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Sujeira em logradouros públicos

Sujeira em logradouros públicos

21/03/2007 Divulgação

Pesquisa realizada no ano passado, na cidade do Rio de Janeiro, sobre as principais reclamações feitas por turistas que a visitam, apresentou resultado surpreendente, ao revelar que a sujeira e, não, a violência, é a maior reclamação desse segmento. “Violência existe hoje em todo lugar”, foi a resposta dada por muitos deles, “mas a visão de lixo espalhado pelas ruas incomoda muito”.

O mesmo tipo de consulta feita em cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Vitória, para ficar na região Sudeste do país, levaria a resultado semelhante, com certeza.

Em Belo Horizonte, a sujeira e o mau cheiro podem ser notados em vários lugares. Há poucos meses, uma reportagem publicada pelo DT mostrou que, no centro da capital, muita gente se habituou a transformar árvores, portas de lojas, bancas de revistas e portões de lojas e residências em banheiros públicos. É insuportável o mau cheiro exalado em áreas localizadas próximo à Rodoviária ou à região do Viaduto Santa Tereza. Lugares como as avenidas Santos Dumont e Paraná e as ruas Guaicurus, São Paulo, Caetés e Guarani são freqüentemente usados como instalações sanitárias por pessoas que precisam fazer suas necessidades. Em locais como a Praça Rio Branco, as escadarias de acesso ao viaduto Santa Tereza, a Praça da Estação ou o entorno da Rodoviária, a situação é constrangedora, com odor insuportável de fezes e urina.

Há ainda o problema do lixo exposto ou atirado nas ruas da cidade. É o caso dos sacos plásticos, das latas e dos papéis espalhados por toda a parte nem sempre ocultos pelas lixeiras, que, pelo menos nos bairros, costumam ser remexidos por catadores de papel, contribuindo para aumentar a sujeira. Muitos moradores, mesmo reconhecendo a importância dos catadores de lixo, “que recolhem aquilo que as outras dispensam, prestando um bom serviço à cidade”, não entendem por quê o Poder Público não os orienta a recolher as sobras, nem disponibiliza veículos para fazê-lo. O resultado é o triste e subdesenvolvido espetáculo de um centro atulhado de lixo, enfeiando a cidade. 

Outro ponto a ser examinado refere-se à utilização de vias públicas como latrinas. Aqui, estamos diante de um problema que apresenta dois aspectos: por um lado, a utilização de logradouros de uso comum como local para satisfação de necessidades fisiológicas, de outro, a carência de banheiros públicos, que existem em poucos lugares ou são depredados pelos vândalos de sempre.

Finalmente, e não menos importante que os tópicos anteriores, está o problema da sujeira deixada nas ruas por animais domésticos. As cenas podem ser vistas em qualquer bairro de Belo Horizonte: pela manhã, os donos dos animais os levam a passear, para que eles façam as suas necessidades. E isso pode acontecer em qualquer lugar, incluídas as calçadas das casas vizinhas, para indignação dos moradores. Não há pior demonstração de individualismo, incivilidade e deseducação. Se ao menos fossem levadas em conta as exigências adotadas em países como a França, em que os donos de pequenos animais, além de disporem de locais, junto à calçada, preparados para recolher os dejetos, são também obrigados a carregar um “kit”, que permite recolher a sujeira, as coisas estariam bem encaminhadas.

Entrevistada sobre alguns dos problemas aqui mencionados, a secretária-adjunta de Serviços Urbanos da Região Centro-Sul, Nilda Xavier, afirmou que nos casos em que a triagem de lixo é feita em ruas e praças, a fiscalização notifica verbalmente os catadores para que o material deixado em via pública seja ajuntado e colocado em local adequado. Quanto aos carrinhos deixados nas ruas, são normalmente apreendidos. Em relação ao mau-cheiro, classificado como problema crônico, ela garantiu que os pontos críticos são lavados e desinfetados todas as noites, como é o caso da região em volta da Rodoviária e do Viaduto Santa Tereza. Disse também que vários banheiros públicos, entre eles os construídos debaixo do viaduto Santa Tereza e na região hospitalar, foram depredados. Mas lembrou que existem banheiros em funcionamento na galeria da Praça Sete, no Parque Municipal e nos shopping centers populares.



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