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Anemia falciforme pode levar à morte

Anemia falciforme pode levar à morte

20/03/2008 Divulgação

Embora muito pouco conhecida, trata-se da doença genética de maior prevalência no Brasil. A cada ano nascem no país 2.500 crianças com a enfermidade, sendo que 20% delas não chegam a atingir os 5 anos de idade.

Apesar da alta incidência e gravidade, a anemia falciforme é desconhecida por boa parte dos profissionais de saúde e também pela população em geral. O alerta foi feito pelo médico Henrique Francé, coordenador de Saúde da Região Leste de São Paulo, durante o lançamento da cartilha "Tudo sobre anemia Facilciforme", do cartunista Maurício Pestana. Durante o evento, realizado na última sexta-feira, dia 14, na Igreja Nossa Senhora Achiropita, uma outra denúncia foi apontada: a de que o descaso com a doença possa estar ligado a questões raciais e sociais, já que ela atinge principalmente afro-descendentes.

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano nascem no Brasil 2.500 crianças portadoras de doença falciforme, sendo que 20% delas não vão atingir os cinco anos de idade, por complicações diretamente relacionadas à anemia falciforme. "O diagnóstico precoce e o tratamento adequado representam papel fundamental na redução desses índices", afirma Francé. "A prevenção da doença se dá na triagem neonatal, popularmente chamada de teste do pezinho, realizada nas maternidades até 48 horas após o nascimento da criança. Infelizmente, apesar de obrigatório por Lei, o teste nem sempre é realizado, dificultando o tratamento", queixa-se o médico.

 

Enfermidade hereditária mais comum no mundo todo, a anemia falciforme é causada por uma deformação na membrana dos glóbulos vermelhos do sangue. Em vez de receberem de seus pais os genes para a hemoglobina A, como a maioria das pessoas, os pacientes dessa doença receberam os genes para uma hemoglobina conhecida como S. Quando essas pessoas são submetidas a estresse, má alimentação ou qualquer outro agente que diminua a circulação de oxigênio no sangue, a hemoglobina S deixa de ter um formato redondo e passa a ter formato de meia lua. Com isso, fica mais rígida e tem dificuldade para passar pelos vasos sangüíneos. A aglomeração de glóbulos dificulta a circulação de sangue, impedindo que o oxigênio chegue a tecidos e órgãos. O primeiro sinal da crise é dor intensa. Depois, vem a palidez, pois o organismo passa a tentar destruir os glóbulos vermelhos, causando a anemia. Mais fraco, o organismo fica vulnerável a vírus e bactérias. Deixado sem cuidados, o tecido pode necrosar e morrer. Se o aglomerado de glóbulos ocorrer no cérebro, pode haver um acidente vascular fatal.

 

O coordenador de Saúde da Regional Leste esclarece que para ter a doença falciforme a pessoa recebeu de ambos os pais a hemoglobina S. Quando herdou a hemoglobina alterada de um só deles - e, portanto também tem a hemoglobina A (normal) - ela apresenta apenas o traço falciforme, ou seja, é saudável. "É fundamental, no entanto, que essa pessoa saiba que, se tiver filhos com outro portador de traço falciforme, tem chances de gerar uma criança com anemia falciforme. Daí a importância do diagnóstico por meio do exame eletroforese de hemoglobina para aqueles que não realizaram o teste do pezinho quando bebês ou que não saibam se tem ou não o traço ou a doença", adverte Francé.

 

No evento, além de membros da comunidade, também estiveram presentes alguns profissionais da área da saúde como o infectologista Marco Antonio Barbosa dos Reis e o ex-deputado federal Jamil Murad.

Fonte: Maxpress



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