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TV Itacolomi II

TV Itacolomi II

14/01/2006 Floriano de Lima Nascimento

“Não existe hoje, fora da bomba atômica, reação maior na sensibilidade de um meio coletivo do que a televisão”. (Assis Chateaubriand, 10-11-55)

O mais completo documento sobre a TV Itacolomi, a primeira emissora de TV de Minas Gerais, é uma monografia feita em 1991 no curso de Jornalismo da PUC Minas, intitulada “A produção cultural da TV Itacolomi”. Elaborada por universitários e acrescentando notas pessoais do ex-superintendente José de Oliveira Vaz, a monografia transformou-se, em 1995, no livro “Sempre na liderança”, editado pelo Estado de Minas. Mais tarde outras publicações incumbiram-se de enriquecer a história da emissora. Tupi- Pioneira da televisão brasileira, de autoria do jornalista José de Almeida Castro, da TV Itacolomi; Segregação, memória oral e nenhum videoteipe (revista Ordem, Desordem da PUC Minas). No ano de 1994, o jornalista André Lacerda defendeu tese sobre a produção jornalística da TV Itacolomi, em que avaliou o jornalismo ali praticado entre os anos de 1969 e 1980, quando ocorreu o encerramento das atividades da emissora. 

Podem ainda ser mencionados outros trabalhos, ricos em informações, sobre a saga da TV Associada em Minas, como “Itacolomi – uma crônica em cem fotos”, escrito pelo ex-funcionário da emissora Carlos Fabiano, com uma seleção de mais de 7 mil fotos dos primeiros anos de TV ao vivo em nosso Estado. Há também dezenas de horas de entrevistas gravadas com documentos, fotografias e depoimentos de artistas, jornalistas, funcionários e telespectadores da programação do antigo Canal 4. 

No artigo “Televisão à mineira”, o jornalista Sílvio Ribas comenta que, no Brasil, a televisão ganhou importância surpreendente: “Com a sua exagerada influência, ela informa, distrai, educa e ainda dita costumes a milhões de pessoas de todas as classes sociais (...) mas o que poucos sabem é que foi em Minas que o novo meio de comunicação introduzido pelo ‘Velho Capitão’ dos Diários e Emissoras Associados deu importantes passos para se consolidar como arte, técnica e fenômeno social”. 

No primeiro artigo desta série, relembramos o grande impacto da TV na ainda pacata Belo Horizonte. No princípio, poucas pessoas adquiriram seus aparelhos receptores. Contentavam-se em assistir à programação nas casas de vizinhos e parentes. Para incentivar as compras, as lojas que vendiam eletrodomésticos incentivaram os recalcitrantes a abandonarem a condição de “televizinhos” e comprarem seus próprios aparelhos. Quando isso aconteceu, as ruas ficaram vazias, pois todo o mundo tinha encontro marcado com os seus programas prediletos. A TV Itacolomi, além do inesquecível indiozinho que anunciava a programação, colocava no ar jingles sedutores como este: “TV Itacolomi / Sempre na liderança / Canal 4, Belo Horizonte / Minas Gerais...”

Floriano de Lima Nascimento - Ocupante da Cadeira nº 25 do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais



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