Portal O Debate
Grupo WhatsApp

O golpe final na criatividade do Kraftwerk

O golpe final na criatividade do Kraftwerk

13/01/2009 Divulgação

A saída de Florian Schneider do Kraftwerk é o golpe final na criatividade da banda que foi a maior contribuição alemã à música pop moderna, avalia o jornalista Jefferson Chase.

Há muitas razões para não dar bola para a saída de Florian Schneider do Kraftwerk, confirmada esta semana pela gravadora EMI. O último álbum propriamente dito do grupo foi lançado em 1986 (Electric Café) - e o último disco digno de nota, em 1981 (Computer World). Desde então, a banda está às voltas com remixes e jingles, e o próprio Schneider se negava a participar de turnês. De fato, alguém poderia se perguntar o que importa a ausência de um ser humano numa banda cujos membros posaram como robôs, e que usou bonecos e fez playback em seus shows. Mas a verdade é que, no fim das contas, a decisão de Schneider de oficialmente se "desligar" provavelmente significa muita coisa. O Kraftwerk é, de longe, a maior contribuição da Alemanha para a música popular moderna.

Bem alemão; tecnologia e formas clássicas

Isso porque, nas palavras do ex-percussionista Wolfgang Flür, seus membros fundadores conseguiram capturar o que acreditavam ser o som de seu país, ao invés de criar versões alemãs da música pop anglo-americana. Para tanto, sua estratégia foi combinar a fascinação alemã pela tecnologia e sua capacidade de utilizá-la com formas reminiscentes dos quartetos de cordas clássicos - tanto Florian Schneider quanto Ralf Hütter, seus membros fundadores, possuem formação musical erudita. Em 1970, a Alemanha Ocidental era um país ao mesmo tempo marcado pelas angústias da Segunda Guerra Mundial e estimulado pelas possibilidades de uma sociedade na qual grande parte do passado fora destruída.

A música do Kraftwerk capturou essa combinação incomum de sentimentos em diversos contextos. Seu álbum de estreia de 1973, Autobahn, celebrava os prazeres da mobilidade ao mesmo tempo em que sutilmente remontava à origens obscuras das autoestradas de Hitler. Lançado em 1981, Computer World, que é possivelmente seu apogeu criativo, sonoramente dava as boas-vindas aos avanços tecnológicos que logo revolucionariam o cotidiano de muita gente, ao mesmo tempo em que lamentava as inevitáveis perdas de privacidade que a era digital traria consigo.

Desaparecendo na história

Quem está apenas superficialmente familiarizado com o grupo pensa nele primeiramente como pioneiro da música eletrônica, especificamente do synth-pop e do tecno. E não leva em conta o grande número de melodias memoráveis e por vezes impressionantemente tocantes compostas por ele. Como, por exemplo, The Model. Quando foi lançado em 1978, o original do Kraftwerk soava como uma canção satírica de batida dançante sobre o culto à beleza. Mas também continha um tema central de nove notas, cuja tristeza profunda só se tornou aparente após a versão do Quarteto Balanescu, de 1992.

Ou mesmo Computer Love, ao mesmo tempo uma homenagem e uma melancólica reação contrária ao amor eletrônico, cuja melodia era tão grandiosa que nem mesmo o Coldplay pôde arruiná-la ao se apropriar dela em sua canção Talk, de 2005. Já era muito improvável que o Kraftwerk jamais voltasse a atingir tais níveis, e a partida de Florian Schneider é o prego final no caixão criativo da banda. Neste ano, Hütter continuará a turnê sob o nome de Kraftwerk, abrindo os shows do Radiohead, uma das bilhões de bandas que não soariam como soam hoje se o Kraftwerk não tivesse conectado um sintetizador Moog décadas atrás. Há algo de encorajador quando pessoas descobrem pela primeira vez o som deste grupo inigualável. Mas há também algo de triste no fato de o Kraftwerk - assim como a ex-Alemanha Ocidental dos anos 70, onde a banda surgiu - serem agora realmente história.

Mais informações sobre a Alemanha e a Europa no site www.DW-WORLD.DE/brasil.com 



É tempo de aprender…. Música!

E lá se vai 1/3 do ano trancado em casa.

É tempo de aprender…. Música!

BH vai sediar 2ª edição da Música da Cidade

Evento, em prol da Associação Querubins, terá bandas consagradas da cena mineira.

BH vai sediar 2ª edição da Música da Cidade

Chiclete com Banana é confirmado no Carnavalito

O Carnavalito, o esquenta do Carnaval Salvador, está marcado para a Arena Fonte Nova.

Chiclete com Banana é confirmado no Carnavalito

Gabriel Diniz lança novo álbum “À vontade”

Gabriel Diniz está na boca do povo há semanas com o hit "Jenifer".

Gabriel Diniz lança novo álbum “À vontade”

Maria lança single autoral de estreia “Toda Vez”

Cantora carioca, de 18 anos, ficou conhecida por sua participação no projeto "Poesia Acústica".

Maria lança single autoral de estreia “Toda Vez”

Rock in Rio 2019 anuncia Bon Jovi para o Palco Mundo

Será a 5ª vez que a banda americana toca no Rock in Rio.

Rock in Rio 2019 anuncia Bon Jovi para o Palco Mundo

Banda El Toro Fuerte lança segundo álbum

Disco “Nossos Amigos e os Lugares que Visitamos” já está disponível nas plataformas digitais.

Banda El Toro Fuerte lança segundo álbum

Rachell Luz e Zeca Baleiro comemoram sucesso de single

"Flor da Pele" está tocando nas rádios de todo Brasil e está disponível nas plataformas digitais.

Rachell Luz e Zeca Baleiro comemoram sucesso de single

“Mulher de Fases” terá versão eletrônica

Música lançada em 1999 é um dos maiores hits da banda Raimundos.

“Mulher de Fases” terá versão eletrônica

Festival SESI Música está com as inscrições abertas

Interessados podem se inscrever para o Festival SESI Música Minas Gerais até o dia 25 de fevereiro.

Festival SESI Música está com as inscrições abertas

Humberto e Ronaldo lançam videoclipe de nova música

O videoclipe já está disponível no canal oficial da dupla no YouTube.

Humberto e Ronaldo lançam videoclipe de nova música

Maiara e Maraisa lançam novo vídeo: “Jogo é Jogo”

É o sexto vídeo divulgado do novo DVD Reflexo, lançado em novembro.

Maiara e Maraisa lançam novo vídeo: “Jogo é Jogo”