda se poderia banir a frota ilegal – de veículos não registrados ou com licença atrasada -, que representa 30% do total. O rodízio atual, equivale a apenas 20%. 

Toda vez que, por falta de preparo para o exercício de suas funções, governantes parlamentares e gestores públicos criam restrições ao povo, que paga impostos e, inclusive os seus salários, estão falhando com suas finalidades e, para o bem geral, deveriam ser eliminados do sistema. Isso tanto em São Paulo, a maior cidade pais, quanto na menor localidade perdida nos confins nacionais. Seriedade, competência e honestidade cabem em todo lugar, e o povo gosta...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)                               



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