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Livro retrata as mulheres na mídia impressa

Livro retrata as mulheres na mídia impressa

12/03/2016 Divulgação

Lançamento da Autêntica coloca em foco a mídia impressa sobre a mulher.

O Espelho Diamantino (1827-1828), O Despertador das Brasileiras (1830-1831), O Bello Sexo (1850-1851), Republica das Moças (1879), O Sexo Feminino (1873-1889), A Mulher (1881-1883), A Mensageira (1897-1900).

Esses são apenas alguns dos 143 títulos de revistas e jornais reunidos em Imprensa feminina e feminista no Brasil: Século XIX, de Constância Lima Duarte.

O dicionário ilustrado surpreende não só pela multiplicidade de títulos, mas, principalmente, pelo volume e diversidade de informações sobre os periódicos que circularam de norte a sul do país e que tinham as mulheres como público alvo.

Uma excelente oportunidade para conhecer um pouco mais da história da mulher brasileira na busca por seus direitos e na construção de sua identidade.

Os periódicos tratam da dicotomia existente na época quanto ao papel da mulher na sociedade.

Alguns se empenharam em acompanhar a transformação dos tempos e impulsionar as mulheres para frente, defendendo que fossem respeitadas e tivessem o direito de frequentar as escolas e os espaços públicos.

Já outros queriam que elas permanecessem estacionadas na ignorância e na dependência masculina, reiterando sua fragilidade e delicadeza, além da especificidade dos papéis sociais, e se limitavam a falar de moda, culinária e filhos.

O livro é resultado do desdobramento de anos de pesquisas realizadas por Constância Lima Duarte sobre a história das mulheres, a literatura de autoria feminina e o movimento feminista no Brasil.

A autora examina detalhadamente uma parte do periodismo brasileiro, trazendo à luz a imprensa feminina, dirigida e pensada para as brasileiras, seja de autoria delas ou masculina, e também a feminista, que protestava contra a opressão e a discriminação e exigia a ampliação dos direitos civis e políticos das mulheres, procurando dar voz e vez a elas.
Ainda que a pesquisadora considere que os 143 jornais listados possam representar apenas a “ponta do iceberg” – pois outros podem ter existido e se perderam por falta de conservação –, o material reunido é extraordinário.

O dicionário ilustrado é alimentado por fontes primárias raras ou de difícil acesso, que testemunharam momentos decisivos da luta das mulheres brasileiras e informavam sobre as transformações históricas e sociais daquele período.

De conservadores a revolucionários, dedicados à militância ou ao passatempo, a pluralidade de temas em suas páginas é enorme: questões de gênero, literatura, educação, política, lazer, moda, humor, poesia, entre outros.

A primorosa edição da Autêntica traz fac-símiles e transcrições de textos dos jornais, organizados por ordem cronológica e de publicação, contando ainda com um índice alfabético remissivo para facilitar a consulta por título.

Os verbetes contêm, sempre que possível, o nome do editor ou da editora, a cidade de origem, a tipografia, as datas do primeiro e do último número, a proposta editorial, o formato gráfico e a relação dos principais colaboradores e colaboradoras.

Além disso, o livro traz também informações preciosas para estudantes, professores e pesquisadores do periodismo e da história intelectual da mulher, como a relação das fontes utilizadas pela autora, os exemplares examinados e sua localização, as referências bibliográficas, quando existem, notas explicativas no rodapé, a lista de acervos, arquivos e bibliotecas onde foi realizada a pesquisa e a relação da bibliografia consultada.

As leitoras e leitores de Imprensa feminina e feminista no Brasil certamente vão esperar com ansiedade o segundo volume sobre os jornais e revistas do século XX, que se encontra em fase de preparação e que, até o momento, já reúne cerca de 300 periódicos. 



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