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Todo mundo quer “direitos iguais”, mas estamos preparados?

Todo mundo quer “direitos iguais”, mas estamos preparados?

10/12/2014 Dolores Affonso

Todos os dias escuto que os direitos são iguais, homens e mulheres, negros e brancos, idosos e jovens, cristãos e muçulmanos e assim por diante.

O mesmo ocorre com os deficientes. Todos os dias lutam por seus direitos, pela igualdade, pela inclusão, mas será que estão preparados para isso?

Para ter “direitos iguais”? Você pode estar se perguntando o que quero dizer com isso. Logo irá entender! Mas acredite: a grande maioria não está preparada para os “direitos iguais”. Levando em conta que, mesmo os direitos sendo iguais, as oportunidades oferecidas às “minorias” ainda estão muito aquém da igualdade; e que mulheres, negros e tantos outros grupos excluídos, esquecidos ou renegados continuam sofrendo com a desigualdade, é importante estarmos preparados, seja para a “igualdade desigual” que vivemos, seja para a igualdade verdadeira que ainda é uma utopia no Brasil e em muitos países pelo mundo.

Quiçá em todo o planeta! Vejamos: negros continuam recebendo um salário menor que brancos, assim como menos promoções e ocupando menos posições de chefia ou destaque. Mulheres, a mesma coisa. Se forem negras, menos ainda. Se, além disso, forem deficientes, a situação fica ainda pior! Bom, isso foi só para nos lembrar da realidade da “igualdade” em nosso país. Mas se ela realmente acontecesse... se tornasse realidade, você estaria preparado? Nós todos estaríamos preparados para abrir mão de determinadas “coisas”?

Pense bem: algumas mulheres estariam prontas para abrir mão de um marido que as “sustente”? Alguns homens estariam preparados para abrir mão da sua posição de “provedor” e “marido” cuidado pela esposa, para assumir o papel de parceiro nos cuidados da casa, na educação dos filhos, como muitas mulheres assumiram a posição de coprovedoras no sustento da família ou até mesmo a posição de provedoras? Alguns negros estariam dispostos a abrir mão de declarar o “orgulho de ser negro” ou de compreender que, se possuem este direito, o mesmo deveria ser concedido aos brancos?

Ou seja, se é considerado preconceito um branco andar com uma camiseta “orgulho branco”, “raça branca” etc. por que para o negro não? São apenas alguns exemplos de situações e “coisas” que precisaríamos abrir mão para que os direitos fossem realmente aplicados de forma igualitária. E os deficientes? Estão preparados para não serem mais os coitadinhos que todos precisam ajudar? Que o governo precisa “sustentar”? Será que estão prontos para assumir postos de trabalho como qualquer outra pessoa? Estão capacitados pessoal, profissional e emocionalmente? Claro que muitos vão dizer: mas as cidades não estão preparadas... não possuem as mínimas condições de acessibilidade e usabilidade!

As empresas não estão preparadas para nos receber! Sim, é verdade! Mas neste mundo hipotético em que os direitos são iguais, a acessibilidade também seria uma realidade. Sendo assim, pense, se o mundo estivesse preparado para você, você estaria preparado para o mundo? Sem medo de viver, de cuidar de si, de buscar os seus sonhos? Você estaria apto a utilizar as tecnologias e ferramentas existentes? Teria capacidade de interagir com as pessoas? Você diz que as pessoas não sabem se comunicar com um cego ou surdo, mas você sabe? Se você é cego, aprendeu Libras tátil para se comunicar com surdos? Você, surdo, aprendeu braille para se comunicar com um cego?

Se sua resposta foi não para algumas dessas perguntas, então não está preparado para um futuro de direitos iguais! Pense nisso! Para se preparar não é fácil, verdade, mas é possível. Coaching, cursos, capacitação, orientação, terapia etc. estão disponíveis, seja na rede pública, seja por empresas, ONGs ou profissionais que, assim como eu, buscam promover a autonomia das pessoas com deficiência em todos os níveis e setores da vida. Prepare-se! Esteja pronto para o mundo em que você sonha viver!

* Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade.



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