Portal O Debate
Grupo WhatsApp

E-commerce pode alavancar a indústria nacional?

E-commerce pode alavancar a indústria nacional?

29/10/2020 Roberto Pansonato

As vendas online no Brasil subiram 47% nos primeiros meses de 2020.

E-commerce pode alavancar a indústria nacional?

Após alguns meses de quase total estrangulamento da economia brasileira, mas ainda respirando por aparelhos, já podemos sentir uma levíssima recuperação.

Muitos aprenderam durante a pandemia uma nova forma para se comprar bens e serviços, e que se tornou essencial nesses dias de afastamento social: o e-commerce (comércio eletrônico, em português). Embora os números do comércio eletrônico já estivessem apresentando um vertiginoso crescimento antes da covid-19, foi justamente durante a pandemia que essa modalidade de venda se mostrou eficaz.

O e-commerce possibilita ao vendedor expor suas marcas e seus produtos por meio de sites, blogs, redes sociais, e-mails e portais de compra. Contudo, uma coisa é certa: em se tratando de bens físicos, para o consumidor que opta pelo comércio eletrônico, de uma forma geral, não importa a origem da industrialização do produto. Mas se analisarmos do ponto de vista de oportunidades de negócios, quem sabe não seja uma grande chance para a indústria nacional se apresentar como uma alternativa competitiva?

Partindo do pressuposto de que o Brasil, conforme dados da Agência Brasil, possui 134 milhões de usuários da internet e que, segundo pesquisa do Ebit/Nielsen em parceria com a Elo, as vendas online subiram 47% nos primeiros meses de 2020, tem-se aí uma expressiva quantidade de consumidores à procura de produtos por meio da internet.

Se buscarmos nos grandes Market Places, é possível encontrar rankings que apresentam os produtos mais vendidos pelo comércio eletrônico. A lista vai desde os mais sofisticados, como smartphones e notebooks, por exemplo, até produtos industrializados com nível de sofisticação menor, como calçados e roupas.

Confederações, instituições de classe e empresários ligados à indústria devem ficar atentos a esses números e buscar se posicionar no mercado.

Outro dado interessante, e que pode eventualmente melhorar os números da indústria nacional, refere-se à pirataria. Dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria) veiculados em julho, dão conta que irregularidades no comércio representam 35% do faturamento do setor têxtil. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel, “a redução desse impacto no mercado eletrônico passa necessariamente pela curadoria das próprias plataformas de venda online”. Vamos imaginar que esse montante de 35% seja revertido para produtos legais fabricados pela indústria nacional. Essa porcentagem já seria um bom começo para acelerarmos as vendas.

Os dados e informações apresentados são apenas uma simples amostra das variáveis que atuam sobre o sistema e que merecem, tanto dos empresários do segmento industrial e das entidades que os representam quanto da comunidade acadêmica, um estudo mais aprofundado que apresente as diretrizes para a indústria nacional.

Para finalizar, além dos itens acima citados, tramita no Congresso Nacional a tão esperada Reforma Tributária que, quem sabe, possa dar um sopro de ânimo para a indústria nacional e aliado ao e-commerce sejam pontos de alavancagem nas vendas.

Texto: Roberto Pansonato é tutor do curso de Logística do Centro Universitário Internacional Uninter.

Fonte: Página 1



Um terço dos pequenos negócios mineiros investiu em RH para enfrentar a pandemia

Estudo do Sebrae Minas mostra, ainda, que 40% destas empresas precisaram reduzir as capacitações das equipes nos últimos 18 meses.

Um terço dos pequenos negócios mineiros investiu em RH para enfrentar a pandemia

Como evitar a estagnação empresarial?

Já pensou no porquê de algumas pessoas continuarem a avançar pessoal e profissionalmente, enquanto outros permanecem estagnadas?

Como evitar a estagnação empresarial?

Híbrido e Inteligente: o que esperar do varejo no futuro

Nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia.

Híbrido e Inteligente: o que esperar do varejo no futuro

Produtos com Indicação Geográfica são conhecidos por 60% dos pequenos negócios

Pesquisa feita pelo Sebrae mostra que até mesmo os negócios que não sabem o que é uma IG gostariam de vender produtos típicos regionais.

Produtos com Indicação Geográfica são conhecidos por 60% dos pequenos negócios

Confusão patrimonial: como evitar esse tipo de dor de cabeça

Embora não seja proibido misturar o caixa da empresa com o pessoal, há conseqüências que podem ser graves ao proprietário ou aos sócios do negócio.

Confusão patrimonial: como evitar esse tipo de dor de cabeça

Nota conjunta Firjan e FIEMG sobre a crise energética

Federações apresentam suas sugestões para contribuir com o combate à crise energética.

Nota conjunta Firjan e FIEMG sobre a crise energética

Confiança dos pequenos negócios segue em crescimento pelo quarto mês consecutivo

Indústria lidera o ranking entre os setores e microempreendedores influenciam positivamente o resultado geral do Iscon em agosto.

Confiança dos pequenos negócios segue em crescimento pelo quarto mês consecutivo

Mesmo na crise econômica e sanitária, bancos aumentam as tarifas

Estudo do Idec aponta que, em meio à pandemia de covid-19, qualidade de serviços piorou e houve alta migração de consumidores para bancos digitais.

Mesmo na crise econômica e sanitária, bancos aumentam as tarifas

Comércio cresce 1,2% em julho e atinge patamar recorde

Trata-se da quarta alta consecutiva do indicador.

Comércio cresce 1,2% em julho e atinge patamar recorde

Pets em condomínios comerciais

Muitas pessoas já descobriam que ter um animal é ter um companheiro de verdade, além ser um excelente meio de afastar a solidão.

Pets em condomínios comerciais

Poupança tem retirada líquida de R$ 5,467 bilhões em agosto

Em 2021, a poupança acumula retirada líquida de R$ 15,629 bilhões.

Poupança tem retirada líquida de R$ 5,467 bilhões em agosto

Fusões & Aquisições batem recorde de negócios no Brasil

Especialista analisa o bom momento do setor. Confira a entrevista!

Fusões & Aquisições batem recorde de negócios no Brasil