Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Você também pode se reciclar

Você também pode se reciclar

16/01/2015 Heloísa Capelas

Está pensando em como fazer de 2015 um ano verdadeiramente especial?

Pois a palavra de ordem é: Reciclar. Reciclar é transformar o velho em novo.

No caso dos comportamentos, esse processo leva você a um modo diferente de funcionar. Existem duas reciclagens fundamentais que auxiliam nessa mudança, elas são ferramentas poderosas do autoconhecimento. Uma se refere ao estado emocional e a outra à parte prática do novo comportamento. Uma muda o estado de espírito, e a outra atua direto na parte prática do novo comportamento. Quando você deseja apenas mudar as emoções precisa buscar mecanismos que ativem outras áreas do seu cérebro e ajudem a tirar foco do seu problema.

Em vez de ficar remoendo uma mágoa durante todo o seu dia, comece por fazer algo simples e de que você gosta. O quê? Não se espante, as dicas são simples: ouvir uma música (claro, não vá escutar a que deixa você mais deprimido!), ler um livro, assistir a um vídeo ou filme, fazer atividade física ou mesmo cantar, por exemplo. Há uma riqueza muito grande nesta simplicidade. Você precisa, de fato, acionar outra área do seu cérebro, pois não funciona apenas repetir para si: “Não vou me torturar”, “não irei mais me aborrecer”, “não falarei mais sobre isso”...

O que acha que seu cérebro está fazendo neste momento? De nada adianta colocar o “não” na frase, porque seu cérebro está registrando as palavras “tortura”, “aborrecer”, “falar sobre isso” e ativará conexões neurais que têm ligação direta com elas. Mudar estado emocional leva você a alterar sentimentos, entretanto, não necessariamente, muda comportamentos. Para isso, você precisará de exercício prático, treino e treino. Pode ser, inicialmente, um pequeno passo, mas no qual você faça realmente algo diferente, e que prossiga continuamente até dar passos mais largos e internalizar um novo virar hábito.

Sim, nada acontecerá se você não se dedicar. Aqui a mudança só acontece com a ação. Você vai começar a fazer ginástica todo dia de manhã? Pegue-se pelo seu colarinho e vá! É uma reciclagem, está colocando outro hábito em vez de ficar dormindo ou ficar na depressão, por exemplo. Ou, então, comece treinando a imaginação: visualize-se por um tempo fazendo esta atividade, durante uns dez dias: veja o relógio despertar, você está acordando, num determinado momento abre a janela e vai se exercitar.

Subconscientemente, está contribuindo com informações emocionais no seu cérebro, isso ajuda a iniciar a mudança, mas não adianta ficar só por aí. Parta para a ação e seja feliz!!! Tem algo de diferente que você gostaria de fazer e está protelando? Pegue sua lista de pendências, escolha a mais fácil de ser resolvida e proponha-se a realizá-la de hoje até uma semana. Se é algo que demanda tempo maior, comprometa-se a realizar o primeiro passo e a demarcar todas as próximas ações.

Em uma semana! Sem enrolação! E a cada passo que der, do fácil ao mais difícil recompense-se! É isso mesmo! É fundamental que você se abasteça de motivação se deseja mudanças em sua vida. Afinal, a felicidade não está no objetivo final, ela está no decorrer do caminho que percorre para alcançá-lo. Então, presenteie-se com o que lhe dá prazer, seja uma massagem, assistir a um filme, viajar ou mesmo procurar pela simplicidade de uma xícara de chocolate quente. O importante é descobrir o que faz você feliz no aqui e agora! Vá em frente!

*Heloísa Capelas é autora do livro recém-lançado, o Mapa da Felicidade (Editora Gente). Especialista em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, atua no desenvolvimento do potencial humano há cerca de 30 anos.



As restrições eleitorais contra uso da máquina pública

Estamos em contagem regressiva. As eleições municipais de 2024 ocorrerão no dia 6 de outubro, em todas as cidades do país.

Autor: Wilson Pedroso


Filosofia na calçada

As cidades do interior de Minas, e penso que de outros estados também, nos proporcionam oportunidades de conviver com as pessoas em muitas situações comuns que, no entanto, revelam suas características e personalidades.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Onde começam os juros abusivos?

A imagem do brasileiro se sustenta em valores positivos, mas, infelizmente, também negativos.

Autor: Matheus Bessa


O futuro da indústria 5.0 na sociedade

O conceito de Indústria 5.0 é definido como uma visão humanizada das transformações tecnológicas no setor, equilibrando as necessidades atuais e futuras dos trabalhadores e da sociedade com a otimização sustentável do consumo de energia, processamento de materiais e ciclos de vida dos produtos.

Autor: Pedro Okuhara


Em defesa do SUS: um chamado à ação coletiva

A escassez de recursos na saúde pública brasileira é um problema crônico.

Autor: Juliano Gasparetto


Impactos da proibição do fenol pela Anvisa no mercado de cosméticos e manipulação

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou a decisão de proibir a venda e o uso de produtos à base de fenol em procedimentos de saúde e estéticos.

Autor: Claudia de Lucca Mano


A fantasia em torno da descriminalização da maconha

"As drogas pisoteiam a dignidade humana. A redução da dependência de drogas não é alcançada pela legalização do uso de drogas, como algumas pessoas têm proposto ou alguns países já implementaram. Isso é uma fantasia".

Autor: Wilson Pedroso


Ativismo judicial: o risco de um estado judicialesco

Um Estado policialesco pode ser definido como sendo um estado que utiliza da força, da vigilância e da coerção exacerbada contra a população, principalmente com seus opositores.

Autor: Bady Curi Neto


Abortada a importação do arroz

O governo desistiu de importar arroz para fazer frente à suposta escassez do produto e alta de preços decorrentes das cheias do Rio Grande do Sul, responsável por 70% do cereal consumido pelos brasileiros.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


2024, um ano de frustração anunciada

O povo brasileiro é otimista por natureza.

Autor: Samuel Hanan


Há algo de muito errado nas finanças do Governo Federal

O Brasil atingiu, segundo os jornais da semana passada, cifra superior a um trilhão de reais da dívida pública (R$ 1.000.000.000.000,00).

Autor: Ives Gandra da Silva Martins


O mal-estar da favelização

Ao olharmos a linha histórica das favelas no Brasil, uma série de fatores raciais, econômicos e sociais deve ser analisada.

Autor: Marcelo Barbosa