Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Uai, Cadê a Sra. Responsabilidade?

Uai, Cadê a Sra. Responsabilidade?

18/03/2011 Marizete Furbino

 "Você não consegue escapar da responsabilidade de amanhã esquivando-se dela hoje." (Abraham Lincoln)

Experimente apontar um dedo à sua frente e você perceberá nitidamente que, ao fazer este ato, três dedos estarão apontados para o seu próprio peito.

No tocante à responsabilidade é importante dizer que, quando é responsável, o profissional possui a capacidade, a coragem e a dignidade de assumir os seus atos; logo, o profissional que busca transferir a culpa para outrem, estará tendo uma atitude no mínimo reprovável.

Por outro lado, é bom lembrar que como ser humano você estará sujeito a errar; o que se deve fazer é assumir os erros por você cometidos e com eles retirar grandes lições, aprendendo sempre com os mesmos.

Nesta linha de raciocínio, a empresa que proporciona um clima organizacional saudável e é flexível em sua tomada de decisão, vê acontecer com mais freqüência, por parte de seus colaboradores, o comportamento ético e desejável que é assumir os próprios erros e/ou falhas, em vez de  culpar terceiros. Nesse clima empresarial, os colaboradores ficam mais à vontade, não temendo qualquer receio algum em assumi-los, mesmo sabendo que o mercado não permite falhas e que poderá correr algum risco em assumi-las, como o risco da perda do cargo e/ou mesmo da demissão.

Vale reiterar que a responsabilidade é uma virtude valiosa em nossa vida e que deve ser cultivada e disseminada, mas não diluída ou extinta.

Nesta perspectiva, todo profissional que se preze deve ser responsável, caso contrário estará sujeito em um curto período de tempo a ser esmagado e até mesmo destruído neste mercado altamente exigente, competitivo e que não permite falhas.

O desafio então consiste na capacidade de parar para pensar, analisar os fatos e voltar o olhar para o próprio interior, com a humildade para enxergar as fraquezas e ter o objetivo e a capacidade de provocar mudanças. E isso é decisivo. Quando se deseja mudar fica mais fácil reconhecer os erros, pois sabe-se que estes servirão para o desenvolvimento e crescimento em nossa vida pessoal, profissional, bem como organizacional.

É quase uma questão de lógica ter em mente que o profissional do século XXI deve ter de forma firme e inabalável a concepção de que, quando ele assume um compromisso, deve ele fazer todo esforço para cumpri-lo.

É bom lembrar que a responsabilidade não pode ser comprada, vendida e/ou transferida; sendo assim, torna-se de suma importância perceber que hoje o profissional deve adotar de maneira urgente e/ou emergente uma postura responsável diante da vida, caso contrário estará em um curto período de tempo fadado a fracassar em tudo o que ele realizar.

É indubitável que ações, cujo pilar seja a responsabilidade, além de ser de fundamental importância na rotina de uma empresa, corrobora muito para o desenvolvimento e crescimento organizacional à medida que contagia todos os envolvidos, despertando nestes o desejo de querer fazer, gerando o envolvimento e o comprometimento diante de tudo e de todos.

Notório é o fato de que profissionais irresponsáveis geralmente são insensíveis. Muitos deles podem ser enquadrados no perfil de psicopatas, onde a insensibilidade e a falta de sentimento de culpa são habituais. No entanto, naqueles que não têm esse danoso perfil, mas cuja “irresponsabilidade” momentânea pode ter outra causa, se de fato existir, nesses, vale a pena investir. Às vezes eles dão a impressão de estarem perdidos, não sabem de fato qual o seu verdadeiro papel. É habitual que desconheçam suas metas e objetivos, não sabendo, portanto, qual o caminho a percorrer e nem como caminhar, se perdendo em meio à caminhada e sendo derrotado por qualquer pedra e/ou avalanche que porventura aparecer no caminho. Com efeito, torna-se necessário enfatizar que ser responsável hoje é mais do que uma virtude, constitui uma obrigação.

Um ato irresponsável poderá afetar não somente a vida pessoal e profissional, mas afetará a vida das pessoas ao redor de quem o cometeu. Portanto, colaborador, é bom ficar atento ao seu comportamento e às suas atitudes, pois, na empresa, nenhum ato julgado irresponsável ficará impune, podendo com grande probabilidade acabar com sua carreira profissional.

Fazer você profissional pensar e repensar a sua práxis é um dos objetivos deste texto. Necessário se faz lembrar que para você construir seu nome no mercado, demora um período longo de tempo, mas para você se desmoronar enquanto profissional basta somente alguns minutos e/ou segundos. Todo ato tem conseqüência, bom ou ruim, mas tem; portanto, pense, analise e reflita; faça uma auto-análise bem criteriosa e veja em que você está “pecando”, agindo com falta de responsabilidade. Procure se antecipar aos fatos e encontre força para melhorar, antes que a maré venha ao seu encontro e o derrube, provocando assim uma catástrofe em sua vida.

* Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG - e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br



Mass-Media “mascarada”

A semana passada, aventurei-me a sair, para um longo passeio, na minha cidade. Passeio a pé, porque ainda não frequentei o transporte público.


A quarentena e as artes

Schopenhauer foi um filósofo que penetrou no âmago do mundo.


O legado da possibilidade

Quando podemos dizer que uma coisa deu certo? O que é, afinal, um sucesso?


O que diabos está acontecendo?

A crise está a todo vapor e acelerando tendências que levariam décadas para se desenrolar.


STF e o inquérito do fim do mundo

Assim que o presidente da Suprema Corte determinou a abertura do inquérito criminal para apurar ameaças, fake news contra aquele sodalício, nomeando um dos ministros da alta corte para instaurá-lo, de ofício, com base no artigo 43 do Regimento Interno, não vi nenhuma ilegalidade.


As décadas de 20

A mais agitada década de vinte de todas foi a do século XX.


Nós acreditamos!

A história ensina lições. Muitas lições.


A saúde do profissional de educação em tempos de pandemia

Muitos profissionais tiveram que se adaptar por causa da pandemia.



“Quem viva?! …”

Contava meu pai, com elevada graça, que tivemos antepassado, muito desenrascado, que sempre encontrava resposta pronta, na ponta da língua.


Super-mãe. Eu?

Lembro-me de um episódio que aconteceu há alguns anos atrás e que fez com que eu refletisse seriamente sobre meu comportamento de mãe.


Inaugurada a era das assembleias virtuais

A pandemia acelera a digitalização nos condomínios.