Portal O Debate
Grupo WhatsApp

As lições olímpicas valem para o mundo corporativo?

As lições olímpicas valem para o mundo corporativo?

02/08/2021 Luciane Botto

Do brasileiro que surfou na onda da mudança à ginasta que desistiu da competição.

As lições olímpicas valem para o mundo corporativo?

Os últimos dias têm agitado o mundo e colocado milhões de telespectadores de olho nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. Após tanto tempo de isolamento social, é chegada a hora de acompanhar o desempenho dos atletas e torcer pelas estrelas do esporte.

Chegar ao Japão exigiu – para esportistas e equipes – muito preparo e equilíbrio para superar não apenas os concorrentes, mas principalmente a ansiedade e a angústia da espera forçada pela pandemia. Mas o que temos a aprender com o desempenho, a performance e os comportamentos dos competidores no que se refere ao universo corporativo?

Baseado em minha experiência de mais de dez anos em treinar líderes e diretores empresariais, considero que aprender com a experiência do outro - em situações tão reais e emocionantes quanto as acompanhadas nas telas - nos dá a oportunidade da reflexão por meio do lúdico, da dor e da superação; expostas e revisitadas em várias reprises pelos meios de comunicação.

Todo mundo deseja vencer, mas é interessante pensar que uma competição não se faz apenas de vitoriosos. Nem sempre ganha quem tem mais técnica ou assertividade, mas aquele que tem maturidade e habilidades comportamentais para lidar com o estresse da competição em si.

Ponderação

Neste sentido, destaco quatro atletas e posturas que considero importantes. Ítalo Ferreira: o surfista brasileiro ganhou a primeira medalha de ouro do Brasil nestes jogos. Em seu depoimento à imprensa, falou que era a concretização de um sonho, fez o que ama e sabe fazer e que entrou na água sem pressão psicológica.

Rayssa Leal: a brasileirinha de 13 anos - que precisou viajar acompanhada da mãe - conquistou a prata na modalidade do skate street e se tornou a medalhista mais jovem do Brasil. Foi leve, dançou como adolescente antes de entrar na pista, não absorveu a pressão e fez o seu melhor.

Rebeca Andrade: de quase anônima à medalha de prata, a brasileira conquista o mundo ao ser vice-campeã olímpica de ginástica com carisma, funk, segura de si e sem ter que carregar o peso do favoritismo.

Já a americana Simone Biles, a tão esperada rainha da ginástica olímpica dos últimos anos, trouxe uma lição ao mundo ao revelar que o seu maior desafio, no momento, é a saúde mental. Ela disse: “Temos que proteger nossas mentes e nossos corpos e não apenas sair e fazer o que o mundo quer que façamos. Não somos apenas atletas, somos pessoas e às vezes é preciso dar um passo atrás”.

A justificativa para a desistência da favorita ao título olímpico individual da ginástica feminina fala por si só e nos mostra que Simone é vencedora mesmo quando assume sua fragilidade e pensa em si.

Das quadras para os escritórios

A seguir, relato um conjunto de situações, posturas e circunstâncias esportivas que trazem boas reflexões nos desafios da área corporativa.

O surfe - diante da maré de incertezas que estamos vivendo e a importância de sair da zona de conforto – exige foco, adaptação aos diferentes cenários e mudanças constantes. O skate mostra que sempre podemos encontrar oportunidades para ousar, aprender algo novo, se superar e acima de tudo, se divertir. A ginástica - que revela a importância da flexibilidade e do autoconhecimento – testa ainda mais nossos limites. E para todos esses desafios, surge a necessidade da coragem e da inteligência emocional.

Peço licença para usar uma frase da professora americana Brené Brown, pesquisadora da Universidade de Houston e que estuda há duas décadas a coragem, a vulnerabilidade, a vergonha e a empatia: “Às vezes, vencer não é chegar primeiro. Às vezes, vencer é fazer algo realmente corajoso. E talvez, para você, vencer seja sair de casa na chuva e se molhar”.

Por isso, saliento que o resultado dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 que vemos nas telas é só a ponta do iceberg. Considere anos de dedicação, foco, treino e suor nos bastidores. E sabe o que nem sempre é mostrado ao grande público?

