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Oito curiosidades sobre a Bíblia e o Antigo Testamento

Oito curiosidades sobre a Bíblia e o Antigo Testamento

23/02/2018 Divulgação

A Bíblia possui diversas singularidades, principalmente acerca do Antigo Testamento e seus livros.

Oito curiosidades sobre a Bíblia e o Antigo Testamento

A Bíblia Sagrada é uma das obras mais antigas do mundo, além de campeã de vendas. As Escrituras já foram traduzidas aproximadamente para 1.500 línguas. Segundo a última pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, encomendada pelo Instituto Pró-Livro e realizada pelo Ibope, a Bíblia é o livro mais vendido e lido no país, independentemente do nível de escolaridade.

Mesmo com tantos leitores, há uma dificuldade de entendimento da obra principalmente em relação ao Antigo Testamento, que antecede a vinda de Jesus Cristo ao mundo. Organizados em categorias como: livros históricos, proféticos e poéticos, os livros do Antigo Testamento não se encontram em ordem cronológica, dificultando a compreensão das sequências dos fatos, ainda mais num período tão antigo, com realidades tão diferentes das atuais.

Essencial para obter um conhecimento mais profundo da totalidade da história bíblica, o Antigo Testamento é recheado de curiosidades interessantes. A seguir há uma série de fatos excêntricos sobre a Bíblia e o Antigo Testamento:

1) O Antigo Testamento foi escrito em hebraico
Com exceção de três passagens escritas em aramaico (Esdras, Jeremias e Daniel), a maior parte do Antigo Testamento foi escrito em hebraico. O idioma hebraico originalmente só utiliza consoantes e é lido da direita para a esquerda. Já o Novo Testamento foi escrito em grego.

2) O intervalo entre o Antigo e o Novo Testamento é de 400 anos
O livro de Malaquias, o último do Velho testamento, foi escrito 400 anos antes de Mateus, primeiro livro do Novo Testamento. Além disso, o Antigo Testamento é finalizado com uma maldição, enquanto o novo termina com uma benção.

3) A Bíblia católica possui sete livros a mais que a protestante
Com 39 livros no Antigo Testamento e 27 livros no Novo Testamento, a Bíblia católica possui os livros Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Baruque, Sabedoria e Eclesiástico. Estes sete livros não se encontram na Bíblia protestante.

4) No tempo do Antigo Testamento, o preço dos escravos estava nos dentes
Se o escravo tivesse um dente arrancado, seu dono era obrigado a libertá-lo. Tal medida era usual, pois a lei estabelecia que o preço do escravo estava em seus dentes. A passagem sobre isso se encontra em Êxodo 21:27, sendo um mandamento pregado por Moisés. Aliás, Moisés é um personagem comprovadamente verídico na história da humanidade, além de ter escrito o livro de Jó, o mais antigo da Bíblia, após passar 40 anos no deserto.

5) Jesus Cristo era leitor assíduo do Antigo Testamento
Segundo a obra Como pregar e ensinar com base no Antigo Testamento, da Editora Mundo Cristão: “O motivo mais importante para nossa necessidade de conhecer o Antigo Testamento é que ele era a Bíblia de Jesus. É claro que lemos sobre Jesus no Novo Testamento. Mas Jesus mesmo nunca leu o Novo Testamento! Conforme já observado, para ele, as Escrituras eram os livros que agora formam nosso Antigo Testamento”. Os meninos judeus do tempo de Cristo costumavam memorizar livros inteiros da Bíblia, assim como Jesus, que ficou dias no templo de Jerusalém debatendo seu conteúdo com os adultos teólogos e eruditos.

6) Há livros da Bíblia que não mencionam Deus
Em “Ester” e “Cantares de Salomão”, não há a palavra “Deus” em nenhum de seus versículos, mesmo que a inspiração dos livros seja divina! Em “Cantares”, por exemplo, Salomão descreveu relacionamentos amorosos que, na verdade, são interpretados por muitos como uma simbologia para representar as mensagens de Cristo para sua noiva que, no caso, somos nós, a humanidade. Nessa mesma linha, está a palavra Fé: ela aparece somente uma vez em todo o Antigo Testamento, enquanto no novo, é escrita mais de 240 vezes!

7) O número “7” aparece em 375 versículos da Bíblia
Conhecido por ser um número especial, o “7” significa Totalidade, pois é a união entre céu e terra (4+3=7). O céu é representado pelo “3” (Pai, Filho e Espírito Santo) e a terra pelo “4” (Norte, Sul, Leste e Oeste). João Evangelista utilizou o número diversas vezes, e no livro de Apocalipse o “7” povoa boa parte de seu conteúdo, em que há representações como: sete estrelas, sete lâmpadas, sete selos, sete pontas, sete olhos, sete trombetas, sete anjos, sete trovões...

8) Um comerciante foi o responsável pelo início do Evangelho
Os textos das Escrituras foram, em boa parte, organizados inicialmente por Marcião, comerciante muito rico nascido na atual Turquia. Ele simpatizava com uma corrente cristã chamada gnoticismo, que acreditava que o Deus do Antigo Testamento era “mau”, enquanto o Deus do Novo Testamento era bondoso. Editada por Marcião, a Bíblia continha somente o Evangelho de João e onze cartas de Paulo. Mesmo proibido pelas autoridades eclesiásticas no ano 170 a.C., o marcianismo sobreviveu por 700 anos.




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