Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Quais os percalços do cinema nacional?

Quais os percalços do cinema nacional?

22/06/2019 Douglas Henrique Antunes Lopes

Hollywood não é o único lugar no mundo em que se pode produzir cinema, somos capazes de avançar nesse sentido.

Quais os percalços do cinema nacional?

O cinema é apresentado ao mundo pelos Irmãos Lumière em 1895, num contexto em que os avanços da ciência e da tecnologia refletiram nas transformações dos meios de produção e implicaram na I Revolução Industrial na Europa e Estados Unidos. Graças a grandes estudiosos da história do cinema, como Paulo Emílio Sales Gomes, sabemos que os primeiros projetores chegaram ao Rio de Janeiro no final de 1896 e as primeiras filmagens foram realizadas em 1899 — momento em que o país havia acabado de abolir seu rudimentar sistema escravocrata de 1888, passando a viver numa república somente a partir de 1889. 

A primeira década do cinema no Brasil sofre com a estagnação, de modo que não havia muitas salas, pois nem as capitais tinham energia elétrica. As exibições e a produção somente se iniciam a partir de 1907, quando o Rio de Janeiro passa a ter energia elétrica industrializada. 

Os anos entre 1908 e 1911 são reconhecidos como a Era de Ouro do Cinema Nacional — período em que o cinema de ficção ganhava força em relação ao documental e foram produzidos vários títulos em gêneros como drama e comédia. Inicialmente, fizeram sucesso roteiros inspirados em crimes, como Os Estranguladores (1907), que conta a história de dois adolescentes que foram estrangulados no Rio de Janeiro em 1905.

Em 1930 rompem-se as fronteiras do Rio de Janeiro e São Paulo e cidades como Recife, Porto Alegre e Belo Horizonte começam a engajar-se nos processos de produção de filmes. Nesse período nasceram os primeiros clássicos nacionais.

Tentativas de industrialização ocorreram na década de 1950, de modo que se chegou a ver uma indústria estável, com a produção de cerca de 30 filmes anuais. Nesse período fizeram sucesso os enredos pessimistas e depreciativos da realidade nacional.

O otimismo e a efervescência cultural, por outro lado, marcaram o início dos anos 1960. A música e a literatura iriam impactar o cinema. Jovens desconhecidos ganhariam o cenário nacional e se dedicariam ao desenvolvimento do Cinema Novo, que iria refletir a multiplicidade dos conflitos sociais que se estenderam pelas entranhas da nossa história.

Emergem daí títulos como O Pagador de Promessas (1962) de Anselmo Duarte e Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) de Glauber Rocha. O primeiro deles é inspirado na peça teatral de Dias Gomes e narra a trajetória de um camponês que faz uma promessa num terreiro de candomblé e deve pagá-la numa igreja católica — o que propicia uma reflexão sobre o sincretismo presente na cultura brasileira. O segundo nos apresenta o percurso de um boiadeiro que se rebela contra um coronel e nos apresenta contextos aparentemente opostos: a fé e o cangaço.

O otimismo e a frutífera produção da primeira metade da década de 1960 recuariam diante do Golpe Militar de 1964 e seriam soterrados com o AI-5 em 1968. Depois dessa conjuntura, talvez seja possível dizer que o nosso cinema não voltaria a ser tão fértil. No entanto, esse assunto fica para uma próxima oportunidade.

Hollywood não é o único lugar no mundo em que se pode produzir cinema, somos capazes de avançar nesse sentido. Não faltam elementos na cultura brasileira para contribuir com a sétima arte. Basta que façamos os esforços de reconhecermos a nós mesmos. O filme Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, é um exemplo disso e teve seu mérito reconhecido no Prêmio do Júri em Cannes na edição de 2019.

* Douglas Henrique Antunes Lopes é professor do Centro Universitário Internacional Uninter. Atua nos cursos de Filosofia, Serviço Social e Pedagogia, além do Curso de Extensão Cineclube Luz, Filosofia e Ação.

Fonte: Página 1



Dos pés sujos de barro aos sapatos de solados vermelhos

Livro de advogada traz relatos reais dos seus processos de extrema pobreza, escravidão infantil e violência doméstica até seu apogeu.

Dos pés sujos de barro aos sapatos de solados vermelhos

“Bebo e te amo”, feat de Rick & Nogueira com Clayton & Romário é lançado

Faixa faz parte do segundo compilado de “Resenha dos Lokos 2”.

“Bebo e te amo”, feat de Rick & Nogueira com Clayton & Romário é lançado

Imagine Dragons anuncia datas da turnê no Brasil

A banda, vencedora do Grammy, anuncia datas em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.

Imagine Dragons anuncia datas da turnê no Brasil

Rionegro e Solimões se destacam em ranking das mais tocadas do Brasil

A dupla comemora o sucesso dos lançamentos das músicas do DVD "a História Continua" "Saudade Atemporal" e "Saudade de Ex".

Rionegro e Solimões se destacam em ranking das mais tocadas do Brasil

Ney Matogrosso será homenageado em musical

Musical “Ney Matogrosso – Homem com H” estreia em setembro, em São Paulo.

Ney Matogrosso será homenageado em musical

Djavan lança single em parceria com Milton Nascimento

“Beleza Destruída” é o segundo single do álbum “D” do Djavan.

Djavan lança single em parceria com Milton Nascimento

Marisa Monte em grande temporada no Espaço Unimed com tour “Portas”

Com quase todas as datas esgotadas, cantora faz apresentações nos dias 21, 22, 23, 28 e 29 de julho em São Paulo.

Marisa Monte em grande temporada no Espaço Unimed com tour “Portas”

Capital Inicial anuncia “projeto 4.0”, com álbum, DVD e turnê

Turnê estreia no dia 9 de setembro no Palco Mundo do Rock In Rio 2022.

Capital Inicial anuncia “projeto 4.0”, com álbum, DVD e turnê

Brasil celebra o Dia Mundial do Rock

Data remete ao histórico Live Aid, megaevento realizado simultaneamente em várias cidades do mundo, em 13 de julho de 1985.

Brasil celebra o Dia Mundial do Rock

Orquestra de Câmara do Sesc celebra 10 anos com concerto especial

Espetáculo será realizado no Sesc Palladium, em Belo Horizonte.

Orquestra de Câmara do Sesc celebra 10 anos com concerto especial

Belo Horizonte vai sediar Festival Internacional de Cinema e Psiquiatria

Evento terá debates baseados em filmes que abordam as principais questões que afetam a saúde mental dos brasileiros atualmente.


Ecad lista as músicas mais tocadas de Marisa Monte

“Ainda Bem”, composta em parceria com Arnaldo Antunes, em 2011, é a canção mais gravada e a mais tocada da artista nos últimos 10 anos.

Ecad lista as músicas mais tocadas de Marisa Monte