Exige muito trabalho

Preparo: é necessário para superar desafios e alcançar objetivos. Não há como esperar ótimos resultados sem o compromisso de melhoria e atualização constante.

Autoconhecimento: conhecer seu limite e não depender da aprovação do outro para tomar decisões e saber “dizer não” e superar o “medo de errar” são alguns dos maiores desafios que enfrentamos na vida e na carreira.

Resiliência: ter a capacidade de olhar para o copo e não levar tudo “a ferro e fogo”. Implica na capacidade de extrair lições de experiências, ter orgulho da sua história, das suas conquistas e tudo o que trilhou, de virar a página e seguir em frente.

Empatia e apoio: compreender o que o outro está sentindo e ter sensibilidade para observar quando a produtividade cai, quando se está no limite e ter condições de oferecer apoio e liberdade para o outro se expressar com autenticidade; mesmo que ele opte em desistir momentaneamente.

Cuidados com a saúde física, mental e emocional: sem saúde e equilíbrio não há performance que se sustente. Momentos de pausa, meditação, diversão, interação e atividade física nos ajudam a ter mais foco e prazer no que realizamos. A disputa acontece todos os dias e o mais importante é se manter em movimento, na velocidade que for possível – não a qualquer custo.

* Luciane Botto é mestre em Organizações e Complexidade, desenvolve presidentes e diretores corporativos há mais de dez anos.

Para mais informações sobre Jogos Olímpicos clique aqui...

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Fonte: Mem & Mem Comunicação



Nota conjunta Firjan e FIEMG sobre a crise energética

Federações apresentam suas sugestões para contribuir com o combate à crise energética.

Nota conjunta Firjan e FIEMG sobre a crise energética

Confiança dos pequenos negócios segue em crescimento pelo quarto mês consecutivo

Indústria lidera o ranking entre os setores e microempreendedores influenciam positivamente o resultado geral do Iscon em agosto.

Confiança dos pequenos negócios segue em crescimento pelo quarto mês consecutivo

Mesmo na crise econômica e sanitária, bancos aumentam as tarifas

Estudo do Idec aponta que, em meio à pandemia de covid-19, qualidade de serviços piorou e houve alta migração de consumidores para bancos digitais.

Mesmo na crise econômica e sanitária, bancos aumentam as tarifas

Comércio cresce 1,2% em julho e atinge patamar recorde

Trata-se da quarta alta consecutiva do indicador.

Comércio cresce 1,2% em julho e atinge patamar recorde

Pets em condomínios comerciais

Muitas pessoas já descobriam que ter um animal é ter um companheiro de verdade, além ser um excelente meio de afastar a solidão.

Pets em condomínios comerciais

Poupança tem retirada líquida de R$ 5,467 bilhões em agosto

Em 2021, a poupança acumula retirada líquida de R$ 15,629 bilhões.

Poupança tem retirada líquida de R$ 5,467 bilhões em agosto

Fusões & Aquisições batem recorde de negócios no Brasil

Especialista analisa o bom momento do setor. Confira a entrevista!

Fusões & Aquisições batem recorde de negócios no Brasil

Empreendedorismo por meio de microfranquias é a oportunidade de crescimento do país

Quantas vezes, na escola, se estudou sobre finanças, administração ou marketing?

Empreendedorismo por meio de microfranquias é a oportunidade de crescimento do país

Docol anuncia construção de nova fábrica em MG

No seu aniversário de 65 anos, a empresa catarinense, anuncia plano de expansão de R$ 500 milhões em louças e metais sanitários.


Receita adia para 30 de setembro prazo de regularização do MEI

Data limite para não entrar na dívida ativa acabaria nesta terça-feira

Receita adia para 30 de setembro prazo de regularização do MEI

Sebrae Minas e BDMG oferecerão linhas de crédito para micro e pequenas empresas

Parceria inédita vai facilitar acesso a crédito a empreendedores mineiros.

Sebrae Minas e BDMG oferecerão linhas de crédito para micro e pequenas empresas

Percepção de valor pelo cliente. E será que cliente sabe o que ele quer?

Quanto vale a satisfação de um sonho realizado, uma experiência bem vivida, ou a cura de uma dor física ou emocional.

Percepção de valor pelo cliente. E será que cliente sabe o que ele quer?